terça-feira, 31 de março de 2026

O Logos Iraniano, por Alexander Dugin. 4ª parte e fim dos diagramas do livro "Noomachia". A Tradição indo-iraniana e cósmica e os seus valores.

             Concluímos a apresentação, com esta 4ª parte, dos diagramas do valioso livro de Alexandre Dugin, Noomakia, a Guerra dos intelectos ou mentes, escrito em 2016 e resumido e partilhado recentemente por ele em https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos

                       

                                        I época: BUNDAHISM (Creação).

O Estado  da Eternidade. Os primeiros 3.000 anos representam o Meio Dia eterno. A criação  pura  e estática tanto no plano espiritual, Menog,  como no Getig, material. Não há doença, nem morte, nem movimento.
O Paraíso Original. Este paraíso prístino é um pairidaeza [muro à volta] veriumian [veridian-verdejante] (jardim murado), existindo num estado de perfeição imóvel.
A Grande Configuração. Ahura Mazda prevê a invasão inevitável do mau Espírito. Ele estabelece o
mundo material e os seus guardiões como uma grande e fortificada armadilha, configurada para exaurir as Trevas.

                                         

 II época: GUMEZISN (A Mistura).
A Invasão. Provocado pela demónio feminino da prostituição (Jeh). Angra Mainyu rasga pelo fundo a criação. Ele traz a morte, o inverno, o veneno e o movimento caótico ao plano material, Getig.
A Ambiguidade da Realidade. O Mundo que habitamos correntemente é Guzesmil. Já não é mais a ordem pura mas um campo de batalha hipercomplexo onde a Ordem e o Caos estão intimamente entrelaçados.
O Resultado Físico. A terra treme, a montanha cósmica é impulsionada para cima, o Sol é posto em movimento, o tempo linear começa.

 

                          O Vir a ser (dasein) Iraniano: existir é lutar.

A Fravashi. As almas humanas são entidades luminosas aladas (Fravasi) descendo do reino prístino espiritual para o mundo material corrompido.
Estar em Guerra. O ser humano é inerentemente fraco, mas ganha poder, significado e verdadeira existência exclusivamente por tomar armas na guerra cósmica.
O Imperativo da Pureza. Para lutar pela luz, uma pessoa tem de incorporar física e psiquicamente a Luz. Pureza de pensamento, palavra e acção (fogo, água e sangue) não é meramente moral, é uma arma ontologicamente activa contra o Vazio.

                                

O Legado do Logos Iraniano
Judaísmo, Cristianismo, Helenismo, Shiismo.
Sumário: A essência do Irão ( Res Iranica) é um  espírito solar Apolíneo inflexível inteiramente mobilizado para uma guerra absoluta contra as Trevas.
Impacto Global: Este dualismo radical e estruturada escatologia espalhou-se muito para além das fronteiras físicas do Irão. Modelou fundamente o Judaísmo, o Cristianismo, Filosofias Helenísticas, e a noção de tempo linear.
Estar em face do Logos do Irão, é estar frente a uma civilização onde cada pensamento, cada era e cada respiração é um episódio no triunfo último da Luz. 
 

                                 Absoluta Luz (Verdade)
A Primazia da Luz (Rauxsana). A Luz é o poder criativo, a Bondade visível e a fonte de todo o valor. Algo só tem valor enquanto participa da Luz.

A Radical equivalência do Dualismo. Ao contrário das visões Ocidentais, a Treva (Ahriman), é um inimigo ontológico fundamental, substancial, activo e não apenas a ausência do bem.
Puro Apolonismo . A mente iraniana rejeita o terreno intermédio do Dionisismo, operando num estrito modo diurno, onde tudo é ou Luz (verdade) ou Treva (mentira), sem compromisso.

                                          Absoluta Treva
A Guerra como essência do ser: para a alma iraniana a existência é estar em guerra.
Martírio acima da Mentira ou Decepção: na Guerra da Luz, a vitória não é a qualquer custo, é melhor perder com a Luz do que ganhar usando as tácticas traiçoeiras das Trevas.
Historial triplo: a história sagrada move-se através da: Criação Perfeita (Bundaishn), mistura corrente [ou actual] de Bem e de Mal (Gumezishn), e a final Superação (Wizarishn).

                      A Hierarquia sagrada e a Antropologia
Khvarenah (A Luz da Glória). Um poder carismático e solar que desce para legitimar reis (Shahanshahs), sacerdotes, e guerreiros.
Frevarti (o Eu celestial): O pré-existente e alado anul [? , espírito] que escolhe descer ao mundo material para lutar contra as trevas.
Os Filhos da Luz versus Filhos das Trevas: a humanidade não está dividida por raça ou classe, mas pela escolha metafísica do exercito (da Luz ou das Trevas) que serve.

                        A Cultura da Expectação e do Tempo.
A Origem da História Linear: o tempo linear é criado pela tensão de esperar pelo fim do mundo e a restauração final (Flashakerab)
O Tempo Quadrado. Baseado na metafísica de Mula Shadra [Mulla Sadra,1572-1641] o tempo é quadrado, combinando progressão horizontal,  retorno circular e  ascensão vertical numa única estrutura meta-histórica.
A ciência da Presença (Ishraq). Desenvolvida por Sohrawardi [Yahya ibn Habash Suhrawardi, 1154-1191], esta filosofia da Iluminação representa a mais elevada expressão islâmica do Logos Iraniano, tratando o conhecimento como um encontro com a Luz espiritual.

[Grande verdade tão amada pelos que a conhecem, encontram, tratam, adoram, amam].

                        A Influência Universal Iraniana
Irão procura a salvação do mundo como uma luta trágica de um guerreiro.
A Grécia procura a harmonia e aceita o mundo tal como ele é.
Impacto nas tradições abrâmicas: Os conceitos de Diabo, Messias, Julgamento e Ressurreição final são ideias de origem iraniana e que entraram no Judaísmo, Cristianismo [e, acrescente-se, Islão].»

Termina assim a partilha de diagramas de ideias-forças do Logos Iraniano, ideados por Alexander Dugin. Há um ou ou
tro aspecto que podemos discordar, um ou outro que merecem  ser aprofundados, tal o das fravashi, e a filosofia da iluminação de Suhrawardi, sem dúvida dois dos pontos mais altos de contemplação e meditação iraniana, e que já abordamos  levemente no blogue, mas estamos em face de uma visão bastante bem estruturada das intelecções e intuições valiosas (nomeadamente as que oferece à Luz) de Alexandre Dugin no Logos Iraniano, e que desde que começou a agressão e guerra de USA e Israel ao Irão ainda mais se tornaram linhas de força dos que lutam pela verdade e a Luz e que vou tentando partilhar no blogue.                                                                                                                    NUR

            Que nasça a paz justa brevemente, no Médio Oriente!

segunda-feira, 30 de março de 2026

O Logos Iraniano, por Alexander Dugin. 3ª parte dos diagramas conceptuais do seu livro Noomachia. A Tradição indo-iraniana e cósmica e os seus valores.

 Continuamos a apresentar (3ª parte) os diagramas do valioso livro de Alexandre Dugin, Noomakia, a Guerra das mentes, escrito em 2016 e resumido e partilhado agora por ele em https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos

                   

                  A Matriz Septenária: os Exércitos do Cosmos.

    Espírito Mente Ahura Mazda (Sabedoria) X Angra Mainyu, Mal

    Vohu Manah Logos (Bom pensamento) X Aka Manah, Mau Pens.

      Cosmos Aisha Vahista, elevada Ordem  X   Druj, Mentira

      KshathraVairya, Poder sólido. X  Dushae Kshathra, Poder mau

          Terra. Spenta Armaiti, santa Devoção. X    Taramoiti, Raiva

                   Água. Arvahat, Integridade.   X  Tarshna, Sede

                 Plantas, Ameratat, Imortalidade. X   Plantas (shud), Fome.

Nesta tabela encontramos os sete atributos divinos, também vistos como espíritos celestiais, ou arcanjos, e os níveis cósmicos, terrestres e humanos que regem, bem como as forças do mal que a eles se opõem. É a visão da guerra santa. Só podemos assumir na nossa vida psíquica estas qualidades e saudar os arcanjos e atributos divinos como sentirmos ou conseguirmos. Mas relembremos que estamos numa guerra e não devemos desanimar ou desistir face aos ataques das qualidades negativas que as pessoas ou mesmo entidades negativas lançarem contra nós ou contra os outros.

                              

                                    As Raízes arcaicas Nómadas

O Logos Iraniano partilha as suas origens com os mundos Helénico e Védico, descendendo de nómadas arianos Euro-asiáticos (Turan). Esta antiga visão do mundo estruturava a sociedade como um reflexo da ordem cósmica.

Athrava. Os sacerdotes, guardiões do fogo sagrado e de Asha (ordem). Análogo aos Brâmanes indianos.

Rathaeshtar. Os Guerreiros, a Nobreza. Os condutores das quadrigas. O Shahanshah, rei dos Reis, senta-se no ápice.

Vastryo Fhsuyant, os Produtores. Pastores e agricultores, associados com a terra, a água, a prosperidade.

                      

  A geografia sagrada. O eixo cósmico e os sete Karshvars (níveis)

O Eixo Vertical. A montanha cósmica, Hara Berezaiti, age como uma espinha do mundo ligando o plano terrestre ao fogo celestial [Attar, Agni]

A Região do Centro, Khvaniratha, a região central e mais larga, identificada como a terra dos arianos, Airyo-sayana.

Metafísica ImperialO Shahanshah, rei dos Reis, terrestre, rege como o senhor dos 7 Karshvars, ancorando a Ordem Cósmica no plano físico político.

                           

                      A Metafísica do tempo. (História Linear)

Visão interna: A história é o produto da civilização iraniana. As culturas limitadas pelo  tempo  cíclico não tem uma verdadeira escatologia.

O engenho do Tempo. O tempo é criado pela fricção da guerra. O tempo é expectação. Só possui significado se possui um fim: a total destruição das trevas.

O Definir do Futuro. Ahura Mazda, foi, é, e será. Angra Mainyu, foi, é, mas não será. A característica ontológica definidora do futuro é a ausência absoluta do Mal.»

Eis-nos com mais quatro diagramas da tradição iraniana, em si, e na visão ou hermenêutica de Alexandre Dugin, sempre muito boa, embora possamos ter reservas quanto a um ou outro aspecto, tal o que finaliza o último diagrama: «A característica ontológica definidora do futuro é a ausência absoluta do Mal.» Se isto é verdadeiro e real nos planos espirituais, já nos planos subtis e materiais ainda haverá no futuro bastante mal nos seres humanos, ou mesmo nas entidades adversárias dos sete Spentas, discriminadas no 1º diagrama. Mas certamente devemos lutar contra os diversos tipos de mal que tanto oprimem a humanidade como cada um de nós, e tal é a verdadeira guerra santa, a jihad, islâmica, ou a futuwwa, a cavalaria espiritual iraniana, algo que estamos a presenciar ou mesmo a participar nos nossos dias com o ataque das forças das trevas israelitas e norte-americanas, cheias de inveja, mentira, hubris, impiedade contra o martirizado, justo, sagrado e luminoso Irão, que está tanto longe como em nós... Vitória para o Irão!

domingo, 29 de março de 2026

O Logos Iraniano, por Alexander Dugin. 2ª parte dos diagramas conceptuais do seu livro Noomachia.

Continuamos a partilhar o resumo sumário do livro de Alexandre Dugin, Noomakia. Guerra do Nous . O Logos Iraniano: A Guerra da Luz e a Cultura da Espera, dado à luz em russo em 2016 e agora  transmitido, em alguns dos seus diagramas na sua página https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos.
Destaquemos a nobreza da alma e mente iraniana na sua luta consciente e sacrificial pela verdade e pela Luz. Ou ainda a visão de que temos de escolher entre sermos filhos ou filhas da Luz, ou então das Trevas, que não meramente  ausência ou diminuição da luz mas forças activas e venenosas, ou como hoje vemos mais, manipuladoras, mentirosas, opressivas...

                          Ontologia da Guerra da Luz

Núcleo axiomático.
Pa
ra a mente iraniana o Ser = Guerra. A guerra não é combatida por recursos ou território mas pela Verdade.

A  regra absoluta de Luz

A luz é primária e criativa. (No princípio era a Luz.). Contudo o Exército da Luz não pode usar falsidades, truques, ou tácticas baixas, mesmo para ganhar. Ao fazerem-no transformar-se-iam imediatamente em Trevas.

Metafísica do Martírio.

Porque a Luz não pode comprometer a sua pureza, as forças activas e venenosas da Trevas frequentemente vencem temporariamente batalhas no mundo material.
Assim, a ética da guerra eleva ao 
 dever sagrado do martírio. É melhor perder com a Luz de que ganhar com as Trevas. 

                   Oposição equipolar : a ausência de Dionísio.
 Neoplatonis
mo.
A treva é apenas a ausência ou diluição da luz. A matéria é passiva, um receptáculo escuro.
O Logos Iraniano.
A treva é uma força activa e super-poderosa. Irradia ou brilha da sua luz trevosa. É vene
nosa, agressiva e viva.

A falta do [elo] mediador
Não há lugar para uma fig
ura Dionisíaca para criar a ponte entre os Deuses e os Titans. Não há zona neutra, nem síntese, nem compromisso. Ou és um filho da Luz ou um filho das Trevas. 

                    

      Protegendo o Logos: Porque é que o Zurvanismo é uma heresia.

                             Ahura Mazda X Angra Mainyu

Mazdeísmo Ortodoxo
Absoluta separação. O tempo é criado pela guerra. A guerra justifica a existência.

                                    Zurvan = Tempo 

               Ahura Mazda    -----------  Angra Mainyu 

      A heresia Zurvanita.
Postula uma divind
ade que cobre tudo, e que deu nascimento à Luz e às Trevas.

     A falha fatal
Ao fazerem irmãos a Luz e as Trevas, nascidos do Tempo. Zurvanismo relativiza o mal, legitima temporariamente o reino das Trevas, e destrói a natureza absoluta da Guerra da Luz. Foi condenada correctamente.

                                O campo da batalha da matéria

Menog (espírito, nous). O mundo eterno luminoso das ideias. Permanece completamente fora do acesso das forças das trevas.

Getig (matéria/vida). O mundo material e vivo. Criado por Ahura Mazda como perfeitamente bom, mas penetrado e corrompido a partir debaixo por Angra Mainyu.

A distinção anti-Maniqueísta
O Zoroatrismo orto
doxo vê a matéria como sagrada, ao contrário das heresias gnósticas e maniqueístas que veem a matéria como inerentemente má.
A guerra da Luz não é uma luta contra a matéria, mas uma luta pela libertação da matéria.» 

"Libertação da matéria" e do mundo, em relação aos seus opressores e forças das trevas, da mentira, da perversão e do ódio, tão visíveis presentemente na coligação israelo-americana que tenta destruir a civilização iraniana da Luz, da Justiça, da Verdade... 

  

.O Logos Iraniano, de Alexander Dugin. 1ª parte de breve hermenêutica dos seus diagramas conceituais por Pedro Teixeira da Mota


Neste artigo, intitulado Noomakia. Guerras da Mente, e explicado como Uma síntese conceptual baseada na filosofia civilizacional de Alexander Dugin, e ainda um "resumo curto do livro", através de imagens esquemáticas, Alexander Dugin expõe a sua visão do Logos iraniano, ou inteligência, amor ou  propósito da alma do Irão.
Foi em Moscovo, no Projeto Académico, em 2016, que ele publicou o livro chamado Noomakia. Guerra do Nous (traduzível por intelecto, ou espírito, ou mente). O Logos Iraniano: A Guerra da Luz e a Cultura da Espera.
Agora, em Março de 2026, após alguns artigos que tem publicado no substack.com, vk.com, multipolar press e arktos, sobre a actual guerra da governação israelita e americana  contra o Irão, Alexandre Dugin escolheu compartilhar alguns esquemas do livro, que em si é bem extenso e riquíssimo nos seus 25 capítulos, caracterizando o Logos do Irão através da visão da guerra de Luz, sabedoria, amor e verdade, contra os seres sombrios ou mentirosos ou enganadores, os malignos. Podemos dizer que esta guerra é travada nos dois mundos, físico e subtil, e dentro do tempo, dos ciclos, do plano, onde é prometido e esperado que as bênçãos das vibrações superiores e dos seres e anjos superiores nos inspirem e ajudem em nossas transmutações, esforços e batalhas ardentes, sendo até possível que um homem universal de Luz, um Saoshyant, um ungido, um qutb, um salvador, possa se manifestar mais, pode se manifestar mais.
Na tradição civilizacional iraniana, essa expectativa aparece desde os textos zoroastrianos com o Saoshyant, e atinge sua plenitude no Madhi, da tradição islâmica xiita, o 12º Imam que liderará o povo, ou a ummah, a comunidade dos crentes, na grande última batalha, que para muitos clérigos e hermeneutas está acontecendo agora.
Esta luta entre o mal e os demónios, o medo, o ódio, a opressão, a letargia, a derrota, e as forças da Luz, Amor, Alegria, Glória (Farrah) Divindade era vista pelos madzeístas quase como um dualismo cósmico, embora se considere que Ahura Mazda estava acima dessa dualidade de bem e mal, que está acontecendo na história e chamando cada um de nós a se levantar e lutar com coragem e sem medos, e especialmente em nossos dias, pela vitória da justiça, fraternidade, liberdade, multipolaridade. 
                          
Em seu segundo diagrama, o excelente metafísico Alexander Dugin nos pede para nos desapegarmos de nossos preconceitos ocidentais e tão auto-confiantes, em alguns países tornando-se chauvinistas ou racistas, e olharmos para os outros e, particularmente, para o Irão, como sendo uma nação e civilização muito concentradas que estão verdadeiramente conectadas com as raízes mais antigas de nosso património indo-europeu comum. Devemos entender e reconhecer, mesmo que o Irão tenha sido tão demonizado e oprimido no século XX, que o Irão é um polo poderoso da Ordem Divina, do Amor, da ciência, da poesia, da fraternidade, da hospitalidade e deve ser tratado com respeito e estudado, acolhido.
                           
No 3º diagrama, Alexandre Dugin dá ainda mais atenção aos aspectos iniciais da tradição iraniana: o sentido de luta, de esforço, de uma batalha que está acontecendo o tempo todo dentro e fora, e cada um tem que participar, contra os maus. E a esperança e expectativa de que haverá uma batalha final, e um líder supremo guiando a ummah para a vitória, nos antigos gathas, ou textos zoroastrianos, sendo chamado de Saoshyant, assim como na doutrina hindu dos avatares é chamado de último, o avatar Kalki que virá em um cavalo branco levando à vitória final do Satya Yuga, ou a Era da Verdade. 
                            
No xiismo iraniano, é o prometido Mahdi, o último Imam que esteve oculto e se manifestará no momento apropriado. Como não pensar na situação atual do marja supremo do Irão ou aiatolá Khamenei, que deve ser principalmente preservado, oculto dos criminosos de guerra diabólicos e traiçoeiros israelitas que assassinaram seu pai, Ali Khamenei?
Alexander Dugin enfatiza, como antes dele todos os especialistas em estudos indo-arianos, que onde quer que qualquer nação ou religião indo-europeia tenha ou apresente esses dois aspectos, guerra de luz contra escuridão, e expectativa de um salvador, a origem foi o Irão, ou como ele diz «onde quer que apareçam no mundo mediterrâneo ou judaico-cristão, revelam a profunda e estrutural influência do círculo cultural iraniano.»
                                           
Para ser continuado, pois há mais diagramas compartilhados pelo pai de Daria Dugin (muita luz e amor em seu espírito) em https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos para ponderar, meditar e expor.

sábado, 28 de março de 2026

The Iranian Logos, by Alexander Dugin. Part 1º of a short hermeneutic of his conceptual diagrams by Pedro Teixeira da Mota

In this article, titled Noomakia. Wars of the Mind, and explained as "a conceptual synthesis based on Alexander Dugin's civilisational philosophy", and also a "short summary of the book," through schematic images, Alexander Dugin presents his vision of the Iranian Logos, or intelligence, love or purpose of the Iran soul and being.
It was in Moscow, at the Academic Project, in 2016, that he published the book called Noomakia. War of the Nous (translatable as intellect, or spirit, or mind). The Iranian Logos: The War of Light and the Culture of Waiting.
Now, in 2026, after some articles he has published on substack.com, vk.com, multipolar press, and arktos, about the current Israeli and American governance's war against Iran, Alexandre Dugin choose to share some diagramatic outlines of the book, which is quite extensive with 25 chapters, characterising the Logos of Iran through the vision of the war of Light, wisdom, love and truth, against the dark, liars or deceitful beings, the evil ones. We may say that this war is wagged in the two worlds, physical and subtle, and within the time, the cycles, the plan, where is promissed and expected that the blessings of the higher vibrations, beings and angels will be inspiring  and helping  in our transmutations, fiery efforts and battles, being even possible that a universal man of Light, a Saoshyant, an anointed,  a qutb, a savior, could manifest himself more. 

In Iranian civilizational tradition this expectation  appears since the times of the zoroastrian songs and texts with the figure of the Saoshyant, and attains its plenitude in the Madhi, of the Shiia islamic tradition, the 12º Imam who will lead people, or the ummah, the community of the believers, in the great last battle, which for many clerics and hermeneuts is happening now.

This fight of evil and devils, fear, hate, oppresion, slugishness, defeat, and  the forces of Light, Love, Joy, Glory (Farrah) Divinity was seen by the madzeists almost as a cosmic dualism, although it is considered that Ahura Mazda was higher than this duality of good and evil, that is happening in the history and calling each one of us to raise itself and the fight with courage and no fears, and specially in our days, for the victory of justice, fraternity, freedom, multipolarity. 

                             

 In his 2ª diagram the excellent metaphysician Alexander Dugin asks us to detach from our western prejudices and so self-assertive, in some countries becoming chauvinists or racists, and look to the others an particularly to Iran, as being a very concentrated nation and civilization that is verily connected with the most antique roots of our common  indo-european heritage. We should understand and recognize, even if Iran was so much demonized and  opressed in the XX century, that Iran is a most powerful pole of the Divine Order, of Love, science, poetry, fraternity, hospitality and should be treated with respect and studied, welcomed.

 In the 3º diagram, Dugin gives still more attention to the initial aspects of the iranian tradition: the sense of fight, of strive, of a battle that is happening all the time within and without, and each one has to participate, against the evil ones. And the hope and expectation that there will be a final battle, and a supreme leader guiding the ummah to the victory, in the old gathas, or zoroastrian texts,, being called the Saoshyant, as in the Hindis doctrine of the avatars is called as the last one, the Kalki avatar who will come in a white horse leading to the final victory of the Satya Yuga, or the Age of the truth. 
 In  iranian Shiia it is the promissed Madhi, the last Imam who has been occult and will manifest at the appropriate time. How can we not think in the present situation of the Iran supreme marja or ayatollah Khamenei, who has to be mostly preserved, occult from the devilish and treacherous war criminals israelis who assassinated his father, Ali Khamenei?

Alexander Dugin stresses, as before him all the specialists of indo-arian studies, that wherever any indo-european nation or religion has or presents these two aspects, war of light versus darkness, and expectation of a saviour, the origin was Iran, or as he says «wherever they appear in Mediterranean or Judeo-Christian world they reveal the profond and structural influence of the Iranian cultural circle.»

  To be continued, has there is some more diagramas shared by the father of Daria Dugin (much light and love in her spirit) in  https://alexanderdugin.substack.com/p/the-iranian-logos   to ponder, meditate, and expound. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Lista de valiosos comentadores, analistas, pensadores que, no conflito actual, lutam pela verdade e que encontra na internet e youtube

O geoestratega e metafísicoAlexandre Dugin, pai da filósofa mártir Daria Dugina (muita luz divina na sua alma), em diálogo com o político e jornalista George Galloway e a sua mulher Gayatri, directores do imprescindível programa Moats, às quarta e domingos, das 19 às 21.

  Neste momento decisivo da história do séc. XXI, em que o Estados Unidos da América e Israel desferiram, no meio de cândidas negociações, mais um ataque traiçoeiro e assassino à República Islâmica do Irão, para decapitarem os seus líderes religiosos, políticos, militares e suas famílias, em simultâneo com um aterrorizador bombardeamento de uma escola de crianças, e deliberado pois realizado pelo disparo de dois tomahawks separados por 40 minutos, devemos unir-nos contra tais criminosos agressores, denunciá-los, não apoiá-los, enfraquecê-los. Infelizmente a maioria dos principais meios de comunicação social estão comprados pela oligarquia globalista e sionista, e assim há que procurar bons canais de informação,  bons jornalistas e comentadores, bem alternativos aos jornalistas e colunistas tanto estrangeiros como portugueses, estes salvo raras excepções (qual o major-general Agostinho Costa, ou Tiago Lopes) semi-ignorantes, sionizados e anti-iranianos, tão visíveis nos canais televisivos ou em jornais como o Observador e o Correio da Manhã.  

Registemos então  nomes de valiosos comentadores, analistas, pensadores que lutam pela informação e não desinformação, pela verdade e a justiça, ainda que um ou outro se deixe tingir por certos particularismos ou partidarismos:
Coronel D
ouglas Macgregor, Alexander Dugin, Alaistar Crooke, Prof. Seyed Marandi, George Galloway, Scott Ritter, Larry C. Johnson,  Chris Hedges, Rifat Jawaid (Janta Ka reporter), Coronel Jacques Baud, Tucker Carlson,  Coronel Lawrence Wilkerson, Graig Murray, Prof. Jeffrey Sachs, Prof. John Mershmaier, Patrick Heningsen, Max Blumenthal (da Gray Zone), Dimitri Laskaris, Andrei Martyanov, Judge Napolitano, Pepe Escobar, Aaron Maté, Garland Nixon, Alexander Mercouris, Alex Christoforous, John Helmer, Jimmy Dore, Glenn Greenwald, Richard Medhurst, Ray McGovern, Laith Marouf, Daniel Davis, Glenn Diesen, Clayton Morris, Rania Khalek, Kim Iversen, Rachel Bevlins, Shamine Narwani, Ana Kasparian, Laleh Khalili, Abby Martin, John Helmer, Emil Cosman, Nima Alkhorshid, Brian Berlic, Yves Engler, CJ Werleman show, Jackson Hinkle, Alex Krainer, Cyrus Janssen, Peter Oborne,  Megyn Kelly, Richard Sanders e, no Youtube e Telegram,  Ruslan belov, Dennis Kucinich, Borzzikman, Democracy now, os jornalistas do The Grayzone, tal Kit Klareberg, ou mesmo o comediante Jon Stewart. 

Se sabemos todos que a BBC é a British Brainwashing Corporation,  plenamente sionizada e anti-iraniana, no que é acompanhada pela maioria dos canais televisivos principais norte-americanos, note-se que a arábica Al-Jazeera também é quase por completa anti-iraniana nas suas notícias, títulos e opiniões. Como alternativas às censuras e bloqueios do Facebook, X, Youtube, há a registar o Vk.com,  Rumble,  Substack, https://www.geopolitika.ru...

Que o Irão, e os seus aliados, vençam a hidra imperialista, infrahumanista, sionista, epsteiniana, opressiva, diabólica. 

 Informe-se, interaja e una-se bem pelo amor da Verdade, da Justiça, da Multipolaridade, do Bem, da Humanidade livre, da Divindade. 

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Apoiar a luta do Irão pela sobrevivência e independência, e pela libertação da Humanidade do imperialismo: o Grande Mufti da Líbia, Sheikh Sadiq al-Ghariani, o cineasta Majid Majidi e Sheikh Abdulwahhab levantam suas almas e vozes.

A responsabilidade dos intelectuais, dos artistas, das pessoas mais religiosas  não menosprezarem ou traírem a luta do Irão pela sua sobrevivência e independência, e pela libertação da Humanidade das garras da elite do petro-dólar, têm feito levantar algumas almas e vozes valiosas, tais as do grande Mufti da Líbia, Sheikh Sadiq al-Ghariani, o cineasta iraniano Majid Majidi e o iraquiano Sheikh Abdulwahhab. 

Nestes dias tão terríveis da traiçoeira guerra contra a República Islâmica do Irão, perpetrada por Israel e EUA, com o apoio da maioria dos países do Golfo, excepto Omã, e encoberta e distorcida pelos principais meios de comunicação ocidentais corruptos, americanizados ou sionizados, é importante algumas vozes ou mensagens de intelectuais, artistas, activistas, religiosos e pessoas sensíveis e espirituais serem ouvidas, criticando o sionismo, a oligarquia e o imperialismo dos EUA, denunciando publicamente os seus crimes e prestando mais apoio e unidade com o Irão e o seu povo e regime, tão falsamente demonizados nos meios de comunicação ocidentais, tais CNN, Fox News e Correios de Manhã, por se recusar a submeter à ditadura plutocrata epsteiniana. 

 Desde o início da agressão, o líder supremo ou ayatollah do mundo xiita, Ali al-Sistani (nascido em 4/8/1930), no Iraque, tem expressado preocupação e apoio. Além dele, centenas de intelectuais e artistas do Irão fizeram o mesmo publicamente. E agora, mais três vozes importantes exortaram a Ummah, a comunidade dos crentes de Deus, a estarem activamente ao lado do Irão. Vamos ouvi-los, a partir das notícias do importante canal Presstv.ir, de 23 de março de 2026. 

                           

«O Grande Mufti da Líbia, Sheikh Sadiq al-Ghariani, fez um apelo aos muçulmanos em todo o mundo para apoiarem o Irão face à agressão dos EUA e de Israel à República Islâmica, alertando que o envio de tropas dos EUA para mundo árabe e persa desestabilizaria a região.
"Não existe o conceito de neutralidade no Alcorão... Apoiar os muçulmanos é um dever religioso," disse o clérigo em declarações relatadas pelos meios de informação locais, enquanto transmitia ensinamentos religiosos.
O grande mufti acrescentou que as potências arrogantes globais "terão que pagar o preço", e exortou todos os muçulmanos a tirar lições do ataque contínuo contra o Irão e a procurarem a força vencedora através da fé.
O religioso superior líbio destacou que os muçulmanos devem "prestar atenção a estes desenvolvimentos e buscar dignidade apenas através da obediência a Deus e ao Seu Profeta."

                                                                
Infelizmente, devemos acrescentar que o grande mufti [jurisprudente] da mesquita e universidade de Al-Azhar no Egito, Sheikh Ahmed Al-Tayeb (6/1/1946, na fotografia), patrocinado provavelmente pelos líderes da Arábia Saudita, há alguns dias pediu apenas para se acabar com a guerra, mas culpou o Irão pelas suas agressões aos Estados do Golfo, manifestando assim uma visão distorcida da realidade, escondendo o facto de que o Irão tem estado apenas a defender-se dos locais onde o exército dos EUA nesses países estava desferindo mísseis e bombardeiros contra o seu povo. Que tipo de mufti ou sheikh ele se tornou, já que na guerra de 12 dias, em 2025,  levantara a sua voz e autoridade contra Israel? Mudará ele após a crítica bem feita do famoso cineasta iraniano Majid Majidi, que passamos a transcrever da presstv.ir?

                                         

«Em uma mensagem contundente no domingo, o proeminente cineasta iraniano Majid Majidi criticou o silêncio dos estudiosos da Universidade Al-Azhar diante da agressão israelo-americana contra nações muçulmanas, incluindo o Irão.
Majidi, um cineasta internacionalmente aclamado e reconhecido por seu realismo e perspectivas humanistas, criticou os estudiosos de Al-Azhar por abandonarem o seu dever de falarem contra a opressão dirigida aos muçulmanos, de Gaza à República Islâmica do Irão.
 A sua mensagem surgiu agora com a guerra israelo-americana contra o Irão, que começou a 28 de fevereiro com o assassinato do Líder da Revolução Islâmica, Ayatollah Seyyed Ali Khamenei, e que entrou na quarta semana e sem fim à vista.
O realizador  do  filme Muhammad: O Mensageiro de Deus endereçou a sua mais forte crítica aos estudantes e professores da Universidade Al-Azhar no Egito, uma instituição religiosa de renome mundial que, segundo ele, leva o nome da Senhora Fatimah Zahra [a filha do profeta e mulher de Ali, o 1º Imam, e na primeira imagem deste artigo], uma instituição que outrora  servia como a principal voz do Islão sunita, defendendo a unidade e a solidariedade entre os muçulmanos.
"Estou decepcionado e irritado com os estudamntes e professores da Universidade Al-Azhar no Egito, uma instituição que leva o nome da Senhora Fatima Zahra, de onde outrora se ouvia a primeira e a última palavra do Islão sunita, e cujo propósito e lema eram a unidade e a solidariedade com todos os muçulmanos," escreveu Majidi na mensagem.
Majidi questionou:"Como é que eles testemunham a agressão e o derramamento de sangue do regime usurpador israelita contra um país islâmico e seu povo muçulmano, e ainda assim permanecem em silêncio?" 
"Como é que e observam os ataques brutais dos Estados Unidos dominadores e testemunham o massacre de centenas de crianças, homens e mulheres indefesos, e ainda assim ficam parados em silêncio?"
Majidi fez uma distinção clara entre os estudiosos que dependem do patrocínio de "tiranos ricos em petróleo" e os que afirmam defender os princípios islâmicos.
Enquanto dizia que não tem expectativas quanto aos primeiros, ele condenou os estudiosos de Al-Azhar por defenderem "os Abu Jahls [opositor de Maomé] de nosso tempo" em vez de se posicionarem ao lado dos oprimidos. "Por favor, digam-nos, ses possuem conhecimento de que não haverá Dia do Juízo, que nunca estarão diante de Deus, do Mensageiro e da Senhora Fátima, então informem-nos disso também," observou Majidi, invocando a responsabilidade final tal como é apresentada na teologia islâmica.
A Universidade de Al-Azhar, uma das instituições mais antigas e prestigiadas do mundo muçulmano sunita, e recusou-se a tomar uma posição clara na guerra em curso contra o Irão.
A mensagem do cineasta acrescenta uma dimensão cultural e religiosa ao  coro crescente de críticas dirigidas aos países e instituições árabes e islâmicas por não tomarem uma posição firme contra a agressão israelo-americana ao Irão, bem como em Gaza e no Líbano.
Majidi
, conhecido por filmes premiados como As Crianças do Paraíso, A Cor do Paraíso e Muhammad: O Mensageiro de Deus, há muito tempo que usa a sua plataforma para abordar questões sociais e políticas que afectam o mundo islâmico.
                                            
Em 24/3, outra voz, um líder dos Eruditos Sunitas no Iraque, ergueu-se em apoio ao Irão, conforme relata a presstv.ir:
«Os clérigos sunitas iraqui
anos prometeram lealdade inabalável ao Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei [na foto] como o terceiro Líder da Revolução Islâmica do Irão, durante o ataque dos EUA e de Israel contra o país.
"A resiliência da nação iraniana constitui uma redefinição de dignidade. "Colocamos o nosso peso atrás de vós de todo coração e de forma veemente," escreveu o Sheikh Khalid Abdulwahhab, Presidente da Sociedade dos Eruditos Sunitas do Iraque, numa mensagem divulgada na terça-feira, expressando confiança na vitória final prometida por Deus.
Manifestou a firme c
rença de que a nação iraniana, sob a liderança do Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei, está a enfrentar vitoriosamente as potências arrogantes do mundo, lideradas pelo regime israelita e pelos Estados Unidos, em nome de todo o mundo muçulmano.
Enfatizou que a República Islâmica do Irão desfez completamente o mito da invencibilidade de Israel e restaurou a honra e a identidade dos muçulmanos.
O Sheikh Abdulwahhab finalmente afirmou que os clérigos sunitas iraquianos expressam solidariedade com o Irão após o martírio do Aiatolá Seyyed Ali Khamenei, e farão isso no máximo que poderem , expressando confiança na vitória final prometida por Deus aos seus devotos e lutadores.»