sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Nahjul-Balagha, o Pico da Eloquência, pelo 1º Imam Shia, Ali ibn Abu Talib. Extractos sobre Deus, os Anjos, os profetas ou mestres, a peregrinação, o desenvolvimento da ideia de Deus. Text bilingual.

                 Sendo hoje o dia de aniversário Ali Ibn Abi Talib, nascido   no dia 13  do mês de Rajab, no calendário lunar, de 607 e casado com Fátima ou Zahra, a filha do profeta Maomé, e que abriu o sulco da linhagem religiosa dos 12 Imans com que se configurou a religião Shia, que tem no Irão a sua nação, e a quem já consagramos alguns textos, resolvemos hoje   partilhar ensinamentos, extraídos do Pico da Eloquência, Nahjul-Balagha, os quais, ainda que com as limitações do  tempo, transmitem ainda muito da Sabedoria ou Filosofia Perene, certamente  se os soubermos meditar, interpretar, praticar... Creio não serem necessárias interpretações, algumas   indicações sobre  os anjos serão pueris tomadas à letra, outras são  bem   compreensíveis e valiosas ,tal como o que diz sobre a  formação da ideia de Deus em nós, e sublinhei as frases mais importantes.  Mas se houver perguntas, poderei responder e acrescentar... O  texto, longo  está online, em https://www.duas.org/pdfs/Nahjul-Balagha.pdf

                                         Criação dos Anjos
«Então Ele criou as aberturas entre os altos céus e as preencheu-as com todas as classes dos Seus anjos. Alguns deles estão em prostração e não se levantam. Outros estão em posições de joelhos e não se levantam. Alguns deles estão em fila e não abandonam sua posição. Outros estão exaltando Allah e não se cansam. O sono dos olhos ou a falha de sagacidade ou o cansaço do corpo ou o efeito do esquecimento não os afeta.
Entre eles estão os que trabalham como portadores confiáveis da Sua mensagem, aqueles que servem, falando em línguas para os Seus profetas e os que levam as Suas ordens e injunções. Entre eles estão os custódios de Suas criaturas e os guardiões das portas dos jardins do Paraíso. Entre eles estão aqueles cujos passos estão firmes na Terra, mas cujos pescoços se projetam para os céus. Os seus membros estão estendidos por todos os lados, os seus ombros estão em harmonia com as colunas do Trono Divino, os  seus olhos estão voltados para baixo diante dele, abriram as suas asas para baixo sob o trono e colocaram entre ele e tudo o mais cortinados de honra e telas de poder.
Eles não pensam no seu Criador através de imagens, não lhe atribuem atributos criados, não O confinam dentro  de abóbadas e não  apontam para Ele  através de imagens.»

                      Deus Escolhe os Seus Profetas 
«Da descendência de Adão, Allah escolheu profetas e recebeu o  compromisso deles para a Sua revelação e para levarem a Sua mensagem como um encargo  confiado.
Ao longo do tempo, muitas pessoas perverteram o  depósito 
de Allah confiado  a elas, ignoraram o Seu estatuto e tomaram [outros] associados ao mesmo tempo que Ele. Satanás afastou-os do conhecimento de Deus e manteve-os distantes de Sua adoração. Então Allah enviou os Seus Mensageiros e séries de  profetas Seus ao povo para  cumprirem os compromissos de Sua criação, para recordar-lhes as Suas bênçãos, para exortá-los pela pregação, para revelar-lhes as virtudes ocultas da sabedoria e para mostrar-lhes os sinais de Sua Omnipotência. Desses sinais, Ele mostrou o céu que está elevado sobre eles, a terra que está sob eles,  meios de vida para se manterem, a morte que os faz morrer, doenças que os envelhecem e incidentes que sucessivamente os afligem.
Allah nunca permitiu que a Sua criação permanecesse sem um Profeta (h) designado por Ele, ou um livro enviado por Ele, ou um argumento vinculativo, ou uma súplica permanente. Esses Mensageiros eram tais que não se sentiam pequenos devido à escassez de seu número ou à grandeza do número de seus falsificadores. Entre eles havia ou um predecessor que nomearia o que o seguiria ou o seguidor que havia sido apresentado pelo predecessor.»
     Neste Mesmo Sermão, Ele falou assim sobre o Hajj:
«Allah tornou obrigatória para vocês a peregrinação (hajj) à Sua Casa sagrada, que é o momento de transformação para as pessoas que vão até ela, tal como os animais ou os pombos vão em direção à água da fonte. Allah, o mais Glorificado, fez dela um sinal da súplica deles diante de Sua Grandeza e do reconhecimento da Sua Dignidade. Ele escolheu de entre a Sua criação aqueles que, ao ouvirem o Seu chamamento, responderam a ele e deram testemunho da Sua palavra. Eles ficaram no nível  [ou estatuto] dos Seus Profetas e assemelhavam-se aos Seus anjos que rodeiam o Trono Divino, assegurando todos os benefícios de realizarem a Sua adoração e apressando-se em direção ao Seu prometido perdão  [ou  reintegração]. Deus, o Mais Glorificado, fez dela (Sua Casa Sagrada) um emblema para o Islão e um objeto de respeito para aqueles que a ele se voltam. Ele tornou obrigatória a sua peregrinação e estabeleceu sua reivindicação pela qual Ele se responsabilizou a cumprir. Assim, Allah, o mais Glorificado, disse:
“Allah (puramente) para Allah, é incumbente para a humanidade, a peregrinação à Casa, para aqueles que podem permitir-se a viagem até lá.” E quem negar, então, verdadeiramente Allah é auto- suficientemente independente dos Mundos” (Alcorão, 3: 96).
O mais importante na religião (din) é o  conhecimento de  Deus. O significado literal de din é obediência e o seu sentido popular é um código [de princípios e leis]. Seja qual for o sentido literal ou o popular, em qualquer caso, se a mente estiver desprovida de qualquer concepção de Divindade, não haveria questão de obediência, nem de seguir qualquer código, porque quando não há objetivo, não há sentido em avançar em direção a ele. Quando não há nenhum objetivo em vista, não faz sentido fazer esforços para alcançá-lo. No entanto, quando a natureza e a faculdade orientadora do ser humano o colocam em contacto com uma Autoridade superior e o seu gosto pela obediência e o impulso de submissão o subjugam diante de uma Divindade, ele se vê-se a si próprio limitado por certas restrições em vez da liberdade abjecta de actividade. Essas mesmas limitações são din (religião) cujo ponto de partida é o conhecimento de Allah e o reconhecimento de Seu Ser.»

Comentário de Martyr Ayatollah Murtada Mutahhari: «Depois de apontar os elementos essenciais do conhecimento divino, Amir al-Mu’minin, isto é, Ali,  o "Comandante dos Fiéis" ou o "Líder dos Crentes",   descreveu os seus elementos constitutivos e as condições importantes. Ele considera 
como insuficientes tais etapas do conhecimento que as pessoas tomam como o ponto máximo de aproximação [a Deus]. Ele diz que a primeira etapa é aquela em que, com o sentido natural de busca pelo desconhecido e a orientação da consciência ou ao ouvir os seguidores das religiões, uma imagem do Ser Invisível conhecido como Deus forma-se na mente. Esta imagem, na verdade, é  precursora da obrigação de pensar e refletir e de buscar o Seu conhecimento. Mas os que amam a ociosidade, ou estão sob a pressão do ambiente, não empreendem essa busca apesar da criação de tal imagem e a imagem não consegue ser testemunhada. Neste caso, eles permanecem privados do conhecimento divino. Como o acesso ao estágio de testemunhar após a formação da imagem é pelo [uso] vontade, eles merecem ser questionados sobre isso. Mas quem for movido pelo poder desta imagem vai além e considera o pensamento e a reflexão necessários. Dessa forma, alcança-se o próximo estágio na obtenção do conhecimento Divino, ou seja, busca-se o Criador através da diversificação da criação e das espécies de criaturas. Isso é assim porque cada quadro é um sólido e inflexível guia para a existência de seu pintor e cada efeito para a acção de sua causa. Quando ele lança o olhar ao seu redor, não encontra uma única coisa que possa ter surgido sem o acto de um criador, tanto que não encontra o sinal de uma pegada sem um caminhante nem uma construção sem um construtor.
Como poderia ele compreender que este céu azul 
na sua expansão com o sol e a lua,  e a Terra com a exuberância de sua relva e flores poderiam ter surgido sem a acção de um Criador? Assim, após observar tudo o que existe no mundo e o sistema regulado de toda a criação, ninguém pode deixar de concluir que há um Criador para este mundo de diversidades, porque a existência não pode surgir do não-existir, nem a existência pode brotar do nada
                                         
                                            Creation of the Angels
Then He created the openings between the high skies and filled them with all classes of His angels. Some of them are in prostration and do not rise. others are in kneeling positions and do not stand up Some of them are in array and do not leave their status. others are extolling Allah and do not get tired. The sleep of the eye or the slip of wit or languor of the body or effect of forgetfulness does not effect them. Among them are those who work as trusted bearers of His message, those who serve, speaking tongues for His prophets and those who carry His orders and injunctions. Among them are the protectors of His creatures and guards of the doors of the gardens of Paradise. Among them are those whose steps are fixed on earth but their necks protrude into the skies. Their limbs are out on all sides, their shoulders are in accord with the columns of the Divine Throne, their eyes are cast down before it,
they have spread their wings down under it and they have rendered between themselves and all else curtains of honor and screens of power.  They do not think of their Creator through image, do not impute created attributes to Him, do not confine Him within abodes and do not point at Him through illustrations.»
 
Courtesy of Amir Fayes

                                      Allah Chooses His Prophets (x)
From Adam’s progeny, Allah chose prophets and took their  pledge for His revelation and for carrying His message as their trust.
Throughout the course of time many people perverted Allah’s trust with them and ignored His status and took associates along with Him. Satan turned them away from knowing Allah and kept them aloof from His worship. Then Allah sent His Messengers and a series of His prophets toward people to get them to fulfil the pledges of His creation, to recall His bounties to them, to exhort them by preaching, to unveil before them the hidden virtues of wisdom and to show them the signs of His
Omnipotence. Of these signs He showed the sky which is raised over them, the earth that is placed beneath them, a means of livelihood to sustain, death that makes them die, ailments that turn them old and incidents that successively betake them.
Allah never allowed His creation to remain without a Prophet  (h) deputed by Him, or a book sent down from Him or a binding  argument or a standing plea. These Messengers were such that they did
not feel little because of smallness of their number or the largeness of the number of their falsifiers. Among them was either a predecessor who would name the one to follow or the follower who had been introduced by the predecessor.

In this Same Sermon, He Spoke thus about the Hajj:
Allah has made obligatory upon you the pilgrimage (hajj) to His sacred House which is the turning point for the people who go to it as beasts or pigeons go towards spring water. Allah, the most Glorified One, made it a sign of their supplication before His Greatness and their acknowledgment of His Dignity. He selected from among His creation those, who on listening to His call, responded to it and testified to His word. They stood in the status of His Prophets and resembled His angels who surround the Divine Throne securing all the benefits of performing His worship and hastening towards His promised forgiveness. Allah, the most Glorified One, made it (His sacred House) an emblem for Islam and an object of respect for those who turn to it. He made obligatory its pilgrimage and laid down its claim for which He held you responsible to discharge it. Thus, Allah, the most Glorified One, said:
“Allah (purely) for Allah, is incumbent upon mankind, the pilgrimage to the House, for those who can afford to journey thither. And whoever denies, then verily Allah is Self-sufficiently independent of the
Worlds” (Holy Quran, 3: 96). The foremost in religion (din) is His knowledge. The literal
meaning of din is obedience and its popular sense is a code. whether the literal sense is taken or the popular one, in either case, if the mind is devoid of any conception of Divinity, there would be no question of obedience, nor of following any code because when there is no aim there is no point in advancing towards it. Where there is no object in view there is no sense in making efforts to achieve it. Nevertheless, when the nature and guiding faculty of man bring him in contact with a superior Authority and his taste for obedience and impulse of submission subjugates him before a Deity, he finds himself bound by certain limitations as against abject freedom of activity. These very limitations are din (religion) whose point of commencement is knowledge of Allah and acknowledgment of
His Being.
After pointing out the essentials of the Divine knowledge Amir, al-Mu’minin has described its important constituents and conditions. He holds those stages of such knowledge which people generally regard as the point of highest approach to be insufficient. He says that its first stage is that with the natural sense of search for the unknown and the guidance of conscience or on hearing from the followers of religions an image of the Unseen Being known as Allah is formed in the mind. This image, in fact, is the forerunner of the obligation to thinking and reflection and to seeking His knowledge. But those who love idleness, or are under pressure of environment, do not undertake this search despite the creation of such an image and the image fails to get testified. In this case they remain deprived of the Divine knowledge. Since access to the stage of testifying after the formation of image is by volition, they deserve to be questioned about it. But one who is moved by the power of this image
goes further and considers thinking and reflection necessary. In this way  one reaches the next stage in the attainment of the Divine knowledge, namely to search for the Creator through diversification of the creation and species of creatures. This is so because every picture is a solid and inflexible guide to the existence of its painter and every effect to the action of its cause. When he casts his glance around himself he does not find a single thing which might have come into existence without the act
of a maker so much so that he does not find the sign of a footstep without a walker nor a construction without a builder. How can he comprehend that this blue sky with the sun and the moon in its expanse and the earth with the exuberance of its grass and flowers could have come into existence without the action of a Creator? therefore, after observing all that exists in the world and the regulated system of the entire creation no one can help but conclude that there is a Creator for this world of diversities because existence cannot come out of non-existence, nor can existence sprout forth from nothingness.»

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

O discurso de Vladimir Putin de boas vindas a 2026, sábio e luminoso. Venha a paz o mais brevemente possível.

                             

O tradicional discurso do novo ano pronunciado por Vladimir Putin para 2026, na Praça Vermelha ou Refulgente, com brevidade, três minutos apenas,  contém todavia ensinamentos importantes, dignos de se meditarem, e que perante a desinformação anti-Rússia reinante no Ocidente resolvemos traduzir e partilhar pelo amor à verdade e à justiça.
Destacaremos no início a mensagem de que o Futuro depende ou é feito por cada um de nós. Que cada um deve extrair de dentro de si as forças que lhe permitirão alcançar os seus objectivos, e saber que está em ligação com os seres que lhe são mais queridos, confiando neste corpo místico ou subtil que nos interliga e que é alimentado pelos nossos pensamentos e sentimentos de cuidado e apoio recíproco, tal como a família representa tão bem: um por todos, todos por um.
Esta solidariedade e unidade num nível maior manifesta-se na realação com a Pátria e Mátria, pois o bem que realizamos para nós e os outros reflecte-se no bem da nação, na sua história e reforça a unidade que liga todos cidadãos bem como a segurança para um melhor futuro.
Vladimir Putin exprimirá mesmo algumas qualidades ou virtudes (de vir, força) que devemos trabalhar, meditar, vivenciar no dia a dia ao longo do ano, perseverantemente: o amor, a amizade, a compaixão, a simpatia e a generosidade.
Quanto ao que se passa na luta ou guerra com a Ucrânia e Ocidente, será muito breve: elogiará os soldados e comandantes pelo sacrifício que assumiram e garante-lhe que milhões e milhões de Russos estão com eles no corpo místico da Mátria-Pátria, unidos em espírito por subtis e bemfazejas vibrações que superam todas as distâncias e planos de
vida.
                                    
             
Muita luz e amor na alma de Daria Dugina, uma alma mártir da santa Rússia!

Discurso do Presidente da Rússia Vladimir Putin:
«Cidadãos da Rússia, amigos,
Neste momento,
 enquanto estamos à beira do Ano Novo, todos sentimos a passagem do tempo. Diante de nós está o futuro, e o que ele nos reserva depende em grande parte de nós.
Extraímos força de dentro de nós mesmos e daqueles que estão ao nosso lado – aqueles que são queridos e próximos dos nossos corações – e estamos sempre prontos para oferecer o nosso ombro em troca. Este apoio mútuo dá-nos confiança de que todas as nossas aspirações, esperanças e planos serão definitivamente realizados.
Naturalmente, cada um de nós tem sonhos pessoais, únicos, muito especiais à sua maneira. No entanto, eles são inseparáveis do destino da nossa Pátria e do sincero desejo de servi-la.
Pois estamos unidos – o povo da Rússia. O trabalho, as conquistas e os sucessos de cada um de nós acrescentam novos capítulos à sua história milenar, enquanto a força da nossa unidade determina a soberania e a segurança da nossa Pátria, o seu desenvolvimento e o seu futuro.
O Ano Novo é, acima de tudo, um momento em que esperamos o melhor, a bondade e a boa sorte. É um feriado especial e mágico, quando abrimos nossos corações para o amor, a amizade e a compaixão, para a simpatia e a generosidade.
Esforçamo-nos para trazer alegria e calor através do nosso cuidado com aqueles que precisam de apoio e, claro, estando ao lado dos nossos heróis – os participantes na operação militar especial – tanto em palavras quanto em ações.
Vocês tomaram sobre vós próprios o dever de lutar pela nossa terra natal, pela verdade e pela justiça. Nesta véspera de Ano Novo, milhões de pessoas em toda a Rússia, asseguro-vos, estão com vocês: pensam em vós, compartilham os seus sentimentos e põem as suas esperanças em vós. Estamos unidos por um amor sincero, abnegado e devotado à Rússia.
Desejo a todos os nossos soldados e comandantes um Feliz Ano Novo! Nós acreditamos em vós e na nossa vitória.
Amigos,
Dentro de alguns momentos, ouviremos os sinos do relógio do Kremlin, e o Ano Novo começará. Damos as boas-vindas juntos aos mais próximos e queridos: os nossos filhos, pais, amigos e companheiros de armas. Mesmo os que estão longe – vós estais ainda connosco em espírito.
Desejo-vos a todos boa saúde e felicidade, compreensão e prosperidade. E, acima de tudo, amor que nos inspire. Possam as nossas tradições, fé e memória ligar em unidade todas as gerações,  apoiando-nos sempre e em tudo.
Somos um – uma forte, grande  e unida família, e é por isso que continuaremos a trabalhar e a criar, para alcançar os nossos objetivos, avançando apenas para o benefício de nossos filhos e netos, para o benefício da nossa grande Rússia.
Feliz Ano Novo, amigos!
Feliz 2026!

                                                    
Discourse from the President of Russia Vladimir Putin: Citizens of Russia, friends,
At this moment, as we stand on the threshold of the New Year, we all feel the passage of time. Before us lies the future, and what it holds largely depends on us.
We draw strength from within ourselves and from those who stand beside us – those who are dear and close to our hearts – and we are always ready to lend our shoulder in return. This mutual support gives us confidence that all our aspirations, hopes, and plans will definitely be realised.
Naturally, each of us has personal, unique dreams, very special in their own way. Yet they are inseparable from the destiny of our Motherland and from the sincere desire to be of service to it.
For we are united – the people of Russia. The labour, achievements, and successes of each of us add new chapters to its thousand-year history, while the strength of our unity determines the sovereignty and security of our Fatherland, its development, and its future.
The New Year is, above all, a time when we hope for the best, for goodness and good luck. It is a special and magical holiday, when we open our hearts to love, friendship, and compassion, to sympathy and generosity.
We strive to bring joy and warmth through our care for those in need of support and, of course, to stand by our heroes – the participants in the special military operation – in both word and deed.
You have taken upon yourselves the duty of fighting for our native land, for truth and for justice. On this New Year’s Eve, millions of people across Russia, I assure you, are with you: they think of you, share your feelings, and place their hopes in you. We are united by a sincere, selfless, and devoted love for Russia.
I wish all our soldiers and commanders a happy New Year! We believe in you and in our victory.
Friends,
In just a few moments, we will hear the chimes of the Kremlin clock, and the New Year will begin. We welcome it together with the nearest and dearest: our children, parents, friends, and comrades-in-arms. Even those who are far away – you are still with us in spirit.
I wish you all good health and happiness, understanding and prosperity. And, above all, love which inspires us. May our traditions, faith, and memory bind all generations together, supporting us always and in everything.
We are one – a great, strong, and united family, and that is why we will continue to work and to create, to achieve our goals, moving only forward for the benefit of our children and grandchildren, for the benefit of our great Russia.
Happy New Year, friends!
Happy 2026!
                                               

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

"E Antero disse..." Poema inspirado e algo profético do P. Moreira das Neves, escrito do alto do Cristo Rei


 Corria o ano de 1959 e o mês quente florido de Maio, quando o Padre Moreira das Neves (18/11/1902 a 31/3/92), desde 1934  chefe de redacção do jornal da Igreja Católica «Novidades», escritor, conferencista e poeta, entusiasmado e inspirado com a construção e a inauguração do monumento nacional a Cristo Rei, escreveu o seu décimo quarto livro intitulado Cristo sobre o Tejo, com 31 poemas, quatro deles dedicados a seres,  Antero de Quental, Rainha Santa Isabel, Princesa Santa Joana e Jesus, e os outros a Lisboa, ao rio Tejo, à história e alma portuguesa, todos eles repassados de religiosidade, ora sofredora ora esperançosa e alegre. A obra leva como dedicatória inicial: «A todos aqueles que na suplica e na esperança amorosamente o ajudaram a construir.»

Vamos partilhar o poema de Antero de Quental, pois o P. Moreira das Neves era um bom apreciador e conhecedor da Literatura Portuguesa e nomeadamente da geração de João de Deus, Antero, Eça, Junqueiro, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, sendo o seu livro O Grupo dos Cinco. Dramas Espirituais, bem valioso, com bastantes páginas dedicadas a Antero, derivando o seu drama de não se ter conseguido conhecer, sofrendo duma luta entre o coração e a cabeça. sem humildade para aceitar os ensinamentos da Igreja, pelo tivera um "curto-circuito espiritual" ao suicidar-se, ressalvando que Deus ainda assim no seu íntimo o poderia ter salvo.  Este seu poema dedicado a Antero, ou invocando-o, foi inspirado das alturas do monumento do Cristo Rei, após  árdua subida de 500 degraus em andaimes, num dos fins de tarde em que o Sol poente derrama sobre Lisboa e o Tejo os seus raios, gerandos miríficas refrações coloridas.

A fala imaginada de Antero, depois de ter invocado outros dois grandes poetas da solidão e do amor, e da serra da Arrábida, Frei Agostinho da Cruz e Sebastião da Gama,  é um discurso póstumo que poderemos até aceitar como possível, como não destoando do que Antero Quental lhe poderia murmurar se eles estivessem clarividentemente em diálogo. E quem saberá o que se passou na inspiração do poema na alma do P. Moreira das Neves?

E ANTERO DISSE:

«São quinhentos os degraus.
A um por um os subi.
Subi-os, o peito arfando,
Arrastado no desejo
De conquistar as alturas
Do pedestal hirto e enorme

E por escadas de andaimes
Subi ao cimo da estátua
Do Cristo de sobre o Tejo.

Em baixo, o rio corria,
Dizendo adeus à cidade
E já sentindo nas ondas
O sal das ondas do mar.
Ao longe o mar era espuma,
Espuma e distância azul.
Ao longe a terra era verde,
Toda de verde vestida

E sobre o Tejo correndo
E sobre a terra sonhando,
Um céu de poema heróico
cheio de sol e nuvens.

Ardia a tarde nos vidros
Das janelas de Lisboa.
Sobre o zimbório da Estrela
sangravam jóias acesas.

Uma bandeira flutuava
Sobre a torre de Castelo
De altas ameias morenas.
Ao Sol, de burel, a Arrábida
Clamava nomes de poetas:
Frei Agostinho da Cruz.
O da divina saudade,
E tu, Sebastião da Gama,
Arauto da Serra-Mãe.

Subi ao cimo da estátua
E entrei no braço direito
Do Senhor das Amplidões.
Lembrei os versos de Antero,
Coração crucificado
Na angústia do pensamento
Ansioso de repousar
Na mão direita de Deus.

E Antero me disse, triste
Com a túnica de bruma
Da ilha de S. Miguel:

-- A imagem vale uma sombra.
Para além da sombra, olha
O Corpo das Cinco Chagas
jorrando como, em verdade,
Cinco fontes infinitas
E, para além do corpo, alma,
Princípio e glória de tudo.
A alma que me falou,
E que eu não soube escutar
(Por não ouvir essa voz
Na hora do desencanto,
É que eu cedi, lábios mudos,
À tentação dos abismos).
Mas Cristo é Deus. Deus é Pai.
Grita-o sempre, sem descanso.
O mundo deseja a paz.
A paz não vem de outra origem.
O mundo deseja o amor.
O amor não vem senão dEle.
Sem Ele, os anjos não lutam
Pela salvação da Esperança.
E então os homens, transidos,
Possessos de ódio e loucura,
Nunca mais farão poemas
Nem catedrais. Nunca mais!

E cairão sobre o gume
Das suas próprias espadas.» 

O que encontramos de profético no poema é o estado da humanidade sem amor, infrahumanizada ou transhumanizada, oprimida pela oligarquia globalista liberal. sem referência a Deus, a Cristo, à alma, à voz da consciência, ao Anjo, à Tradição, à família.

Antero sempre desejou e recomendou tentarmos ouvir a voz interior da consciência, e segui-la, e lamenta-se de não a ter escutado quando se suicidou e se precipitou num vácuo, abismo, inconsciência, ou nada, Temporário estado, claro, embora não saibamos bem por quanto tempos, e o que o terá ajudado a elevar-se para planos de luz e de auto-consciência, e de abertura ao Anjo, ao Cristo, à Divindade. 

São valiosas a sugestão de oração pela Paz e Amor: a fonte é Cristo, ou o Logos Solar, o Amor-Inteligência Divina. E a de que é nesta ligação que os Anjos trabalham pela esperança dos seres humanos., ou que neste estado consciencial e anímico que temos acesso a eles.

Saibamos pois abrir-nos mais a estas vibrações e dimensões divinas, para que os Arcanjos e Anjos da Guarda possam fortificar-nos na luta contra as forças do ódio, da mentira, da manipulação, da opressão, da corrupção, que no presente tanto regem o Ocidente e a tão desgraçada, anti-democrática e anti-russa direcção da União Europeia.. 

Que Frei Agostinho da Cruz, Antero de Quental, Sebastião da Gama, o P. Moreira das Neves, e outras grandes almas,  nos inspirem a abrir-nos mais ao Amor-Sabedoria Divina, a sê-lo (esto) e a partilhá-lo no mundo, e entre os poucos mais afins, os dois ou três unidos no nome, palavra ou Logos!

domingo, 28 de dezembro de 2025

Poem to the spirit, and of the flight to the Divinity, two in the One.

 To the Spirit, in me, in you, in all.

Invocation of the Spirit:
Let us investigate, that is, enter,
deepen, let oneself sink,
research, humbly wanting to walk
and progress in fields not well understood,
or belittled but nevertheless important,
valuable, transformative, essential.

Investigate knowledge
of the human Spirit,
and of his capabilities for the future,
to strengthen ourselves,
and 
to improve the soul of Mankind .

Investigate deep w
ithin
through practices
psycho-spiritual,
and abroad by the testimonies,
highlighting those who best knew
saw, experienced, desc
ribed,
and share
 spiritual knowledge,
the Spirit throughout the centuries,
in Portugal but not only,
the main connoisseurs,
mystics, masters, and writers.

Perhaps the best seekers and knowers
were mystics and religious figures
like Francisco Sousa Tavares, Friar Hilary,
Gregório Taveira, and later poets scholars
of esotericism and occult sciences,
such as Leonardo Coimbra and Fernando Pessoa,
without forgetting Antero, Bocage, Agostinho, Dalila.

You and I investigating the spiritual Light,
opening our eyes and hearts wide,
for the Spirit manifests itself to us,
consciousnesses in human bodies and brains,
by the inner Light that we see,
forms and beings revealing themselves to the eye,
for the happiness and gratitude that we feel.

-"I open myself more to the light," this is our prayer,
Deepening the visions of light and even of souls.
- "Spiritual eye," we want to open you up more.

Of the methods for this, contemplation stands out.
of images, paintings, mandalas, vesica pisces, and spirals,
crystals and flowers, trees, rivers, and mountains,
as well the intensification of love for the Divinity.

Here I am,
I, my spirit,
and the spirits of the universe
and to whoever may read me:
you, so far away in time and space
from this here and now: - Open yourself to God..

Invoking the spirit more frequently and strongly
springs from prayer and meditation
or, grace of graces,
with a kindred soul, twin or elevated,
with which duality becomes unity,
and is communion of constant love in aspiration.

But so difficult it is to have similar wings
and have the same flight in the spiritual world,
that poetry and song began to pray
and the chests and hearts opened to bleed.

I gave you my hand, you gave me your hand,
after the eyes have extended inward
aiming to the luminous ocean of the Divinity,
and the hearts becoming an intense flame,
search the Divinity to worship and love,
in the mystery of the Being that we are, you are..
Aum I am... Aum we are... Aum is...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Poesia ainda solsticial e natalícia. Das conversas e convergências, da Luz e do Logos solar em nós.

Escrever sobre o Natal,
Na terra e alma de Portugal,
É mensagem quase secreta
Face à imensidade da alienação,
tantos anos de manipulação e ignorância
só recolhem divisão e arrogância.

Natal é tentar desalienar
esclarecer e iluminar. 
É cavar fundo a sós e encontrar
A ligação que satisfaz o coração
Gerar o amor que desvenda a luz,
Provinda do espírito e do divino.

Natal é, no coração, o Divino inspirar,
e logo harmonizar, perdoar, renovar. 
Fogo a arder sem parar,
queimando impurezas,
aquecendo amizades,
esclarecendo dúvidas,
estimulando criações. 

Mentes por fim livres 
da vaidade, ódio e erro.
Corpos puros sem poluírem,
Irmã Natureza em amor assumida, 
campos e árvores 
em poisio,
pessoas pela verdade
se associando.

 O Natal outrora e sempre em Portugal,
é o resgate dos iniciáveis a realizar-se,
ressurgindo como cavaleiros do Amor,
eterna história dos múltiplo conflitos
em sábia e amorosa harmonia resolvidos.

Natal é invocação comungante dos espíritos,
Taça de partilha na união de todos nós,
Portadores do Bem geral e da Divindade,
Na harmonia de objectivos e boas vontades. 

Natal, olhos nos olhos discutindo,
mentes com as mentes convergindo,
a demanda da verdade estimulando-nos
 no apertar a mão a partir do coração.

Natal, os corações a inflamarem-se,
a comunicarem, a amarem-se.

A conversa é exercício de amor crístico:
critica-se a decadência do Ocidente,
conta-se com a sabedoria profunda do Oriente, 
é-se a multipolaridade do corpo místico  da Terra,
invoca-se o Sol invicto, o Logos, o Jesus Cri
sto divino. 

Que o Logos do Amor-Inteligência comece de novo a brilhar mais em ti!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Poema de demanda consciencial e espiritual, no Inverno e dias natalícios, rumo ao fim do ano.


Noites de Inverno,  dias bem trabalhados,
a alma ergue-se  em gratidão e amor,
interroga-se como melhorar a Humanidade. 

- Ora, medita, quando poderes, de manhã face ao sol,
ao deitar, diante de
  imagens sagradas,
a qualquer momento, erguendo a chama do coração.

De resto, sê lúcido pela multipolaridade equitativa,
ardente e confiante, transform
ador e unificador.

Não desanimes mais de que por momentos,
aprende a morrer confiando que v
ais renascer.

Sacrifica-te, esforça-te, dá-te com conta, peso e medida.

Sê um portador do Graal, da taça do Amor
   no peito abert
a ao fogo que sobe e desce. 
    irradiando como força de verdade e harmonia,
como auto-consciência, 
lucidez e destemor. 

Não temas a solidão, trabalha, ora, aspira
e assim crescer-te-ão as asas do amor
aberto ao Cosmos, aos seres e à Divindade.

Avança corajosamente nos teus deveres,
discerne o que podes erg
uer a missão sacra
e, desprendido, interage libertadoramente.

Sê alma portadora do santo Graal,
compassiva e abnegadamente,
lúcida e corajosamente
pelo Bem e a Verdade,
a Multipolaridade e a L
iberdade,
unindo a Humanidade e a Divindade
 

Alexander Dugin: A Marcha da União Europeia para o fim. O que é a actual democracia liberal globalista da União Europeia. "Europe’s March Toward the End". Text bilingual.

Eis o último artigo, breve, de Alexander Dugin, um geo-estratega da Eurásia, um profeta do fim da democracia ditatorial globalista ocidental, e que numa série de raciocínios, por vezes algo rápidos ou simplificadores da  complexidade em causa, critica os defeitos e erros da democracia liberal, dirigida, e ainda mais corrompida, pela actual direcção da União Europeia, e como ela ditatorialmente ataca a Europa da Tradição e tende à sua auto-destruição. As críticas são claras, já o fim do texto é algo enigmático, mas como imagina ou antevê o futuro é natural, pois muitas  são as mensagens a tentar agitar as massas em sentidos ora alienadores ora libertadores. Oremos, meditemos, esforçemo-nos para que a Luz do Logos, inteligência e amor Divino, vença, brilhe, aqueça e inspire  cada vez mais as almas que querem despertar e libertar-se na Europa e no Mundo.
 
        Alexander Dugin: a Marcha da União Europeia para o fim.                                               25/12/25
«A União Europeia é um exemplo expressivo de como a democracia pode falhar e  tornar-se o seu próprio oposto. Mas resta definir se o problema  é da UE ou se é uma característica natural da própria democracia?
O liberalismo é essencialmente internacional. Portanto, o tipo de democracia da UE é a consequência lógica do liberalismo aplicado. Parece que não é um desvio casual, mas sim uma conclusão inevitável. Platão acreditava que qualquer democracia levava sempre à tirania. E a tirania leva a um fim.
A União Europeia é o caminho para o fim, para o inferno. É por isso que seus chefes estão a preparar a guerra [com a Federação Russa ]. É uma profunda vontade de suicídio. A política de género e LGBT+ é o outro lado disso. A emigração ilegal em massa também. O suicídio pode ser um programa político. E alguns europeus votam nele.
O Ocidente é a vontade de auto-aniquilação, a vontade de morrer. Sem mais família, sem mais filhos, sem mais agricultores, sem mais população original, sem mais humanos (AGI [Inteligência Artificial Geral], robots). O amor pela Ucrânia é o síndrome transparente do amor pela morte.
A União Europeia é anti-civilização. É anti-humana. Os líderes da UE esperam religiosamente o fim de Trump. Depois dele, esperam que o verdadeiro Anticristo (Democrata) apareça em Washington. Depois disso, começa o mistério final da auto-aniquilação. É por isso que a guerra com a Rússia está planeada para 2028.
 
Em ambos os extremos do espectro político, o cancelamento da democracia é inevitável: o povo exige o abandono da farsa democrática liberal e o início do governo de Katehon [ou Katechon, II Tessalonicos 2:6–7, o removedor do que restringe a presença Crística, ou do Logos Inteligência-Razão-Amor nas sociedades], os liberais instalam a tirania direta. Portanto, a democracia é mais um bluff.»
                            

                   "Europe’s March Toward the End".   
«EU is an expressive example of how democracy can fail and become its own opposite. But it rests to define whether it is the problem of EU or the natural feature of the democracy itself?
The liberalism is essentially international. So EU type of democracy is the logical consequence of the liberalism applied. It seems it is not casual deviation, rather inevitable conclusion. Plato believed any democracy leads always to tyranny. And the tyranny leads to an end.
EU is the road to the end, to the hell. That is why its chiefs are preparing the war. It is deep will of suicide. The gender politics and LGBT+ is the other side of it. The illegal mass migration as well. The suicide can be political program. And some Europeans vote for it.
The West is the will for self-annihilation, the will to die. No more family, no more children, no more farmers, no more original population, no more humans (AGI, robots). The love for Ukraine is the transparent syndrome of the love for death.
EU is anti-civilization. It is anti-human. The EU leaders religiously wait the end of Trump. After him they expect the true Antichrist (Democrat) to appear in Washington. After that the final mystery of self-annihilation begins. That is why the war with Russia is planned 2028.
On both extremes of political spectrum the canceling of democracy is inevitable: the people demands the abandon of liberal democratic farce and beginning of the rule of Katehon, the liberals install the direct tyranny. So democracy is rather a bluff.» 
Text is online, in Alexander Dugin Substack.