quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dalila Pereira da Costa, uma alma sibílica e bem portuguesa

Dalila Pereira da Costa (10-III-1918 a 2-III-2012), portuense e duriense, foi uma poetisa, escritora,  mística e vidente sobretudo onírica, exegeta dos mitos e mitificadora, dotada de forte capacidade de sentir e intuir o sagrado, o profundo, o subtil, o telúrico, o espiritual, sobretudo da alma e terra, história e essência Portuguesa, manifestando esse dom empenhada e amorosamente durante mais de 50 anos, gerando cerca de trinta obras, no seu estilo muito íntimo de pensar e de escrever, ora de forma racional e dedutiva, ora de modo poético, projectivo e intuitivo, os mitos e tradições, os acontecimentos e as linhas de força de Portugal e dos povos e tradições mais a ele ligados.
Trinta obras nas quais, estudando e especulando sobre as transmissões de escritores e artistas, poetas e místicos anteriores, de modo original e intenso, se abriu ora aos lados atávicos ou ocultos das memórias e reminiscências do passado, ora ao comparativismo ecuménico, ora às profecias, anseios e visões de um futuro melhor, unido tudo no mesmo círculo de Saudade e de Amor à Divindade e a um Portugal sagrado e harmonioso, cumprindo o seu luminoso papel na Humanidade por ela tanto valorizado e mitificado.
Sem ter sido mãe fisicamente, podemos dizer que ela se tornou uma mãe de Portugal e, assustada e pessimista com o estado geral de desenraizamento do país nas últimas décadas (o que já tinha causas mais antigas), procurou metodicamente sensibilizar as pessoas para as nossas raízes mais profundas e valiosas,  para que estas lhes pudessem dar sustento e inspiração e, ao serem aprofundadas e investigadas, suscitassem mais conhecimento,  harmonia e perfeição.
O seu magistério discreto, pois sempre esteve afastada das Universidades e dos grandes grupos e meios de comunicação, foi sendo aceite pelos leitores das suas obras, editadas paulatinamente pela Livraria Lello (que era de familiares), alguns deles  mais identificados ou receptivos à Tradição da Filosofia Portuguesa e em especial ao movimento da Renascença Portuguesa e da sua revista Águia, que, nos princípios do séc. XX, eclodiu no Porto, graças a pensadores e poetas como Leonardo Coimbra, Teixeira Pascoaes, Jaime Cortesão, Sampaio Bruno, Teixeira Rego e que fluiu, ainda que afunilando um pouco por vezes, em discípulos como Sant’Anna Dionísio, Agostinho da Silva, Álvaro Ribeiro, José Marinho, Delfim Santos, Afonso Botelho, António Quadros, e nos quais a Dalila se inseria...
Ainda que muito admiradora de Antero de Quental, de Leonardo Coimbra e de Teixeira de Pascoaes foi se dando então, sobretudo epistolarmente, com o Agostinho da Silva, Sant’Anna Dionísio, Afonso Botelho, António Quadros, Pinharanda Gomes, mas a sua alma ligava-se ainda com os mestres escritores mais antigos de Portugal, em especial  Gil Vicente e Camões, Frei Agostinho da Cruz e Fernando Pessoa.
Mas também nos seus estudos dos deuses, mitos e símbolos que os povos que passaram pela Península Ibérica cultivaram, nomeadamente visíveis na arte e religião pré-histórica e pré-Cristã, a Dalila valorizou e destacou várias entidades  cultuadas imemorialmente nas águas, nas serras e na Natureza, tais como Deusas e Deuses (desde a Cibele a Bande), Anjos e Sibilas, shamans, bruxas e mouras.
                                      
Dalila (nascida no signo dos Peixes) era uma visionária (sobretudo em sonhos, ou nas súbitas erupções nocturnas de mensagens, mas também na iniciática experiência iluminativa aos 20 anos e na intensificação da hermenêutica imaginal dos mitos, sentidos e níveis do Portugal histórico e sacro (que começou a desenvolver somente aos 60 anos). Ou mesmo uma Sibila, nas suas presciências, profecias ou antevisões (certamente por vezes condicionadas pelas sua visão bastante fundada num Cristianismo providencialista e muito generoso com Portugal) e, seja nas suas terras e quintas durienses seja na sua tebaida (embora bela mansão com jardim, dada a simplicidade com que vivia) portuense à Av. 5 de Outubro nº 444, Dalila foi ao longo da sua vida apurando o conhecimento e a escrita, em missões constantes de acabar uma ou outra obra, de redigir os artigos que lhe iam pedindo, ou ainda de intuir mais arcanos de Portugal e do Cosmos. Mas, no fim da vida, confessava-me que já tinha dito tudo, e que cabia agora a outros tal tarefa…
Na verdade, Dalila, imbuída do sentido de missão individual e nacional que cumpria metódica e sagradamente, foi também e sempre uma estimuladora das vocações e dos trabalhos dos seus amigos, interrogando-os amorosamente como estavam e aconselhando-os, pois sentia a falta que eles faziam ao ambiente anímico-espiritual português, para ela visto como que numa fase última de decadência, caos, obnubilação ou mesmo podridão donde se estaria a renascer ou a despertar, unificantemente seja com o Anjo ou Arcanjo de Portugal, seja com Nossa Senhora, seja com o Espírito Santo, e rumo à realização sonhada medievalmente da III Idade,  ou ainda do V Império espiritual universal, desde o P. António Vieira, e com Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, muito trabalhado conceptualmente e poeticamente na domínio utópico mas também no dinamismo anímico e social.
Era pois, Dalila, uma mulher e uma mãe espiritual dotada tanto do amor ao passado como da esperança no futuro e muito estimuladora dos veios próprios de cada ser, sempre norteada pelo amor a Portugal e ao Divino, em especial manifestado em Maria, a Nossa Senhora, como usualmente chamava, Padroeira de Portugal, no fundo, a encarnação e assunção redentora para o Ocidente católico do Princípio Feminino, da Grande Deusa antiga, ou ainda da Terra Mãe, como ela chamava e tanto amava.
Não irei neste breve testemunho desenvolver os aspectos mais essenciais da sua vasta obra, em que tantos núcleos de sacralidade Portuguesa, e em ligação com a Europa e o Mundo, foram por ela bem aprofundados, com toda a sua poesia ou esperança, mas não podemos deixar de nomear o culto do Arcanjo Custódio de Portugal e do Anjo inspirador ou génio de cada um, este bem equacionado por diferentes perspectivas e tradições, nelas se destacando as que recebeu do misticismo Iraniano através de Henry Corbin, bem como ainda as de Jesus Cristo, abençoador de Portugal em Ourique, e de Maria, sua mãe, em Fátima refundando a pátria, e sempre vista como epifânia de Deusa-Mãe, e por ela profundamente sentida e venerada, estudando e valorizando muito bem múltiplos aspectos e sinais da permanência do Feminino sagrado no espaço português, reflectidos em quase todos os seus livros, mas neles se destacando o Da Serpente à Imaculada, Gil Vicente e a sua Época e  A Ladainha de Setúbal
O seu entendimento e visão do Divino estava pois pouco limitado pelo Catolicismo da Igreja de Roma (sendo bem crítica da Inquisição) e era bastante ecuménico, universal, aceitando a perene revelação divina e espiritual em todos os tempos e povos (mencionando por exemplo um dos pioneiros de tal consciência Pico della Mirandola, entre nós o Pico Mirandola, citado por Garcia de Resende, na sua censurada Miscelânea), sob diferentes nomes e formas, e vendo a concretização de tal no desabrochar alquímico ou iniciático do Espírito dentro de nós, a realizar-se pelas mais diversas vias mas das quais realçava a poética, a da saudade, a heróica, a da santidade, a mística, a sacrificial, a dos mistérios da morte e do renascimento, a da viagem e demanda, a do amor e a do dialogo...
Daí a sua arqueologia do artístico e do sagrado em Portugal, visando trazer ao de cima as linhas de forças do inconsciente colectivo, do mundo imaginal e da sua história, que os portugueses deveriam reconhecer, e logo admirar ou seguir, e tanto os santos e heróis como os amantes, profetas e poetas, tal como Afonso Henriques, a Rainha S. Isabel e D. Diniz, Pedro e Inês, Nuno Álvares Pereira, D. Leonor e Vasco da Gama, Camões, Sá de Miranda, o P. António Vieira...
E claro, como já referimos,  as deidades e divinizações indígenas e lusitanas que foram verdadeiras teofânias sentidas ou intuídas em montanhas ou fontes, pedras ou árvores, no fundo, na natureza fecunda e espiritualmente habitada, a Mãe Terra sagrada e que Dalila, como duriense por ascendência, bem sabia sentir e admirar, tal como comprovei várias vezes em peregrinações ou passeios.
Convivi bastante com Dalila, desde os 25 anos, tendo chegado a ela via Agostinho da Silva, quando vivi em Guimarães. E, quando dava aulas de yoga e meditação no Porto, com regularidade estava com ela, bem com Sant’Anna Dionísio, com este em longos diálogos, por vezes tácitos ao modo pitagórico, e ainda com Mário Pinto, um esotérico.
A nossa relação foi ainda intensificada pela particularidade de me ter cedido durante anos a possibilidade de passar umas semanas, em Agosto, quando eu fazia anos, no Douro, nas suas quintas. Lembro-me bem como, nas faldas do Marão sagrado, me estabeleci pela primeira vez numa casa antiga pequena sem água, nem electricidade, sem cama ou chave e onde até passavam raposas e doninhas. Foi no primeiro ano, talvez em teste iniciático, pois no segundo ano já me cedeu uma casinha mais alta ou perto do Marão, com chave e cama, mas sem electricidade e ainda a púcaros de água, pois a saborosa e calma fonte, junto a uma frondosa nogueira, não era longe. 
De tais lugares aproveitava para mergulhar interiormente em meditações que antecediam o renascimento do meu ciclo anual de aniversariante, ou para subir a serra do Marão até ao cimo, onde celebrava as minhas litânias por ela apreciadas quando lhas lia, pois era também uma cultora das montanhas sagradas e sobretudo do seu Marão. Por fim, cheguei a ficar na sua bela casa de Fontes, uma das vezes com Sant’Anna Dionísio e ela, para uma peregrinação às igrejas românicas do rio Douro, levados na carrinha do snr. Acácio e onde fomos a Cárquere, a S. João da Pesqueira, a S. Pedro de Balsemão. Gratidão por tais momentos...
Dalila sabia aliar à sua grande sensibilidade humana, poética e religiosa, e ao seu amor pela Pátria e pelo Divino, um sentido do dever de pater-mater família não só de generosa e cuidadosa hospitalidade como de pragmática administração das suas quintas e do seu vinho, com o seu caseiro, o snr. Acácio, a snra. Adelaide, a mulher, e os dois filhos e que, tratando de tudo, exigiam contudo de quando em quando a sua presença e capacidade de decisão. Também a sua pequena tebaida, numa tapada urbana portuense, tinha nela uma autêntica fada, muito empenhada nas flores, arbustos e árvores que rodeavam a sua casa (que frequentemente era a primeira parte da visita) e em especial na sua pequena estufa onde apurava, certamente com a ajuda de gnomos e fadas, belos espécimes de plantas, com os seus nomes que me ia presenteando os ouvidos e alma, nomeando-as, ou levando-me a acariciá-las e admirá-las: “ora veja, ora veja”.
Nesta casa apalaçada do final do séc. XIX, princípios do XX, que bem merecia tornar-se um núcleo museológico ou uma fundação na qual o seu legado fosse aprofundado e divulgado (o que não veio a suceder), Dalila tinha ao seu dispor numerosas salas bem animadas pela Tradição Portuguesa em imagens e livros, tendo no rés de chão, à direita de quem entrava, a vasta sala da biblioteca, onde recebia os visitantes (em geral com um cãozinho, com quem sempre vivia afectiva e carinhosamente, a reclamar festas ou atenção) e onde cerca de 3 mil livros guarneciam o corpo de estantes instalado em duas paredes, enquanto que nas outras duas alternavam as janelas e cortinados brancos, que davam para o jardim frondoso, com as imagens e gravuras de família ou de predilecção. Em alguns móveis iam-se depositando seja as fotografias dos amigos principais seja os objectos sagrados que lhe oferecíamos. 
Uma grande mesa ao centro continha os livros que recebera nos últimos tempos, ou que andava a ler, e outra mais pequena continha obras de referência, como as de Henry Corbin, Mircea Eliade, Massignon, R. Otto, etc. Era aqui que se travavam os diálogos maiores e por vezes mesmo meditações silenciosas que eu, numa linha de prática mais yoguica, propunha, algumas vezes anuindo, outras sugerindo ela antes alguma colação, onde sempre se esmerava em oferecer ainda fruta para eu levar comigo...
Mas era no 1º andar que a Dalila tinha o seu pequeno escritório (que partilhava com mais reserva) e onde numa máquina de escrever antiga ia redigindo e corrigindo os seus livros, fiel à sua missão e inspiração, enriquecendo assim a Tradição cultural, mítica e espiritual Portuguesa, da qual é certamente no séc. XX uma das mais valiosas cultoras. Escritório pequenino num dos quatro cantos da casa mas verdadeiramente uma torre de vigília, um altar da sua vocação onde ia tecendo a teia magnífica da sua obra amorosa. 
Dos nossos diálogos, ora nestas duas salas, ora na salinha de jantar ou na varanda para as traseiras da casa, ou passeando no jardim, fica a sua suavidade e subtileza e uma grata amizade, que perdura no mundo espiritual, e apontamentos nos diários, ou cartas, cartõezinhos e dedicatórias, além de algumas poucas fotografias e vídeos (a que ela era algo avessa na sua enorme discrição), mas é certamente nos seus livros que podemos ir buscar mais as deduções, intuições e esperanças e assim comungar com ela e o seu ensinamento. 
Ligada ou discípula do movimento portuense da Renascença Portuguesa, leitora dos grandes mestres espirituais, desde os místicos cristãos e iranianos (Sorawardi) aos mestres do séc. XX, tal como Ramana Maharishi, Aurobindo, Jung, Henry Corbin, Massigon, René Guenon, Jean Herbert, Mircea Eliade, Dalila Pereira da Costa foi sobretudo mais original na verbalização artística, poética e densa da sua visitação da Tradição Portuguesa, desde a arte à arqueologia, às lendas, aos movimentos literários, às ordens religiosas, aos místicos e espirituais, e fê-lo com grande coerência, intensidade e unidade, muito tingida pelo seu amor ao Princípio Feminino e à missão espiritual de Portugal, que sonhava ou intuía, e pela qual muito sofria, orava e ansiava.
Dalila tinha uma visão clara de que o essencial era o nosso aperfeiçoamento anímico e a ligação a Deus, ou a união em cada um de nós da transcendência e da imanência, do Céu e da Terra, da reminiscência e da presciência, e acreditava mesmo que os Portugueses, mais do que outros povos, por várias razões de confluência de forças e correntes e pela sua capacidade de aceitação do outro e de harmonização dos três estados ou funções e das várias religiões, tinham e têm essa missão reintegradora e comunicadora, fraterna e ecumenicamente, como já o tinham debuxado e realizado a certo nível, segundo as linhas Franciscanas, Templárias e da Ordem de Cristo, na época dos Descobrimentos.
Para isto tínhamos, ou temos, que reconquistar forças primordiais e despertar mesmo poderes ocultos, tal como o terceiro olho, a que chama mesmo o da sabedoria ou da visão arcaica, ou ainda o despertar da shakti (energia) interna, pelo que parte do seu labor de escritora foi dirigido para assinalar tal poder, forças e capacidades no que ela compreendia ou intuía nas tradições portuguesas, nas raízes primordiais da alma portuguesa, na Tradição Perene em Portugal, embora por vezes talvez exagerando na exegese das capacidades clarividentes dos antigos e no valor representativo de obras poéticas que nem sempre implicavam uma verdadeira realização. Também as comparações valorizadoras da Saudade como meio iluminativo, ou o providencialismo Divino sobre Portugal podem ter sido demasiado amplificados...
Mas, significativamente, apesar do seu muito amor a Portugal e aos seus grandes seres e heróis, ao Catolicismo e aos seus místicos e poetas, Dalila estava bem ciente do lado excessivamente masculino, patriarcal, ou mesmo machista do Judeo-Cristianismo e que, aliado à “peçonha” da “cobiça e ambição sem freio” , fez falhar em parte a missão Portuguesa (e ainda hoje a impede de desabrochar), pelo que valorizava muito o renascimento do extracto anímico feminino, já vivenciado tão sagradamente pelas civilizações pré-indo-europeia e pré-cristãs e que deixara fundas raízes na alma Portuguesa, acessíveis seja em sonhos e visões, seja a partir da nossa apreciação e contemplação das formas artísticas pré-históricas, tais como as mamoas, os vasos campaniformes, os ídolos placas, as espirais, o culto das serpente, os berrões ou porcas, as águas e da fecundidade. Algo que fora bem vivenciado pelos Celtas, os Galaicos-Portugueses (cuja separação, para Dalila como para Agostinho da Silva, foi trágica), com os Druidas, as Sibilas, Mouras encantadas, Bruxas e Meigas, e de cuja alma e poesia destilada se apurou muito do Amor-Conhecimento pleno e reintegrador tanto da Natureza e da Mulher como de Deus e da Humanidade, que nos caracteriza no nosso melhor potencial...
Podemos dizer então que é a hora de continuarmos as suas pisadas e vôos, aprofundar alguns destes veios e virtudes, aperfeiçoar as práticas espirituais (tais as que ela praticou : pouca dispersão, oração, escuta silenciosa e anamnese ou reminiscência, registo dos sonhos) e tentarmos realizar mais a iniciação, a subida da energia psíquica, ashakti kundalini, a abertura do olho espiritual, a formação do corpo glorioso, para ela, o verdadeiro meio de transmissão interior e exterior…
Despertemos e vivamos assim cada vez mais na harmonia do céu e da terra, da transcendência e da imanência, na complementaridade harmoniosa dos contrários, na união com o Anjo e na ligação à Divindade, fluindo mais dinamicamente na vivência do Espírito Santo e na grande Alma Portuguesa, à qual a Dalila constantemente se deu, cultivou ou aspirava e onde agora se encontra, cremos ou intuímos, mais supra-consciente e inspiradoramente, ajudando-nos, por exemplo, a ver mais claro, por entre a letra da sua obra ou a dispersão mundana, o Espírito que é vida e verdade, amor e liberdade…
Este texto foi escrito (e não pus ainda as fotografias de sua casa) para a comemoração da sua desincarnação terrena para a revista Nova Águia do 2º semestre de 2012 e foi hoje 23/24 de Novembro de 2016 melhorado e tendo em conta a conferência a 25, no Espaço Salitre-Amaro, em Lisboa, sobre a Tradição Espiritual Portuguesa e alguns dos seus elos: Bocage, Antero, Pessoa, Agostinho e Dalila. E hoje dia 27 de Fvereiro foi aperefeiçoado tendo em conta a conferencia a proferir no dia 3 de Março no mesmo no Espaço Salitre-Amaro, em Lisboa, sobre a Dalila e onde tentaremos cingir os veios principais femininos da sua obra.
Ghirlandaio: As Sibilas ou da vidência da alma espiritual.

5 comentários:

M. Augusta Araújo disse...

Texto maravilhoso!!!
Tive o privilégio de a conhecer pessoalmente e de frequentar a sua casa...

Pedro Teixeira da Mota. disse...

Muitas graças, Maria Augusta, pela sua tão generosa apreciação
Não sei onde mora, mas se estiver por Lisboa apareça no dia 3 de Março. Se vive no Porto, haverá uma romagem a sua casa na 5 de Outubro, à tarde no dia 4.

M. Augusta Araújo disse...

Que o Eco das suas palavras transborde de ressonância plena e atinja as esferas onde
a Dalila as possa sentir.
Graças,
MAA

Pedro Teixeira da Mota. disse...

Graças, Maria Augusta.
Muito bem dito, ressoantemente. Não me esquecerei de si nos momentos iniciais de saudação e invocação luminosa.

M. Augusta Araújo disse...

Grata Pedro Teixeira da Mota