Imagens antigas de Lisboa, do famoso Colégio de Campolide, dos Jesuítas, extraídas do raro, pois não se encontra online, e que me passou pelas mãos, Album Comemorativo do 50º aniversario da Fundação do Collegio de Campolide,1858-1908. São 23 fotogravuras, num livro oblongo com as dimensões de 23 x 35 cm, brochado, cor avermelhada.
Com a revolução e a implantação da República de 1910 os padres da Companhia de Jesus, ou jesuítas, sofreram bastante, sendo presos e desterrados e o Colégio foi encerrado. Terminava um sonho de cinquenta anos de cultura educativa, mas também de religião ligada à monarquia e à influência política, o que lhes foi fatal, tal como já acontecera no tempo do absolutismo do Marquês de Pombal. Nos últimas décadas da Monarquia quem muito os apoiou foram a infanta D. Isabel Maria, irmã de D. Pedro V, a Rainha D. Maria Pia de Sabóia, mulher de D. Luís, e a Rainha D. Amélia de Orléans, mulher de D. Carlos. Hoje o vetusto edifício tornou-se parte da Penitenciária de Lisboa, que na altura o Estado português começara a construir, e se ela consegue trilhar ainda uma semelhante via educativa ou não, não sabemos bem. Brevemente anotarei algumas das fotografias e partilharei alguns nomes, sendo a 1ª fotografia a do padre fundador, Carlos Rademeker (1828-1885).
O Prof. Manuel Borges Grainha, um antigo jesuíta republicano, em 1913, por mando da Comissão Parlamentar, traduziu as Cartas Anuais em latim escritos por sucessivos padres jesuítas e publicou-as, com extensa introdução de 80 páginas contextualizantes, como a História do Colégio de Campolide da Companhia Jesus, bem ilustrada com fotografias do colégio, professores, alunos e exe-alunos, nomeadamente nas festas anuais de comemoração. Vamos partilhar as do Álbum...
| 14 de Março de 1904, chegada da família Real ao Colégio de Campolide. |
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