Nestes tempos de grande luta, e diga-se bastante traiçoeira, entre os Estados Unidos da América, Israel e vários dos estados do Golfo contra o Irão, que cremos ser decisiva para a história da Humanidade nesta primeira metade do séc. XXI, quem não está alienado pela manipulação quase completa dos meios de informação contra o Irão e ainda consegue discernir, intuir ou sentir algo da justiça e da verdade, naturalmente posiciona-se do lado dos agredidos, dos mais fracos, dos mais oprimidos desde há cerca de 50 anos, a República islâmica do Irão e o seu povo, tanto mais que já sofreu o martírio de centenas das suas melhores pessoas, em ataques ou assassinatos cobardes e traiçoeiros perpetrados pelos USA e Israel frequentemente através de agentes secretos, de infiltrados, de corrompidos, de terroristas.
Bastará lembrar o o principal herói da luta contra os terroristas do Isis ou Isil, financiados pelos USA e Israel, o General Soleimani, assassinado traiçoeiramente quando se dirigia para negociações com norte-americanos e israelitas, a 3 de Janeiro de 2020. Ou anteriormente e mais recentemente os sucessivos altos militares, cientistas e dirigentes assassinados seja em períodos de negociações, seja sem qualquer guerra declarada.
O cúmulo foi realizado no começo da recente agressão, sem qualquer aviso, quando se estava ainda em negociações, e os perversos dirigentes norte-americanos e israelitas bombardearam brutalmente a 28 de Fevereiro de 2026 a casa e cercanias do líder supremo do Irão, o ayatollah, ou guia, Sayyed Khamenei, descendente (os que usam sayyed ou seyyed, no seu nome, são-no) ainda do profeta Mahomé e do 1º Imam do Shiismo, ibn Ali e de Fátimah, a filha do profeta, martirizando-o, com a sua mulher, neta, sogra, escapando o seu filho o ayatollah Mojtaba Khameni, que veio a tornar-se o novo líder supremo e que já foi atacado, graças a Deus sem o terem conseguido matar. Em simultâneo vários outros políticos e militares foram igualmente assassinados por bombardeamentos selectivos das forças do "eixo do mal", hoje sem dúvida mais identificadas, apesar da intensa propaganda em contrário...
Tal não era porém suficiente para os seus objectivos de, além de decapitarem as chefias, conseguirem desmoralizar ou acabrunhar a população, e assim seguindo as ordens de um dirigente norte-americano ainda mais brutal e fanático que Donald Trump, - o secretário de Defesa Pete Hegseth -, de as forças norte-americanas atacarem sem respeitar regras e impiedosamente, dois mísseis foram lançados duma base americana no UAE espaçados por alguns minutos sobre uma escola elementar de crianças, em Minab, junto ao estreito de Ormuz, a essa hora cheia, resultando na morte de 168 pessoas entre as quais 121 crianças.

Um crime de guerra dos piores de sempre. E os responsáveis, Donald Trump e Pete Hegseth, num avião, interrogados um dia depois sobre o crime que se passara, atreveram-se a dizer que deviam ter sido os iranianos que não sabem disparar, ou que embora sendo mísseis Patriots ou Tomawaks, eles andavam hoje nas mãos de qualquer um. Monstros....
Anote-se que este frenesim diabólico destes dois dirigentes norte-americanos, como o de mais alguns personagens, tais Lindsey Graham e a profetiza e sacerdotisa da banha da cobra e da Casa Branca, Paula White, deriva de não só de se terem deixado comprar pelo famoso grupo de pressão israelita APAIC (que paga a quase todos os políticos e legisladores), como também de se terem tornado ultrazelotas, ou seja partidários violentos, do sionismo e do evangelismo que acredita que a vinda de Jesus cristão ou do Messias sionista, só poderá acontecer depois do Argamedom, ou da grande batalha entre as forças do bem e do mal, considerando-se eles os eleitos ou escolhidos. Eles, os mais criminosos e diabólicos, adoradores de Mamom, ou o deus das riquezas, como Jesus já afirmara há dois mil anos, e sobretudo mentirosos, e adversários da verdade, do bem, da justiça e da Divindade, esta tão caricaturizada por Trump nos seus frenéticos tweets ou "blasfémicos" desenhos
Como todos sabemos, não contentes com esse 1º ataque traiçoeiro em Junho de 2025 e a subsequente guerra de doze dias que já foi permitida ao Irão travar porque em defesa, embora as hipócritas e já semi-desalmadas Ursula von der Orgenesis e Kala Kajjas tenham vindo condenar o Irão por estar a defender-se, e que terminou a pedido de Israel, entrou-se num novo período de negociações, outra vez aproveitadas para USA-Israel lançarem um ataque traiçoeiro que matou mais uma série de grandes almas iranianas, entre as quais se destacava um filósofo espiritual, bem na tradição iraniana tão bem estudada e apresentada por Henry Corbin, o sábio Ali Larijani, dialogante com Alexander Dugin sobre irfan, angeologia, filosofia perene.
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| Muita luz e amor na alma em ascensão para Deus do sábio Ali Larijani e que possa irradiar luminosamente! Nûr! |
Quarenta dias de bombardeamentos intensos, cerca de 3.000 iranianos mortos contra umas dezenas de israelitas e americanos e novo pedido de cessar fogo, que magnamente o Irão para tratar dos feridos e enterrar condignamente os mortos, como vieram a realizar com cerimónias participadas por milhões de iranianos, cada vez mais unidos e determinados na sua resistência, independência e certamente vitória, como têm continuado a demonstrar todas as noites em cantos e celebrações nocturnas contra o imperialismo sionista agressor, desumano e traiçoeiro.
É nesse período de negociações e de cessar fogo, algo tremido nestes últimos dias, que nos encontramos. E continuando nas minhas partilhas da sabedoria persa, e de descrições da bibliografia iraniana valiosa, nomeadamente de alguns ensinamentos dos seus mestres, tais o medieval Sohrawardi, ou o moderno especialista francês Henry Corbin, resolvi ver o que o Google diria quanto a uma palavra noção chave do Irão Shiita que é shahid - aliás com duas grafias e sentidos próximos shâhid e shahîd - testemunha e testemunhante, e martírio, pois faz parte seja da capacidade de ver interiormente ou testemunhar as presenças nas esferas subtis, numa realização espiritual (shâhid), seja de dar testemunho ou emular o poder sacrificial dos X Imams do Shiismo que foram quase todos mortos e deram grandes exemplos de abnegação, e assim cada iraniano é shahîd, testemunhante das doutrinas, visões e presenças vivas dos Imans, sheiks e ayatollahs da pátria-mátria persa-iraniana, e do amor ao próximo e ao Cosmos, podendo sacrificar-se até à morte.
Pois a resposta dada pela IA foi a seguinte, e mostra bem como ela é, a partir dos dados e hierarquizações dadas, redutora e logo tendenciosa e manipuladora, não só na escolha das palavras e caracterizações como até nas letras em negrito:
- «O termo "mártir" (ou shahid) no Irão é utilizado em dois grandes contextos: para designar os altos líderes políticos e militares mortos em ataques externos (considerados mártires pelo regime) e para identificar os civis e manifestantes mortos em protestos (reconhecidos como mártires por movimentos de direitos humanos e oposição). [1, 2]









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