Investigação, criação e diálogo: Efemérides, Livros, Arte, Amor, Religiões, Espiritualidade, Ocultismo, Meditação, Anjos, Peregrinações, Oriente, Irão, Índia, Japão, Mogóis, Rússia, Renascimento, Simbolismo, Tarot, Não-violência, Saúde natural, Ecologia, Gerês, Nuvens, Árvores, Pedras. E S. António, Bocage, Antero, Fernando Leal, Pessoa, Santa Rita, Agostinho da Silva, Dalila Pereira da Costa, Erasmo, Ficino, Pico della Mirandola, Giordano Bruno, Bô Yin Râ, Tolstoi, Tagore, Wenceslau de Morais
segunda-feira, 6 de junho de 2016
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Manifestação pela dignidade da Mulher. "Por Todas Elas". Um de Junho de 2016. Pr. da ...
| "Por Todas Elas": Lisboa, Sol forte, almas luminosas, vontade de paz, amor, respeito... |
| Certamente que o advogado João das Regras defenderia a causa da Mulher... |
Realizou-se no dia de 1 Junho de 2016
ao findar da tarde em Lisboa uma manifestação de valorização da dignidade da
mulher e do respeito pela sua individualidade anímica e física e
portanto contra todo tipo de violência que lhe seja imposta. O título ou lema escolhido foi "Todos por Elas", tendo nascido em parte como apoio a uma jovem brasileira recentemente violada por um grupo de rapazes, no Brasil, e denúncia do laxismo reinante. Estiveram presentes 200 e tal pessoas, na sua maioria jovens e
mulheres, tendo havido alguns testemunhos de acontecimentos violentos passados e que deixaram as suas marcas, visíveis
até nas formas emotivas ou comoventes com que se exprimiram...
A denúncia e a condenação das múltiplas formas de violência e opressão sobre a mulher, seja qual for a origem ou mesmo a justificação (desde a falta de carinho na infância, ao egoísmo instintivo, ao ciúme, à alimentação e bebidas, etc.), deve ser cada vez mais realizada persistente e frutíferamente...
A denúncia e a condenação das múltiplas formas de violência e opressão sobre a mulher, seja qual for a origem ou mesmo a justificação (desde a falta de carinho na infância, ao egoísmo instintivo, ao ciúme, à alimentação e bebidas, etc.), deve ser cada vez mais realizada persistente e frutíferamente...
Na verdade nunca será demais realçar a
importância de uma educação para a não-violência e a convivialidade fraterna e apoiá-las nas escolas e nos meios de comunicação, bem como expôr os
ideais e ideias-forças da mulher considerada como manifestação ou incarnação da Divindade, da Grande Deusa,
da Mãe Cósmica, das deusas e musas, ideias-forças que devem ser mais pensadas, sentidas e
consciencializadas pelos jovens e homens para o bem de todos...
Lamentavelmente grande parte deles
estão muito manipulados pelos jogos, pelas bebidas, pelos filmes, pelas percussões das musicas e bares com
que o sistema imperialista neo-liberal mundial os seduz e enche a fim de se irem destruindo e comportarem-se superficial e violentamente e assim se tornarem semi-zombies...
Certamente o maior causador da
violência mundial recentemente tem sido o império norte-americano e os seus
aliados ingleses e europeus, a que se tem juntado a
Turquia, Israel, a Arábia Saudita, todos eles demasiado violentos
contra os que não aderem aos seus interesses, propósitos e ditames, frequentemente
ditatoriais, para não dizer imperialistas ou mesmo racistas....
Esta violência, que gera sofrimento e
contra-violência, é responsável pelas guerras, terrorismos e crises no Médio
Oriente, África, etc, etc, e tem tido, ao contrário do que se apregoa e se faz crer pela informação tão manipulada, consequências tremendamente nefastas em todo
mundo e particularmente nas mulheres, crianças e jovens.
Acabar com as guerras e os
imperialismos e, portanto, com o culto da força como meio de resolver os conflitos de interesses, deve ser uma consciencialização e medida prioritária, aproveitando-se o
dinheiro poupado para se desenvolver a educação e as condições de
vidas das pessoas, a fim de que que haja menos pobreza, frustração e violência e logo menos tarados,
menos seres sub-animais, e assim mais respeito pelas mulheres e pela sua
autonomia, mais amor pelo género humano e pela Natureza, esta em tudo
isto também altamente violentada...
Está de facto tudo ligado, desde os ecosistemas ao emaranhamento planetário das mentes, e há que desenvolver as consciências, fortificar psicomorfismos avançados e espiritualizantes, educar e desabrochar mais os seres para a beleza, o bem, o universal, o amor, o sagrado, a irmandade de todos os seres e povos, culturas e religiões, o conhecimento, a sabedoria, a Unidade e Divindade...
Está de facto tudo ligado, desde os ecosistemas ao emaranhamento planetário das mentes, e há que desenvolver as consciências, fortificar psicomorfismos avançados e espiritualizantes, educar e desabrochar mais os seres para a beleza, o bem, o universal, o amor, o sagrado, a irmandade de todos os seres e povos, culturas e religiões, o conhecimento, a sabedoria, a Unidade e Divindade...
As mulheres são elos vitais na
transmissão das tradições culturais e espirituais dos povos e
devem ser protegidas e apoiadas nas suas múltiplas tarefas essenciais
à Humanidade quais sejam, por exemplo, as de gerarem filhos, harmonizarem os ambientes, criarem novos valores e formas, dulcificarem e orientarem pela sensibilidade, a intuição e um certo amor incondicional a própria marcha da Humanidade fazendo-a sair de influências e resquícios opressivos, feudais, machistas, coloniais e violentos e encaminhar-se para formas de convivialidade cada vez mais libertadoras e plenificadoras no sentido do Belo, do Justo, do Verdadeiro...
As imagens da manifestação "Por Todas Elas" transmitem muito da beleza e
da dignidade da mulher, os cartazes lembram e irradiam muitas das reinvidicações e
direitos das mulheres e que as sociedades ou grupos populacionais ou sociais, em
geral ainda muito machistas em certos níveis não querem reconhecer ou não conseguem viver, mas que há que partilhar e expandir...
Educação, educação não-violenta e dialogante, e uma visão
mais profunda do ser humano, da complementariedade sagrada da mulher
e do homem, que em si mesmos são corpo, alma e espírito, e que peregrinam na Terra e noutros planos subtis dentro dum plano ou ordem Cósmica, o Dharma na linguagem indiana, são então fundamentais de
serem compreendidos, meditados, assimilados e desenvolvidos vivencialmente...
No fim das fotografias há um pequeno vídeo...
No fim das fotografias há um pequeno vídeo...
| Ouvir e dialogar, convergir e interiorizar, afirmar e renascer |
| Testemunha a palavra, a alma, a intenção |
| E a magia do círculo que ouve reverbera e irradia... |
| Feridas, cicatrizes, pensos, silenciamentos, quando se querem é almas e corpos sãos, livres, naturais... |
| Não haver represálias e impunidade dos que oprimem ou violam é fundamental, tanto ao nível individual como de grupos, sejam eles hordas, exércitos nacionais ou mercenários internacionais... |
| Belo momento do abraço curativo ou libertador ou ascensional, no centro do círculo ou Graal convergente e mágico... |
| Adicionar legenda |
| Que crianças queremos nós gerar? Com que consciência profunda, amorosa, elevativa, cósmica se unem as pessoas? |
| Grupo central dinamizador e partilhador... |
| Partilhas intensas de almas luminosas... |
| A grande roda final, a união faz força, o círculo como forma perfeita de concentração, convergência e irradiação... |
| Irradiações luminosas no inconsciente colectivo português e planetário... |
| Gritos da almas, aspirações da Humanidade |
| Palavras que o vento deve semear nas almas e mentes... |
| Podiam ter sido escritas mais expressões da indignação e de libertação |
| Momentos finais de Namaste, de auto-fortificação... |
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| Da fragilidade e sacralidade da mulher e do homem, e do amor profundo... Jehan George Vibert... |
quarta-feira, 1 de junho de 2016
1º de Junho, dia da Criança e do início das festas de S. António...
O 1º de Junho de cada ano é o Dia da Criança e, poderíamos dizer que entre nós, ele pode ser tanto associado à carta ou arcano 1º do Tarot (um livro de símbolos ocidentais bem valioso) o Mago, como ao Santo António, português e europeu, segurando o puer eternus (a criança eterna e divina) no peito, sobre o livro da sabedoria perene e as mãos que trabalham e auxiliam, numa pintura de Maria de Fátima Silva.
E para que estes arquétipos e seres nos possam inspirar ou intensificarem-se bem em nós, iniciemos o momento, o dia, o mês luminosamente, isto é, criativa e sabia, amorosa e expandidamente, já que para isso os éteres da terra aquecida nos propulsionam naturalmente e ainda por cima com o nosso azul lilás céu cristalino...
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| Arcano I, o Mago ou o Jovem criador. |
Agora que se caminha mais apressada ou sensivelmente para a noite e o dia de S. António, por toda a Lisboa, momentos celebrados de modos conviviais semelhantes (comida, música, dança, tronos e ladainhas), ainda que cada um os sinta à sua maneira e participe neles de acordo ora com o seu estado exteriorizado ora com o seu ser interior, demos um pequeno contributo para as pessoas participarem melhor, isto é mais consciente, profunda ou harmonizadoramente nesta celebração, festival ou festa popular dos santos.
Ou ainda um matsuri, tal como se diz no Japão, onde é grande e multifacetada a tradição de festivos momentos, quando o Céu e a Terra se unem mais por obra e graça dos antigos (costumes e seres) e dos presentes os quais, pela sua fé e adesão, fazem com que tais tradições brilhem ininterruptamente, tal como a cauda do dragão na noite dos tempos, a qual escuridão, embora já seja bem iluminada pelas diversas luzes modernas, ainda assim é pouco clara, sobretudo no interior da pessoas. em grande parte devido à banalidade, superficialidade e alienação que jornais, conversas e televisão tantas vezes causam ou modelam nas mentes e almas individuais e colectivas...
Ora S. António, embora tendo nascido em Lisboa, há já quase 900 anos, em 15 de Agosto de 1191 (no signo do Leão...) e vivido talvez 30 anos pela pátria lusa, partindo depois para Itália, para se juntar ao patriarca e fundador da sua segunda Ordem, a Franciscana, tornando-se assim um europeu precoce, de dupla nacionalidade, foi tão grande pela sabedoria, a palavra eloquente e a mística da natureza e do menino, que se na memória colectiva até agora permanece vivo e actuante nas orações e pedidos, costumes e auras populares, também merece a nossa atenção de aprendizagem e amor...
Certamente que as melhoras formas de comunicarmos com um grande ser, chamemos-lhe um santo ou um mestre, é lembrar-nos dele, é tentarmos sintonizar e comungar, seja na adoração Divina e manifestação dos atributos divinos na nossa vida, seja estudando as suas obras, contemplando mais atenta e amorosamente as suas imagens, invocando as suas inspirações e auxílios, desenvolvendo as suas capacidades, em especial as da consciência expandida ou não localizada que ele manifestou por mais de uma vez, com o chamado dom da ubiquidade...
Assim S. António certamente não deixará de nos inspirar ou secundar, tanto mais que sabemos hoje melhor que há um Campo Unificado de energia-informação unindo todos os seres no Cosmos ou, se quisermos, pelo menos neste sistema Solar onde estamos a peregrinar, estando o Sol e planetas dentro da famosa Via Láctea, via de leite puro, outrora chamada o Caminho de Santiago no céu e por onde se acreditava que as almas desencarnadas em certos casos continuavam a peregrinar...
Pois bem, segundo lendas antigas, quando S. António morreu e se preparava para ascender aos planos espirituais (talvez pensando ir por esse mar de estrelas a fora ou a dentro) e receber o descanso que normalmente se pensa ser o destino normal dos mortos, como ainda hoje reza a santa Madre Igreja na missa dos defuntos, deparou-se-lhe o mestre Jesus que lhe lembrou que a seara era grande e os operários poucos, pelo teria que ficar na atmosfera invisível na Terra a escutar orações e preces e a inspirar e a ajudar pessoas....
E assim se tornou S. António num mestre vivo depois de morto, continuando a trabalhar com todos os que o invocam.
Com o tempo tornou-se um especialista de casamentos e de encontrar coisas perdidas, e a sua fama é não só de Lisboa e de Pádua mas é mundial e assim vemos bem tal num grupo do Facebook fundado pela Ana Farinha, "Caminhos de Santo António", até com grandes devotas do Líbano (como a Rania Ferik) e outros países do Médio Oriente, ou não tivesse ele lá ido em tentativas de diálogo de fiéis de Amor, só que com os métodos ineficazes para se realizar a verdadeira conversão de todos, ao Divino neles, como um dos últimos elos mais luminosos da Tradição Espiritual Portuguesa, Agostinho da Silva, esclarecia e insistia...
Oiçamos então tal história do encontro e conversão de S. António (à Bodhisatva, dir-se-a numa visão oriental, ou seja, de ser que se devota a manter-se em serviço na Terra até ao último ser se libertar ou salvar...) no pequeno responso popular transmontano, recolhido por Arnaldo Moriz Roseira, e publicado em 1965 num opúsculo que enviou ao etnógrafo espanhol Castilho de Lucas, e que vim a trocar com um alfarrabista amigo espanhol, donde o poder partilhá-lo neste artigo...
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