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| Frontispício da 1ª edição. |
A Doutrina Moral ou dos Costumes, aliás La Doctrine des Moeurs: qui represente en cent tableaux la différence des passions, et enseigne la manière de parvenir à la sagesse universelle, publicada desde 1646 (e então com o subtítulo tiree de la philosophie des stoiques) por Marin Le Roy Gomberville, já abordada nas sessenta figuras e motes da sua I parte, contém na II parte, sob as gravuras ou figuras, quarenta e três motes ou lemas valiosos de serem meditados por quem quer trilhar caminho da Sabedoria humana e divina.

Embora o fim da obra seja aparentemente algo "negativo", pois muitas das figuras e motes finais sejam sobre a Morte, dentro do princípio de que Filosofar é aprender a morrer, - pelo desprender-se dos bens, dos desejos, da necessidade e assim conseguir libertar-se dos laços terrenos, seja ainda em vida e nas suas meditações, seja à hora da morte, para não se ficar retido nos planos subtis do umbral e do astral menos luminoso -, há vários ensinamentos bem valiosos tanto pelos emblemas, como pelos motes, epigramas e texto explicativo ou hermenêutico. O que destacaremos mais no seu todo?
- O valor duma boa consciência limpa e tranquila, e logo confiante, destemida, imperturbável. A vida sóbria ou temperante, os estudos e esforços pelas virtudes, equilibrados por sentimentos sãos e cordial disposição, geram a sabedoria, a qual dá frutos perenes.

O tolo queixa-se sempre da sua condição.
Todos os nossos defeitos têm o seu pretexto.
Quem vive bem, viaja feliz.
O estudo das Letras é a felicidade do homem.
A preguiça é a mãe dos vícios.
Só o sábio é livre.
O sábio é inabalável.
A pessoa de bem estar em toda está parte segura.
Quem sofre muito, ganha muito.
A boa consciência é invencível.
Quem vive bem, não esconde nada a sua vida.
A Virtude tem em toda parte a sua recompensa.
A eternidade é o fruto dos nossos estudos.
A virtude torna-nos imortais.

O espírito precisa de repouso.
O sábio não está sempre sério.

A alegria faz parte da Sabedoria.
O Sábio ri quando deve rir.
A Virtude é objecto de inveja.
A inveja só cede à Morte.
A Virtude triunfa de todos os seus inimigos.
Nada dura assim que tudo dura.
Todos os Séculos tiveram seus vícios.
É preciso acomodar-se ao tempo.
Não lamentes o tempo passado.
Não há nada de tão curto que a vida.
Tudo se perde, com o Tempo.
Filosofar, é aprender a morrer.
A Velhice tem os seus prazeres.
Não te informes do futuro.
A Morte é inevitável.
Vivamos sem temer a Morte.
O Velho não deve pensar senão morrer.
Não há providência contra a Morte.
A Morte despoja-nos de todas as coisas.
A Morte iguala-nos a todos.
Nada de mais certo quanto a Morte.
O caminho da Morte é comum a todos.

A Morte inexorável.
O Homem não é mais do que um pouco de lama.
A Morte é o fim de todas coisas.»




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