Bruno Gröning, um mestre da cura pela abertura à corrente curativa divina (heilstrom), faz hoje 30 de Maio de 2026 120 anos que nasceu em Gdansk, Polónia-Alemanha, o quarto filho de sete [o terceiro da esquerda] de uma família católica, desde novo dotado de forte comunhão com a natureza, sentindo nela a presença divina, e com capacidade calmantes ou curativas com pessoas e animais. Segundo o seu pai, era muito intuitivo, fazia previsões, que se confirmaram, tais como as datas das duas guerras mundiais e o que sucederia, a morte de certas pessoas de família, mas o que sobrelevava a sua capacidade de fazer bem ou curar quem sofria. Certamente, direi eu, tinha já revelações de clarividência, seja do invisível, seja do futuro, algo que virá a manifestar frequentemente mais tarde.
Embora tivesse feito os estudos elementares e começado o curso comercial teve de deixá-lo e aprender carpintaria como o seu pai queria e chegou a abrir uma oficina que funcionou durante dois anos, mas a época era má e houve que fechá-la e procurar outros trabalhos. Em 1943 teve de entrar no exército alemão, e tendo até antes leves problemas por ter dito que podia ser enviado para a frente da batalha ou não, mas que nunca iria disparar para matar. Acabou por ser preso pelas tropas soviéticas, saindo só ao fim de sete meses de prisão em Novembro de 1945, tendo ajudado nesse período pessoas em crise e alguns militares russos reconhecendo o seu valor.
É a partir de 1949 e da cura de uma criança com uma paralisia muscular tornada pública pelos pais e noticiada pelos jornais que foi projectado para o grande público, pelo que começaram a chegar aos milhares ao local onde ele se encontrava para o ouvirem e verem, na cidade de Hertford, na Vestefália. Revelou-se então capaz de curar muitas pessoas que tinham fé em Deus e nas suas capacidades de curar e que, ao ouvirem ou ao verem-no, melhoravam ou curavam-se, seja porque recebiam correntes de energia curativa, seja porque tinham forte confiança nele ou fé em Deus (como ele explicava e pedia), e desencadeavam as suas próprias forças orgânicas ou psico-espirituais harmonizadoras.
Estes tipos de cura por energias subtis, que a ciência objectiva tem de admitir por vezes pelos sucessos inexplicáveis (sobretudo quando todos os recursos da medicina oficial foram tentados), sempre houve ao longo dos séculos (e mesmo em Portugal, o Padre Jorge Miguel nos anos 80, como Cunha Simões documentou). e têm sido chamados de cura pela fé, pelo magnetismo, pela auto-sugestão, pela corrente colectiva ou egrégora e por milagre, sobrenatural ou divino, mas dada a sua subtileza não são facilmente compreendidos nas suas causas. No seu caso, Bruno Grüning recomendava as pessoas descontraírem-se e acalmarem-se, esquecerem a doença ("deixar de estar sentado em cima dela" ou a matutar nela), bem como os incómodos e dores corporais ou psíquicas, e abrirem-se com fé a Deus, e assim receberem energias e deixarem fluir a corrente curativa através do corpo, tentando sentir interiormente até o processo... Num dos vídeos que partilho podemos ouvi-lo a explicar como se alinharem com as energias subtis curativas...
Alguns médicos e as autoridades da cidade não gostavam contudo, acusavam-no de exercer a actividade médica sem formação ou mesmo de ser charlatão e em duas sucessivas ordens Bruno foi proibido de exercer a sua missão curativa.
Foi então que Bruno Gröning aceitou submeter-se na clínica da Universidade de Heidelberg a uma investigação das suas curas milagrosas, para também poder ser dado um veredicto cientifico sobre a sua actividade. Organizaram-se sessões com poucas pessoas, escolhidas a partir dos pedidos enviados para Universidade, e que se sentavam diante dele. Tudo era gravado e houve alguns casos extraordinários de curas, o que levou alguns cientistas a terem de admitir que algo de extraordinário se passava. O Prof. Fisher, que dirigia o programa e era também psicólogo e psicoterapeuta, afirmou no fim da investigação que Bruno tinha um poder natural de cura. Não era um charlatão ou hipnotizador, ou um doutor miraculoso, mas alguém agraciado com um dom e espontâneo ou não treinado de psicoterapeuta, que animado por grande compaixão com os que sofrem trata-os, sem se julgar um profeta ou um messias, mas com sentido forte da sua missão.
Propôs então o prof. Fisher que Bruno trabalhasse para uma clínica com médicos e que as curas seriam apresentadas como resultados da psicoterapia de todos. O pior de tudo é que exigiu bastante dinheiro de Bruno Gröning, direi como se este fosse uma galinha de ovos de ouro, e ele naturalmente recusou, afirmando que no dia em que começasse a fazer negócio da cura, tal dom divino ser-lhe-ia retirado. Terminou aqui a associação com a classe científica e médica e o prof. Fisher traiu algum despeito ou inveja ao não assinar qualquer declaração que permitisse Bruno Grüning retomar a sua missão publicamente.
Depois de algum tempo recolhido, na Baviera, em Traberhof, Munique, sabendo-se onde ele estava, pelos jornais, começou a atrair muita gente e teve de entrar em acção face às milhares de pessoas, cerca de 30.000, que acorrem ou estão presentes diariamente, havendo bastante curas, de tal modo de que alguém que o acompanhou dizia que parecia que quantas mais pessoas, mais curas. Como o governador da Baviera Hans Ehard reconheceu ele ser um pessoa extraordinária e determinou que não se devia proibir um acto de amor, houve muita gente a ser curada, e ficaram muitos testemunhos registados, com os momentos de Bruno Gröning no cimo da varanda falando às pessoas e tentando transmitir-lhe as forças da cura, que ficaram para sempre na alma delas e até nos registos cinematográficos e radiofónicos, como se pode ver hoje na Internet (onde devemos referir contudo menosprezo por parte da super manipuladora wikipedia, hoje superada pela IA) e da qual partilho do Youtube dois vídeos nesta homenagem oe aniversariante e sugiro os filmes da sua biografia também disponíveis em rede, tal: https://www.youtube.com/watch?v=ZNlXuclHhVc
Na classe médica houve muitos que reconheceram os dons ou graças que Bruno Gröning podia exercer e são muitas as cartas pedindo que ele visite as suas clínicas, doentes ou familiares, ou que receba os seus doentes. Por exemplo, o dr. Zetti, então presidente da Sociedade Naturopática, cumprimenta-o, visita-o, admira-o e apoia-o. E escreve um artigo dizendo como esteve umas semanas a viver junto a ele e comprovou a sua tremenda dedicação e capacidade de cura.
Estes anos de 1949-1950 foram talvez os mais áureos da sua vida, pois novas perseguições, processos, proibições, acusações, traições vão lhe dificultar a vida e enfraquecê-lo. Face às proibições cria a Associação dos Amigos Gröning, com círculos em várias partes da Alemanha (tanto mais que conseguia fomentar à distância), onde pode ao menos reunir-se e interagir com as pessoas (algo que ainda hoje está bastante activa), e curar mais discretamente.
Casa-se em Maio de 1955 pela 2ª vez, já que se divorciara por incompatibilidades, quando viera da II Grande guerra, agora com a tão luminosa Josette Montesinos, que oa acompanhará nos últimos anos Mas em Outubro, o Procurador Público de Munique lança a acusação grave de continuar a exercer a cura e de ter causado uma morte por negligência e Gröning tem de escolher um bom advogado o Dr. Schwander, para o defender. E para ser julgado tem de submeter-se a exames e testes psíquicos e os resultados mostram que é um pessoa concentrada e que a sua inteligência é cima do normal (QI 107).
Será um processo complexo, com a 1ª sessão em 1957, mas Bruno, simples e calmo vai respondendo com sabedoria às perguntas, embora a vontade negativa do Procurador Público e dos que estavam por detrás dele renove as acusações, nomeadamente de ele dizer aos doentes para não irem aos médicos e pede uma pena de prisão de um ano. Alguns dos doentes que o procuraram usam as mesmas palavras com que era acusado: "Ele curou-me", e a acusação de ter exercido a cura precede, embora o da morte da jovem por negligência sua seja retirada, ficando apenas com uma pena pecuniária, o que contudo, face às despesas do processo, se tornou muito elevada para ele.
Em 1957, um médico mais investigativo e consciencioso, o dr. Horts Man, publica um extenso artigo bem documentado sobre o valor de Bruno Gröning, e este acaba por escrever a agradecer ao editor, confessando ser o primeiro investigador a escrever num jornal compreendendo plenamente a sua obra, e reafirmando que apesar de tudo ele continuará a ajudar os que sofrem, como os registos de testemunhos conservados demonstram.
O ano de 1958 começa mal ou árduo, pois o Ministério Publico recorre da última decisão de tribunal e quer de novo que ele seja preso e não possa de modo algum curar. As sessões entre 14 e 16 de Janeiro maldosamente declaram-no culpado da morte por negligência da tal jovem de 1950, condenam-no a oito meses de prisão, com pena suspensa, e completamente interdito de curar. O seu desgosto e indignação é grande e, demasiado desiludido, intensifica-se o seu sofrimento interior e doença, dizendo que se não poder curar, arderá ou será destruido interiormente. O procurador público continua "fanaticamente" a pedir a prisão de Bruno Grüning e os jornais sensacionalmente noticiam, sem que venham defesas fortes, nem mesmo da Associação que fundara. Confessa então a um amigo o efeito psicosomático desse opressivo bullying do Ministério da Justiça alemão e de certos médicos: - "Estão a estrangular-me"
Dado o seu emagrecimento e enfraquecimento vai a Paris, onde dois médicos, Dr. Bellanger e Dr. Grobon, seus amigos, diagnosticam um câncer no estomago. Quando é operado, apercebem-se de como o seu corpo está queimado por dentro. Em 22 de Janeiro, o tribunal superior de Munique reúne-se de novo, à hora exacta em que Bruno Grüning está de novo a ser aberto e operado. Tal como ele já anunciara a algumas pessoas, de que não passaria de 1959, a 26 de Janeiro, na cidade da Luz, Paris, parte para o Pai, tendo reafirmado que era apenas um instrumento e servidor de Deus e que continuaria a curar dos planos espirituais as pessoas que amassem a Vida e em quem houvesse a fé forte em Deus, que é acima de tudo Amor.
Bruno Gröning foi certamente um discípulo de Jesus Cristo no exercício do dom da cura compassiva e gratuita, e tal reconheceu um padre franciscano de Assisi, e que, face à oposição de vários médicos (ou hoje da algo infrahumanizada Wikipedia) testemunhou o seu valor relembrando que pelos frutos bons se conhecem os seres da luz, e pedindo à despedida do encontro com Bruno Grüning que este o abençoasse. No mesmo sentido se pronunciaram os dois médicos Grobon e Bellanger, tal como ainda um espiritualista, que previu que no futuro muitos tentariam melhor compreender e realizar os seus ensinamentos e curas, embora alguns aspectos continuem misteriosos, tais como a relação entre ele absorver doenças ou energias negativas das pessoas que sofriam e os problemas da tiroide e do estômago que sofreu.
Saudemos Bruno Gröning e que ele possa continuar a despertar, curar, inspirar, plenificar e religar as pessoas a Deus e às Suas forças luminosas curativas e de Amor!...

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