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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Álbum Comemorativo do 50º aniversário da Fundação do Colégio de Campolide,1858-1908.

 Imagens antigas de Lisboa, do famoso  Colégio de Campolide, dos Jesuítas, extraídas do raro,  pois não se encontra online, e que me passou pelas  mãos, Album Comemorativo  do 50º aniversario da  Fundação do Collegio de Campolide,1858-1908. São 23 fotogravuras, num livro oblongo com as dimensões de 23 x 35 cm, brochado, cor avermelhada. 

                                   

Com a revolução e a implantação da República de 1910 os padres da Companhia de Jesus, ou jesuítas, sofreram bastante, sendo presos e desterrados e o Colégio foi encerrado. Terminava um sonho de cinquenta anos de cultura educativa, mas também de  religião ligada à monarquia e à influência política, o que lhes foi fatal, tal como já acontecera no tempo do absolutismo do Marquês de Pombal. Nos últimas décadas da Monarquia quem muito os apoiou foram a infanta D. Isabel Maria, irmã de D. Pedro V, a Rainha  D. Maria Pia de Sabóia, mulher de D. Luís, e a Rainha D. Amélia de Orléans, mulher de D. Carlos. Hoje o vetusto edifício tornou-se parte da Penitenciária de Lisboa, que na altura o Estado português começara a construir,  e se ela consegue trilhar ainda uma semelhante via educativa ou não, não sabemos bem. Brevemente anotarei algumas das fotografias e partilharei alguns nomes, sendo a 1ª fotografia a do padre fundador,  Carlos Rademeker (1828-1885). 

O Prof. Manuel Borges Grainha, um antigo jesuíta republicano, em 1913, por mando da Comissão Parlamentar, traduziu as Cartas  Anuais em latim escritos por sucessivos padres jesuítas e publicou-as, com extensa introdução de 80 páginas contextualizantes, como a História do Colégio de Campolide da Companhia Jesus, bem ilustrada com fotografias do colégio, professores, alunos e exe-alunos, nomeadamente nas festas anuais de comemoração. Vamos partilhar as do Álbum...

 Carlos João Rademeker. Nasceu  em 1/6/1828 em Lisboa, mas com um ano foi para Itália com a família, onde recebeu a educação e chegou a  começar o noviciado nos jesuítas. A crescente onda anti-clerical obriga a família a regressar a Portugal em 1848, onde ele é ordenado em 1851, envolvendo-se de imediato na assistência, educação, devocionalidade e proselitismo católico, então em luta forte com as correntes anti-clericais e libertárias. Será só em 1857 que em Espanha professa os votos na Companhia de Jesus. E em 1858 que compra a quinta da Torre, para se tornar o Colégio de Maria Santíssima Imaculada, inaugurado solenemente a 21 de Junho de 1858.
No livro aberto parafraseia-se Luís de Camões: "A pátria do Sábio é todo o mundo". Os directores  do Colégio de Campolide: 1º P. Carlos João Rademaker1858-1862. 2º P. João Meagher. 1862-1866. 3º P. Franco Sturzo, 1866-1884. 4º  P. Joaquim Campo Santo, 1884-1890. 5º P. António Cordeiro, 1890-1900. 6º P. José de Magalhães, 1900-1904. 7º P. Luís Gonzaga Cabral, 1904-1908. 8º P. Alexandre de Barros, 1908-1910.
Comissão dos Antigos Alunos (1907-1908):1º plano: José Carlos Lara Everard, D. João da  Câmara, Conde Ayres d'Ornellas, P. Luiz  Cabral, Edmundo Rovere, Fernando Belo. 2º plano: Conde de Vila Verde, P. Luiz de Almeida, Marquês de Souza Holstein, F. Alves Pereira Rodrigues Ravasco, Joaquim  Rumina [J. Preto Guerra]. 
«A livraria também tido aumento, porque, vendendo-se a grande biblioteca do Marquês de Castelo Melhor,  dali se compraram cerca de mil volumes por 50$000 reis, dentro dos quais não poucos livros, que eram relíquias das nossas antigas bibliotecas, voltaram finalmente à casa paterna como filhos há muito errantes.»  História do Colégio de Campolide. p 73.
14 de Março de 1904, chegada da família Real ao Colégio de Campolide.