sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O que é a meditação? Como meditar. Contributos...

Meditar é um acto ou estado aparentemente simples mas de carácter indefinível, incontrolável e sagrado, ora mais difícil de se conseguir, ora surgindo fácil e rapidamente, como um estado de graça, ou uma inspiração, exigindo para ser aprofundado certa perseverança, amor e fidelidade...
Vejamos uma  metodologia de aproximação:
Após um certo alinhamento e desbloqueamento, para o qual  faremos alguns exercícios de movimentação ou masssagem, já sentados, podem ainda brotar alguns gestos e sons com os dedos ou mãos, tal como várias tradições desenvolveram, estimuladores da energia nos meridianos que começam ou terminam nas mãos, e que são gestos para limpar, harmonizar e elevar os fluxos energéticos e psíquícos, e eis-nos prontos a embarcar na viagem auto-consciencial e meditativa.
No início, depois de uma invocação do Ser e seres divinos, mestres, santos, santas, anjos, conforme as nossas afinidades, começaremos a observar o ritmo da respiração, descontraidamente, e até procurando sentir energias luminosas a entrarem, sendo retidas para nos fortificarem e na expiração saindo e deixando-nos mais harmonizados. Aos poucos, os pensamentos que nos preocupam vão-se também acalmando e, sendo vistos com mais interioridade e calma, vão perdendo as suas energias emotivas ou conflituosas que os tornam repetitivos ou nos afectam mais...
Depois, poderíamos começar a sentir a Presença interna do Espírito e a sua ligação com o Infinito ou o Ser Divino. Mas como é difícil chegar a um estado imediato de poucos pensamentos, deveremos  invocar e adorar com mais aspiração a forma ou nome do Absoluto ou do Divino que mais nos toca, tal Jesus, Krisna, Shiva. Para isso também contribui, por exemplo, o inclinar-nos sobre o peito e aí juntar as mãos, sentindo bem em tal postura a receptividade invocativa grata e humilde...
Entre nós e o Espírito, e a Divindade não deveria haver tantas barreiras, tantos véus, tantos canais desviando-nos para outros direcções e seres, pensamentos e imagens. Por isso, os momentos de tentativa de união maior das meditações são muito valiosos, podendo ainda ser intensificados pelos cantos e preces, e pelas mãos juntas. Mãos, que podem depois elevar-se ao céu em forma de Graal, taça ou cálice, e acolher melhor as bênçãos luminosas ou ainda derramá-las para pessoas já falecidas, ou para as que, vivas, mais precisam.
A destilação maior do elixir da imortalidade acontece então pela auto-consciencialização do Ser profundo que está em nós, e pela captação e circulação da luz divina que permeia o universo, que começa então a ser mais vista no olho espiritual, e sentida no nosso corpo interior energético espiritual e pelas bênçãos e expansões de consciência que possamos alcançar.
 Meditamos não só para nós e o ambiente, mas também pelos mortos já no além, sobretudo quando a luz circula e emana visivelmente do coração ou do olho espiritual e que, pelo nosso amor, pode chegar até eles...
Deste modo, ao meditar, ou no perseverar no respirar consciente e no orientar ou controlar das ondas do pensamento, não estamos apenas a acalmar as ondulações psíquicas, a harmonizar os dois hemisférios, a clarificar a nossa mente e alma mas estamos também a unir mundos e seres, personalidade e o Espírito divino, talhando o corpo espiritual ou de glória, recuperando a nossa dimensão mais profunda e extensa, cooperando na clarificação e iluminação planetária, religando-nos à Divindade...
Boas meditações...

Sem comentários: