sábado, 10 de junho de 2017

10 de Junho. Arcanjo de Portugal, a Tradição Espiritual Portuguesa e alguns contextos do séc. XXI...

                                                       
10 de Junho. Dia de Portugal, ser espiritual, anímico e eco-geográfico. E dia de sintonização com a continuidade imensa e milenária dos portugueses e dos seus propósitos e realizações luminosas, em especial dos que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando, ou que têm respondido à condição: «Vós, que à custa de vossas várias mortes / A Lei da vida eterna [a realização da Verdade, o Dharma], dilatais», como disse o imortal Luís de Camões, tal como o seu contemporâneo Jorge Ferreira de Vasconcelos, um dos nossos Cavaleiros ou Fiéis do Amor....
                                    
          Camões na prisão em Goa. Na sua peugada oriental seguiu Bocage, outro Fiel do Amor 
Embora em geral seja mais um dia de palavras e condecorações, do que reflexões, invocações, decisões, meditações e realizações, há que manter a esperança tanto numa melhoria da qualidade e luminosidade de vida física, anímica e espiritual, como nas gerações futuras que se harmonizarão melhor com a grande alma Portuguesa, com a sua Natureza mais preservada, biológica e amada, com os elos mais importantes da sua Tradição Cultural e Espiritual, e com o Arcanjo de Portugal.
                          
              Eis-nos com uma das mais antiga imagens do Arcanjo ou Anjo Custódio de Portugal,                              invocado e celebrado desde 1504 por instituição do rei D. Manuel I, o Venturoso...
Carta de 10-VI-1504 dirigida à Câmara de Elvas, de D. Manuel I:
«Havendo nós respeito em como Nosso Senhor Deus, por salvação de nossas almas e, conservação e alongamento de nossas vidas, quis ordenar em cada reino, cidade e lugar, e assim a cada um de nós outros, Anjos que nos guardassem de todo o mal, e nos provocassem a fazer bem; e sentindo-o assim por serviço de Deus, Nós, com os prelados de nossos reinos, ordenamos ora novamente, que em todos os nossos reinos e senhorios, havendo respeito de tanto benefício, como sem nossos merecimentos, somente por a bondade de Deus, tão santas guardas recebemos, que em cada um ano, em o terceiro domingo do mês de Julho, se faça solene memória deste Anjo, nosso guardador. em o qual dia além da muita solenidade que em todas as igrejas se fará, se há de fazer devota e solene procissão (…) E ante o que em esta procissão fareis, mandareis fazer uma grande bandeira, em que irá pintado o Anjo, na maneira que está em cada um dos ofícios que são imprimidos para se rezarem este dia; e ao pé da pintura será escrito em letras grandes e bem vistosas estas palavras, nomeando aqui o nome dessa vila e dirá Custos Regni et Oppidi; e esta bandeira irá em procissão, detrás de todas as cruzes e a levará o alferes da vila, se o há; e não o havendo o levará um dos juizes da vila». (Câmara de Elvas 2º Livro de Próprias, fólio 186). 


Que ele nos inspire sempre e se manifeste mais nas almas portuguesas...

Imagem esculpida por Olivier de Gand, e desde há quinhentos anos animada e animando desde a Charola do Convento de Cristo em Tomar...
                                          
               Saudações, do coração, ao Arcanjo subtil de Portugal 

Improviso ou satsang gravado em vídeo (de som fraco) acerca da Tradição Espiritual Portuguesa, a 8-VI-2017, com uma pequena meditação nos últimos sete minutos...
                    

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