sábado, 12 de maio de 2018

Das Frésias contempladas, cheiradas, sentidas, amadas e poetizadas.

O nascimento de uma frésia e a sua presença dentro de uma casa é certamente uma graça divina, ou da grande Deusa Natura, e pode tornar-se inspirador para fotografias, um vídeo e por fim um hino ou poema.
 
Ao escrever isto aqui, apesar de estar a metro meio dela, o seu perfume vem-me tocar ou banhar, envolver ou penetrar, como se ela tivesse uma respiração e que pode soprar ou orientar para onde quiser e assim suprir a nossa incapacidade de gravar e enviar, além das imagens ou vozes, o perfume que dela se depreende e que nós bem gostaríamos que chegasse a algumas pessoas mais amigas, quem sabe a si.

Talvez o milagre da sincronia, telepatia ou comunhão dos seres no campo unificado de consciência energia permita a algumas das leitoras ou leitores captar este perfume tão sagrado e divino, subtil e intenso e assim se assumir mais no seu corpo e ser espiritual bem mais amplo que o cerebral e físico..

Que o perfume e a frésia, e tudo o que delas se manifesta e emana, possa ser sentido e recebido por nós no cálice da eternidade, denominado Jaam-e Jam na antiga Pérsia, e que é  nosso coração mais profundo, aí onde a Frésia primordial e Divina deve despontar e irradiar paz e amor para todo a humanidade, que tanto necessita. 
Deixe-me dizer-lhe ainda, antes de entrar nas fotografias e quem sabe em algum dom de perfumes subtis, que no fim de tudo encontrará o vídeo gravado há pouco e antes o poema que dediquei a esta frésia encantadora e às frésias e almas mais amigas ou amadas.

Um cálice luso-persa do santo Graal, luso da frésia e localização, persa da madeira e origem.
Um dia antes, a frésia embrionária, serpentina mas toda ela já fremente de se derramar perfumada no ar universal e em algumas almas que a acolham e, quem sabe, dêem mais vida à sua subtil fada...
 

Como de um ser humano, em sangue ou em amor, e aspirando à luz divina em que seu espírito se origina

Um Harai-gushi do Shintoísmo desenhado para evocar a descida zizagueante da luz divina harmonizadora
Om mani padme hum. Mantra ou oração budista e universal de invocação espiritual e divina: a consciência espiritual está na tua flor mais íntima.
Liga-te à floração divina e sê destemido, perfumado no amor, como a frésia.

Estátua animada do Japão, com bênçãos de Amaterasu omikami
 

Mandala sufi da Turquia, das comemorações de Rumi.
Dragão-espada dos Himalaias
Os Anjos gostam que abramos os braços e os corações para eles como flores perfumadas sopradas pelas melhores aspirações...
Os Anjos, tais como os devas ou espíritos da natureza, estão muito próximos das flores
Chakras pintados por Teresa Mester, professora de Yoga
 

                                          Hino às Frésias...
        

         Tão delicadas, tão sensíveis, tão formosas e fragrantes,
     Lembram-me as mulheres de quem mais gosto presentemente
    Mas também as consigo oferecer às almas queridas já partidas.

      Meditar numa frésia é entrar num mundo de tal delicadeza
      Que todo o nosso ser fica encantado a tremelicar e tremeluzir.


           Embora imóvel, a frésia toda ela está fremente e movente,
           No seu desabrochar ardente para o mundo ignoto,
           Atraída para a luz do sol quente que a janela coa,
           E sem saber que olhares e corações a vão acolher.

               Parece uma ave em fogo a querer levantar voo,
               As asas bem realçadas são também vasos do cálice
               Em que ela se torna e se nos oferece e entusiasma.

               Que privilégio o dos seres que têm frésias consigo
               E sentem toda a casa, jardim ou a aura perfumada
               Por uma só frésia colorida desabrochada e amada.

               Mil beijos, mil carícias, mil poemas e cantos
               Merece cada frésia, cada amada, neste universo
                De tanta riqueza e pobreza, mistura caótica
                Da qual a frésia nos eleva, ilumina e abraça.
 

Fechar os olhos e deixar que o teu corpo ou ser de fada
Ao meu olhar e sentir interior desponte primaveril
E me alegre, rejubile e abra mais o coração subtil.

Que as fontes e matrizes da Divindade, da Shakti,
Desabrochem as nossas melhores potencialidades!
        Perfume e amor das Frésias para as almas mais amigas!
 


Imagem de Anjo no interior da Frésia. Ou quem sabe, uma imagem miniatura, espelhada pelo olho túnel telescópio espiritual, do Anjo da Frésia... Pax-Amor-Theos...
                                                                                                                         

2 comentários:

Luama Socio disse...

Essa sua publicação, por ter um conteúdo tão importante, também nos chama a atenção pela inteireza da ocupação das formas de comunicação pela internet atual. É muito agradável ler texto em prosa, poesia, ver as fotografias, o vídeo. Pedro Teixeira da Mota sai-se talentosíssimo artista porque seu tema é por si da fonte mesma dessa criatividade...

Pedro Teixeira da Mota. disse...

Muitas graças pela sua sua boa visão das capacidades que a internet nos oferece na nossa demanda artística, espiritual e social. Votos que também as suas criatividades, Luama, brotem cada vez mais da Fonte primordial e perene a que todos almejamos!