sábado, 27 de maio de 2017

Câmara Reis. Aspectos da Literatura Portuguesa. Antero de Quental.

        Luís da Câmara Reis, pedagogo, professor, jornalista e um dos fundadores da revista Seara Nova, em 26 de Outubro de 1926 pronunciava em Madrid, a propósito da Exposição do Livro Português que se realizava na Biblioteca Nacional de Madrid, uma conferência intitulada Aspectos da Literatura Portuguesa, publicada depois pela revista Seara Nova, na qual tece algumas apreciações valiosas sobre as qualidades de vários escritores e escritoras, das quais resolvemos transcrever algumas, com as motivações de preservar o conhecimento de tal obra e das suas subtis observações, e de partilhar para as páginas "Antero de Quental, escritor", e "Shinto em Portugal e no Mundo", no Facebook, pelo que é a imagem do vate açoreano, desenhada por Tagarro quem encabeça este breve artigo.
Antero, entre o dia e a noite, a vida e a morte, lúcido!
                                                 
                                                       

                                                      

                                                
Seleccionamos apenas algumas das numerosas observações e intuições que relacionam a palavra e o ambiente, a alma e a aspiração de alguns dos escritores e escritoras revisitados:

«Antero, o maior poeta português depois de Camões, romântico enamorado do Amor, da Liberdade e da Morte. (...)
«Nas tentativas dos últimos anos é justo citar a Contemporânea, revista a que o gosto excepcional de José Pacheco deu os mais surpreendentes encantos de beleza gráfica, e em que se afirmaram, entre outros, o talento doutrinário de Fernando Pessoa, o malogrado Mário de Sá Carneiro e o lápis e a verve humorística de Almada. (...)
«Virgínia Vitorino criou nos Namorados, o livro de cabeceira de todos namorados portugueses. (...)
Alberto Osório de Castro, gloriosamente saudado por Ruben Dario, buscou, como Wenceslau de Morais e Camilo Pessanha, no remoto Oriente, imagens e ritmos de peregrina beleza, sem que nos seus versos se desvanecesse a a linguagem, a luz e a cor da Beira natal. [Jaime] Cortesão celebrou em versos admiráveis, a Glória Humilde. E Cândido Guerreiro cantou o Algarve a mulher, erguendo-se por vezes à emoção filosófica dos Sonetos de Antero.
Na prosa, Wenceslau de Morais, émulo de Loti e de Lafcadio Hearn, evocou o Japão, as grandezas do seu passado, o exotismo da sua arte, a atraente feitiçaria das suas mussumés, em livros cuja perfeição de forma se irmana à mais requintada ternura. Teixeira Gomes e António Patrício, almas soberanamente d'annunzianas, recamam de sumptuosas galas a sonora linguagem que os quinhentistas revigoraram no banho lustral do latim clássico. Jaime Magalhães de Lima prossegue infatigavelmente na sua bela obra de moralização e evangelização tolstoiana.
«Leonardo Coimbra, orador magnífico mesmo nos seus livros, reveste duma fulgente espuma literária os mais áridos problemas de filosofia»
No fim da conferência, Câmara Reis analisou mais detidamente as obras de Raul Brandão («Escreveu a epopeia das misérias, da dor, dos vencidos, dos oprimidos, dos que morrem de fome ou por uma insaciada sede de ternura», Aquilino Ribeiro («estupendo paisagista» e Eugénio de Castro («Dormiram no seu leito espiritual, as mais célebres e mais belas mulheres do mundo. Não têm segredos para ele os corpos e as almas de Belkiss...»)
A conferência, ao ser editada no opúsculo da Seara Nova, termina com uma carta de Teixeira Gomes.
Segue-se o autógrafo de Luís da Câmara Reis:
                                                                 
                                           
                                                  Luz e amor na alma da nossa alma...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Maria da Fátima Silva expõe no Museu Interactivo do Megalitismo, em Mora.


Portus Graal

Este menhir, enriquecido com deusas, quinas e rosáceas, ligado ainda à Mensagem de Fernando Pessoa, como a Fátima explicou num video gravado pelo seu filho Simão, bem merecia estar num museu arqueológico ou mesmo tornar-se um ícone dos menhires em Portugal. 
Maria da Fátima Silva, da Ericeira marinha, expôs alguns dos seus quadros relacionados com o megalitismo português e Atlantis, o Atlântico e a mítica Atlântida, em Mora, Alentejo, no Museu Interactivo do Megalitismo, inaugurando a 20 de Maio, pela tardinha quente e chilreada pelas andorinhas.
Pouca gente, não pelo jogo da bola, mas porque na vizinha Pavia havia um concurso gastronómico e a satisfação alimentar ainda está no topo da hierarquia dos prazeres de grande maioria dos portugueses. E se são doces, pior, ou melhor, ainda...
Como seja, estivemos presentes e depois de algumas fotografias e diálogos, já no fim gravámos um vídeo pequeno no qual a Fátima explica à Margarida Coelho, à Daniela Anselmo, à Linda e à pequena Beatriz, ao Nuno e ao Simão, os pormenores e a história de uma das suas composições, tão rica de dados antigos e actuais, imaginados e reais, numa simbiose bem viva.

                    O vídeo, a que se seguirão algumas imagens de outros quadros, é este:
            
                                                 *****
                    Registo fotográfico da peregrinação a Mora e a Pavia, feita num dia...
Voar ou planar com as cegonhas, rumo ao Alentejo megalítico e pictórico, é mesmo bom...
Nossas amiguinhas cegonhas, caseiras e voadoras, caçadoras e mães, serão sempre um dos melhores estímulos a viajarmos em Portugal...
A estação de comboios de Mora  bem transformada em museu e galeria...
Quais armadilhas mágicas do Quaternário, ou antes apenas pesos e fios de teares e suas subtis e míticas tecedeiras, mouras encantadas...

As legendárias placas votivas, quase todas no negro e dúctil xisto, com desenhos simbólicos ainda não decifrados plena ou consensualmente. Seriam adquiridas e oferecidas? Seriam como que lápides pequenas individualizadas? Seriam augúrios de boa ressurreição e ascensão?
Nas placas votivas de xisto discernem-se   faixas zizagueantes e de triàngulos, e espaços negros não trabalhados ou inscritos. A forma é dinamicamente ascensional, como se o rectângulo da matéria se estreitasse e refinasse na cabeça e cimo que liga ao alto e ao céu. E sugerem simbólicas múmias, registos identitários  individuais e ainda formas de oração aos deuses subtis e que, ao morrerem ,levariam sobre o peito, como mais tarde se verificará nas lamelas de ouro dos iniciados órficos e pitagóricos: «Eu sou um filho da Terra e do Céu estrelado»

Parece mesmo um casal de deidades pré-históricas, numa estilização entre o humano e a ave, com mãos-asas, sinal do pressentimento do divino  ou do numinoso na Natureza e talvez da destinação astral dos que morriam ou ou deixavam o corpo e mundo terreno..
Reconstituição de um alentejano, já dado a primores votivos de mãos, no caso as tais misteriosas placas votivas de xisto, e de há cerca de 4 ou 3.000 anos...

O corredor de acesso à anta e à exposição sob os triângulos ígneos ou púbicos megalíticos..
                                          
                                   O Caminho faz-se avançando com firmeza, diz o Tomás. E, ao fim, o Torii shintoísta, presente nos esteios e na mesa da anta, abençoa os que se curvam aos numens, aos antepassados, aos Kami...

Sucessão de algumas pinturas do ciclo Atlantis, da Maria de Fátima Silva, sobre as quais ela escreveu um texto intitulado ATLANTIS e que ficou disponível: 

Há cerca de dois mil anos, Platão escreveu sobre um império insular fabuloso situado no extremo Ocidente. Deu-lhe o nome de Atlântida. Desde então filósofos e exploradores debateram a sua veracidade, suscitando muitas teorias, e assim a Atlântida, embora imortalizada por Platão, tem sido considerada por muitos apenas como uma lenda ou um mito.
Mas como segundo Fernando Pessoa, o “mytho é o nada que é tudo”, ele permite uma conjuntura infindável de especulações sobre as histórias perdidas nesse tempo sem tempo, tão ainda próximo dos ecos primordiais.
De olhos vendados para com o tesouro que habita no nosso interior e que só nós conseguiremos desenterrar e também demasiado envolvidos no dia-a-dia esquecemo-nos de interiorizar, de pesquisar as nossas intrínsecas bibliotecas e memórias e assim alcançar mais conhecimento. A magia, e salvaguardando a etimologia da palavra de origem persa, não se deve perder mas sim revelar-se em nós numa dimensão subtil e espiritual, nomeadamente face às eternas questões que todos fazemos: De onde venho? Que maravilhas transporto? Para onde vou?
Possuidora de uma autonomia desconcertante, onde tudo é plausível, a Arte apresenta-se como essência libertadora das histórias e filosofias de vida e assim ATLANTIS parte numa demanda de cores, formas, códigos e mensagens ocultas, estabelecendo um paralelismo entre o mito da Atlântida, submersa nas profundezas do Atlântico, e as marcas impregnadas no património sagrado e espiritual português, em especial no seu riquíssimo megalitismo.
ATLANTIS conta cromaticamente histórias construídas e desconstruídas e intuídas junto ou no mar que já foi chão dos náufragos ou emigrantes atlantes e que terão alcançando as praias do ocidente da Península Ibérica. E com as suas memórias ancestrais e a partir das ruínas de uma civilização perdida, eles podem ter feito surgir uma nova civilização no Ocidente.
Com um universo iconográfico abrangente as pinturas são, na sua maioria, realizadas in loco, em locais com interesse arqueológico, com vestígios de épocas pré-históricas, com monumentos megalíticos, pintura rupestre, fósseis e locais de culto da Deusa-Mãe, da Lua e do Sol. Lugares sagrados de exímia beleza natural simplesmente ou então lugares onde as marcas do Homem, ora por chamamento, ora por encantamento, se erguerem com perenidade na sua comunhão com a Natureza e com o Cosmos. Lugares portadores de um espírito próprio que converge para quem os ausculta em criatividade e permite surgirem em imagens mágicas.
Em simultâneo com as viagens ou peregrinações aos referidos locais pré-históricos, houve um estudo e pesquisa dos temas destacados neste projecto.
Mensagens ousadas ou simplesmente sonhadas que, como artista, me conduzem a uma harmoniosa simbiose entre o mundo fantástico e o meu eu, como um ser integrante deste pequeno pedaço de terra repleto de Luz – Lux – referido por Estrabão, no mundo antigo como Ab coelitis patriae, de pátria ou origem celeste.
Um gigante sobre um monte, tais como se encontram em Ribamar, Ericeira.
Cultos aquáticos, femininos e shamanicos: que a pureza da água nos limpe sempre...
De notar a sereia inspiradora no lado esquerdo.
Uma sacerdotiza, com uma placa votiva pendurada, e um menhir, com uma gravura rupestre de Foz-Côa.





Sobre as pinturas desta série Atlantis, escrevi um texto que transcrevo: Da memória das pedras à mítica Atlântida. Uma exposição de Maria de Fátima Silva :
A pintura de Maria de Fátima Silva é de um realismo verdadeiramente mágico, no sentido de que, ao ser vista ou mesmo contemplada, permite-nos entrar em dimensões subtis e insuspeitadas, vencendo as barreiras do tempo-espaço e fazendo-nos sentir, intuir e comungar energias e emoções, ideias e seres, ritmos e ritos que, realizados e vividos há séculos e séculos, ainda hoje nos tocam, nos movem, nos podem proporcionar expansões e aprofundamentos de sensibilidade e compaixão, de de conhecimento e de consciência...
ATLANTIS remete-nos para as épocas mais ancestrais da Humanidade, em que a unidade entre os elementos da Natureza, as pedras, as águas, os peixes, as aves, os animais, os humanos e a intuição das presenças invisiveis dos deuses ou da Deusa eram intimamente sentidas, vividas e celebradae, e de modos tais que, dada a falta de documentos explicativos de tais compreensões e acções, só os mais estudiosos, ou artistas ou sensíveis conseguirão tal imaginar ou tornar a focalizar.
A Atlântida é em verdade um dos icebergues que nos chegou da história antiga e perdida da Humanidade graças à referência de Platão no Timeu de ter ouvido aos sacerdotes egípcios menção do desaparecimento da sua última ilha no meio do Atlântico. Os mistérios da sua existência permanecem no séc. XXI, apesar dos estudos e livros tanto de historiadores e arqueólogos, como dos ocultistas ditos clarividentes dos finais do séc. XIX e começos do séc. XX: Helena Blavastky, Rudolf Steiner, Max Heindel e Edgar Cayace, quase todos eles algo devedores da obra Atlantis, The Antedeluvian World, de Ignatius Donnely, de 1882.
A Maria de Fátima oferece-nos uma estreita simbiose nesta série Atlantis entre o que poderia ter sido a Atlântida e o que sabemos terem sido os tempos pré-históricos, nomeadamente em Portugal, com os seus diversos cultos e estreita osmose do ser humano com as pedras e as águas, as aves, os animais, as estrelas, o Sol e a Lua e que a Fátima intui a partir da sua experiência concreta de ter visitado em Portugal muitas antas e tholos, falésias, rios e eco-sistemas em especial os existentes na região da Ericeira em que ela e a sua família vivem ainda hoje cultivando a terra e com animais.
Entre nós, Dalila Pereira da Costa foi talvez a escritora que mais cultivou a chamada "memória do lugar" dando-nos, seja do Porto seja dos cultos da Antiguidade celebrados nas margens e santuários do rio Douro, descrições e ressurreições em que combina tanto os dados intuitivos ou de reminiscências como os históricos. A Maria de Fátima Silva fá-lo também com as suas pinturas, e não nos é difícil discernir, emergindo das pedras e águas omnipresentes, determinados ritos e celebrações, grandes deusas e deuses, prefigurações de Jesus e Maria, sacerdotisas e shamanes, espíritos da natureza e anjos, símbolos da fecundidade e da maternidade, dos nascimentos e mortes, das iniciações e purificações, dos sacrifícios e amores.
A sua pintura é na verdade bem invocadora pois é bastante poderosa na policromia, nas formas dos corpos, na expressividade dos pés, das mãos, dos seios, das faces, de cada ser, que estão sempre interconectados com um momento, um ambiente natural ou ritual, o todo, visível e invisível mas bem perceptível. É verdadeiramente uma pintura animista a que nos é apresentada, e corresponde bem ao estágio de então da Humanidade que via e sentia tanto a alma individual presente em tudo e todos como também a grande Anima Mundi, a Alma do Mundo, que a todos ligava, e portanto vivenciava com menos barreiras ou quebras de continuidade a consciência no mundo material e no subtil e espiritual. Algumas das suas pinturas fazem-nos então entrar num no man's land, numa percepção na qual não sabemos se estamos a ver com os olhos físicos ou se com o olho espiritual, podendo talvez então caracterizar-se como uma entrada numa terra lúcida, luminosa, a que alguns estudiosos das almas e obras místicas e clarividentes chamaram de imaginal.
Neste sentido são especialmente mágicas algumas pinturas (e cada observador sentirá as que mais ressoam animicamente), esbatendo subtil e mais fortemente as nossas certezas e limitações objectivantes redutoras e fazendo-nos pairar ou mesmo entrar por um umbral misterioso, rico e profundo, mítico e até divino, para o qual contribui todo o dinamismo sacralizante que as constantes metamorfoses, derivadas da interconectividade de todos os seres, apresentam e interrogam, sugerem e propulsionam.
Cada pintura pode-se então dizer que é realmente uma janela aberta para acontecimentos e dimensões tanto históricos como anímicos insuspeitadas e, para quem mais demoradamente as contemplar, para estados expandidos de consciência ou reconhecimento da Unidade, ou como se diz hoje, do Campo unificado de energia-informação-consciência, entre todos os seres e, logo ou portanto, intensificando o culto da Verdade, da Beleza, da Harmonia e Amor na Humanidade, na Terra e no Cosmos.

As serpentes da sabedoria descendo à Terra.


Um atlante sonhando sobre as falésias do Oceano

Uma criança Atlante revisitando os fósseis de ouriço, da época do Jurássico, em Cambelas.

O menhir Portus Graal....
A Maria de Fátima Silva explicando a pintura principal da Exposição, o que foi gravado pelo seu filho Simão e poderá encontrar brevemente no Youtube:


Um belo menhir, qual agulha de acupunctura da Terra e quem sabe verticalizando e subtilizando os excessivos rastos-nuvens dos aviões...

O cromeleque das Fontainhas, com um dos peregrinos no meio e comungando da ligação
do Céu com a Terra ali cultuada desde o Neolítico.

A Fátima comungando com a alma do menhir e as energias telúricas e celestiais. Que potencial de cura não terão estas pedras e locais?

O recinto sagrado das Fontainhas aberto a Oriente, num cruzamento de vias antigas... Termos de o deixar... Prometer voltar...

O céu azul imenso matinal foi sendo obscurecido pelos rastos químicos dos aviões, mas ainda assim a beleza solar triunfa...

O desdobramento em cores, próximas da do arco-íris, gerado pelos rastos químicos dos aviões não tem a cristalinidade natural nem a associação tradicional a bruxas e mouras a pentearem-se...

Valham-nos as cegonhas, que trarão a fecundidade mesmo que em cima da electricidade...

domingo, 21 de maio de 2017

Review of 49 Tarot Books. Bibliografia de Tarot. Best Tarot Books.

Review of 49 Tarot Books. Best Tarot Books. Open opera...
Bibliografia crítica de 49 livros de Tarot. Melhores livros de Tarot.
3 stars = good; 2 stars = medium; 1 star = weak; 0 star = bad.



 1- HADÈS. MANUEL COMPLET D' INTERPRETATION DU TAROT. Paris, Niclaus, 1968. In-4º 143 pp. ***
A quite sober exposition of the Tarot, specially from a psychological and spiritual approach without occultism and kabbalah, even if the author was a leading astrologer, and so infusing in each card a bit of that knowledge at correspondances levels.


2 - KNIGHT, Garret. TAROT AND MAGIC. Images for Rituals and Pathworking. Vermont, Destiny Books, 1991. In-4º 187 pp. ***

The first 76 pages are most interesting as it draws an impartial or historical vision of the evolution of the representation of the 22 arcane in the most important tarots: the original Italians , the old ones of Marseilles and then the 3 modern esoteric Wirth, Waite and Crowley. The magical and imagetic part, although a bit tedious and most subjective has some interesting notes on how some writers have made the Tarot became subject to some lines of tradition and initiation, either by the kind of drawings either by the speculations to be joined into the contemplation, sometimes in a pair or in a group of arcanes.


3 - DECKER, Ronald and DUMMET, Michael. A HISTORY OF THE OCCULT TAROT 1870-1970. Avon, Duckworth, 2002. In-4º 379 pp. ***

With an introduction of the main western sources of ocultism: egypcian, hermetic, jewish, it is mostlt a history of the diferent groups and teachers who worked with the Tarot, specially are first the french ones, than Brotherhood of Luxor, A. E. Waite, Golden Dawn, the Russians. A very good historical source.

4 - MARTEAU, Paul. LE TAROT DE MARSEILLE. Préface de Jean Paulhan, exposé de Eugene Caslant. Paris, Arts et Métiers Graphiques, 1949. In-4º 285 pp. ***
Good interpretations based in general numerical symbology and in a understanding of the colors, forms, positions and meanings of the figures and objects of Marseille arcanes, although sometimes the doctrines and ideas exposed doesn't seem so right, being a bit dualist.


5 - KNIGHT, Gareth. THE TREASURE HOUSE OF IMAGES. An introduction to the magical Dynamics of the Tarot. London, Aquarian Press, 1986. In-4º 192 pp. ***

A good comparison between the iconography aspects of each main traditional Tarots, although giving a bit to much influence or value to hypothetical Jewish sources and Golden Dawn teachings.


6  - GRAY, Eden, THE TAROT REVEALED. A modern guide to reading the tarot cards. New York, Bell Publishing Comp, 1960. In-8º obl. 120 pp. *** 

A good one. Simple and direct, with fair relations with the others major arcanes, based only in the iconography of A. E. Waite.


7 - WAITE, A. E. THE PICTORIAL KEY TO THE TAROT. London, William Rider, 1911. In-8º 340 pp. ***

A classic book, making wit commentaries on the former and almost rivals occultist interpreters of Tarot, and giving short explanations on all the 78 trumps. With fine interpretations as he was an intelectual mystic and occultist although a bit complicated, mixing to much with  the tree of life of Cabbala or becoming to much dry  sometimes. Valuable are the mottos  choose for some cards that are like mantras.


8 - LHOTE, Jean-Marie. COURT DE GEBELIN. LE TAROT, presenté et commenté par... Paris, Berg. 1983. In-4º 195 pp. *** 

A good presentation of this pioneer study of Tarot, by Lhote. Court Gebelin got the idea that the Tarot was mainly Egyptian and tried to groove it, but in fact we can only see in a few cards some reflections of the Mediterranean wisdom and probably a bit through some old Egyptians sources.

9 - SIMON, Sylvie. LE TAROT PRATIQUE. Paris, Nathan, 1988. In-4º 122 pp. ***

Good interpretations in a plain and direct language, in a fluent discourse with wisdom, sometimes with some original views, other times a bit superficial, but not a accumulation of extracts from other books or traditions.

10 - LAURENCE, Theodor. HOW THE TAROT SPEAKS TO MODERN MAN. New York, Bell Publishing Company, 1972. In-4º 216 pp. ***

The author uses the Waite Tarot and explains in a plain way the 22 arcane successively on the physical, psychological and spiritual level, and gives much importance to the polarity and their balance and unity, using also much of the stories and teachings of the Bible.



11- HUSON, Paul, THE DEVIL'S PICTURE BOOK. London, Abacus, 1972. In-8º 256 pp. **

Although full of good information from old religions  and how their Gods and tenets passed to the so called monotheistic religions and from them to the Tarot, it mixes them a bit with a certain biased view of Christianity and a certain credulity of many fake acts and merits, notably from magicians and drugs.

12 - MATHONIÈRE, Jean-Michel. L'ARCANE DES ARCANES DU TAROT. Essai sur la structure géometrique des Arcanes , Paris, Guy Tredaniel. 1985. In-4º 133 pp. ***

Many geometric drawings with the arcane numbers and positions, some good relations with Aritmosophy and Rabelais, the firts to use the word Tarau in France. He endorses the view that Tarot comes from the arabian Turuq that means school and initiatic path. 

13 - PIMENTA, Alberto. A MAGIA QUE TIRA OS PECADOS DO MUNDO. Lisboa, Cotovia, 1995. In-4º 303 pp. ***
Mostly a erudite and poetic travel on the arcanes through mythology, philosophy and literature, although not mentioning any Tarot book. Many times misses the deeper or more esoteric or spiritual aspect or interpretation; still his constant reference to writers and teachings, makes the book interesting. There is not any regularity on the level attained for each arcane. For example, in some, like on VII and XXI he doesn't say almost anything related to arcane; in the XVII relies much on Andre Breton Arcane XVII. Good ones, for example, are the I, XIV and XV. 
The Painted Caravan..
14 - RAKÓCZI, Basil Ivan. THE PAINTED CARAVAN a penetration into the secrets of the Tarot cards. Hague, L. J. C. Boucher, 1954. In-4º gr. 119 pp. ***

A quite interesting one, with a valuable perception of the history of the versions and of the expounders of Tarot (mentioning T. S. Eliot ins the Waste Land), and pertinent psycological and initiatic views, and with original drawings in a naif style.


15 - KAPLAN, Stuart. TAROT CLASSIC. London, Robert Hale, 1974. In-4º 240 pp. **

An historical aproach to the evolution of the Tarot, and then a short  and a bit superficial explanation of each arcane, sometimes inovative other times missing the point or going astraway. It gives in the end an anotated bibliography were are noted the rare or not so known books of Girolamo Bargagli, W. Gurney Benham. Leopoldo Cicoganara, R. Falconnier (1896), Muriel Bruce Hasbrouk (1941), R, Merlim, 1869. Samuel Weller Singer (1816), Rev. Ed. S. Taylor, A. E Thierens (1928), Mrs. John King Van Renselaer (1895).

16 - CHRISTIAN, Pierre. HISTOIRE DE LA MAGIE ET DU MONDE SURNATUREL. Paris, Éditions Artefact, 1986. In-4º 662 pp. ***

One of the first more abstract philosophical texts written on Tarot, it has some influences of the mystagoge Eliphas Levy that was his friend. It has only around 30 pages, who give for each card or arcane three levels of interpretation, divine, intelectual and physical, in aforisms, and then some lines on the description of the images as symbols of teachings, and ending with some lines in a kind of discourse how we should work or live with that.

17 - LASZLOË, Elisabeth. LES SECRETS DU TAROT. Paris, Editions Destins, 1952. In-4º 18 pp. **
A interesting book as Elisabeth mixes well Indian, Jewish, Christian and Rosicrucian traditions, symbols and hypotesis, surely not every time sounding well.



18 - DUMONT, Jean Paul. NOTRE DAME DES TAROTS. Paris, L'Herne, 1970. In-8º 74 pp. **
A poetic and philosophical dialogue about the Tarot and some aspects of the arcanes. Signed edition by the  author: "Chaleureusement Jean Paul, le Diable". Poetical and philosophical dialogue on Tarot and same of its meanings.


19 - POLLAK, Rachel. SETENTA E OITO GRAUS DA SABEDORIA. Um livro de Tarô. Parte I: Os Arcanos maiores. S. Paulo, Editora Nova Fronteira, 1991. In-8º 150 pp. **

Some interpretations of the cards a bit disputable, specially when she mixes without perfect concordance or harmony astrology, alchemy, mythologym religions,  still is an interesting book mostly based on Kabala, Waite Rider version and Paul Douglas interpretations.

20 - VILELA, Beatriz. TAROT HIPOCAMPO. Rio de Janeiro, Edições Hipocampo, 1990. In-8º 62 pp. **
One page for each arcane, mostly on psycological levels, generaly well but only one or two times with some originality, like arcane XII stressing  the abandonemnt to God, and in the XVIII the ilusions of apearances and emotions.

21 - MCcORMACK, Katheleen. DESCOBRIR O TAROT. Aprenda  descodificar os símbolos do Tarot e a interpretar as cartas. Lisboa, CentraLivros, 1999. In-4º máx. 144 pp. **

The most interesting part are the 22 pages dedicated to each arcane and a detailed observation of the most characteristic features and trying to explain their symbolism, sometimes well other no so much. It uses almost only the Marseilles Tarot, although it has selected in each arcane also a reproduction of another Tarot's version and making a statement based on their symbolism, which in many times doesn't have so much harmony with Marseilles or even just by the interpretation given by Kathellen McCormack, that usually is more based in greaco-roman tradition, what is rare. But at the beginning on the chapter the history of Tarot she admits some uncredible hypotesis of the origins, the one relating them to Knights Templars and then follows the usual treck of the occultists of the XIX century.



22 - DICTA et FRANÇOIS. MYTHES ET TAROTS. Le Voyage du Bateleur. Paris, Mercure de France, 1983. In-4º 206 pp. **

Relations of the 22 arcanes to 22 myths of antiquity, sometimes without so much relation but interesting as a story of some of the old myths of Greek and Rome. 
Relacionando talvez algo arbitraria ou superficialmente os 22 arcanos com 22 mitos da Antiguidade, a obra vale pelas incursões na religiosidade e mitologias da Antiguidade e bem menos no que diz sobre o Tarot.

23 - GIRIÉ, Jacques. MIRIBEL, Amédée. LE TAROT SACRÉ. Manuel Initiatique. Marseille, Jeanne Lafite, 1984. In-4º 100 pp.**

Based mostly in Oswald Wirth's Tarot, the interpretations only a few times have some originality.

24 - GETTE, Bernard Spencer Le. THE RATIONAL TAROT. How to use it, Why it works. London, 1976. In-4º 143 pp. **

Good analysis of the detailed signs of each card, the interpretations are sober, but sometimes entering into fancy paths.



25 - LIND, Frank. COMO INTERPRETAR O TAROT. Uma Galeria de Poder e Sabedoria Oculta. Ediouro, 1982. In-4º 63 pp.** Although with much information valuable on old myths and religions, and quoting many different authors on the arcanes, he mixes them, sometimes, in each symbol of each card too much and without the correct understanding and handling.



26 - SIMON, Sylvie PICARD, Marcel. A LINGUAGEM SECRETA DO TAROT. S. Paulo, Ed. Pensamento, 1997. In-8º 175 pp. **

Very dynamic story of the making of the Tarot, mixing different teachings, from Astrology to the Bible and old Religions, but many times not sound or correct, and taking as literal or truth what is mostly guesses and folks.


27 - MEBES, G. O. OS ARCANOS MAIORES DO TARÔ. Seu simbolismo, suas iniciações e seus passos para a realização espiritual. S. Paulo, s/d. In-4º 390 pp. **
A deep book and teaching from a occultist and free-mason from the beginning of XX century in Russia. Much indebted to Numerology and Kabbalah, to much schematic, still with much occultist, health  and magic teachings.





28 - MELO, Thereza. O TAROT. A arte de adivinhar com cartas. Lisboa, 1979. In-8º 133 pp. **

A nice synthesis, specially from the possible sources of Greek and Indian traditions. Some originality in the process of making the correspondence between the arcane and the phases of inner process of individuation, in a Jungian line.


29 - WIRTH, Oswald. LE SYMBOLISME HERMÉTIQUE dans ses rapports avec l'Alchimie et la Franc-Maçonnerie. Paris, Dervy-Livres, 1969. In-4º 221 pp. **

Mostly a book on free masonry and alchemy, with some references to some arcanes. Wirth has written two books on Tarot considered good ones although sometimes with too much dependence on Kabbalah and Masonry traditions or folklore.


30 - QUESTION DE Nº 55 LES ARTS DIVINATOIRES. Paris, 1984. In-4º 125 pp. **

Article of Serge Bramly on Tarot, and 22 arcanes, with interesting but sometimes wrong interpretations and routines with bad effects. For example, the Justice can have the Gnostic meaning that each good action will engender a correspondent bad action. An so some Gnostic of Alexandria went to the worst crimes in order to make someone better. Makes a quotation of Fernando Pessoa for the Foul.
Papus..
31 - PAPUS. LE TAROT DIVINATOIRE. Clef du tirage des cartes et des sorts. Avec la reconstitution complète des 78 lames du Tarot Egyptien et de la méthode d'interprétation. 4ª ed. Paris, Henri Durville, c.1920. In-4º 266 pp. **

Based on Eliphas Levy and Paul Christian, it reproduces the cards of Eliphas Levy and Etteila and some Indians ones of the avatars of Vishnu. Much concentrated or syntetised here, he will develop his knowledge on the Tarot of Bohemiens. Still many of his interpretation of the symbols are much personal and sometimes out of the most probable meanings.


32 - LHOTE, Jean Marie. SHAKESPEARE DANS LES TAROTS EU AUTRES LIEUX. Revue Bizarre, nº 43-44. Paris, Jean Jacques Pauvert, 1967. In-4ºgr. 100 pp. ***

Good work, very well acquainted with iconography and cultural history of Europe and aproaching Shakespeare "Midnight Summer Dream" and Tarot through the same sources: mythology and etnography.

33 - MAYANANDA, THE TAROT FOR TODAY. London, Zeus Press, 1963. In-4º 255 pp. **
The author takes much from French occultists, kabbalist tree of life and theosophical books, making to much quotations and relations and so, although erudite and sometimes deep, it is a bit confusing and depending in information or statements impossible to prove. A book to much at mind level, without much love and spirit.


Bourgeat. 
34 - BOURGEAT, J.-G. LE TAROT. Aperçu historique. Signification des vingt-deux arcanes majeurs et... Ouvrage illustré par l'Auteur. 4ª ed. Paris, Chacornac, 1923. In-8º 128 pp. *

Mixing many sources, without much understanding and relevance, in the origins of the Tarot, also his interperations are a bit without  a personal or living relation with the cards, as he mostly gives sentences of others based in numbers and their teachings. 



35 - DUQUETTE, Lon Milo. TAROT OF CEREMONIAL MAGICK. A pictorial Syntesis of Three great Pillars of Magick (Astrology, Enochian Magick, Goetia). York, Samuel Weiser, 1995. In-4º 277 pp. *
Relying to much in Qaballa  Aleister Crowley and Ennoch alpabhet and genius, the book at Tarot level is very weak: just some correspondences for each Arcane, like hebrew letter and english equivalent, numerical value, meaning, colors, path of Sepher Yetzirah, Mercurial and Qliphothic Genii, and traditional image. In contrast with that image the author gives his own image, as he has formulated and presented each own version, giving for general divinatory meanings four levels of short interpretations: spiritual, heart, intellectual, material. A bit of confusion as he tries to hold all that correspondences. May be the best are the transcripton of two lines of Crowley mnemonic for each arcane. 




36 -BASILIDE, T. LE SYMBOLISME DU TAROT. Paris, Chacornac, 1943. In-4º 53 pp. *
With to much confusion of different sources but mostly relying in Kabbalist and Jewish traditions, which he takes almost as sure and truthful and so giving very fantasist interpretations of the arcane.


37 - ENEL. TRILOGIE DE LA ROTA. Trois traités: Essai d'Astrologie Cabbalistique, Rota ou la Roue Celeste, Manuel de la Cabbale Pratique. Lyon, 1960. In-4º 347 pp. **

Mostly a book on Kabbalah in its different aspects, with much faith on them, and also with a viex of magic action, namely through pentacles.  With some explanations of the arcanes of Tarot, received from others. 


38 - THYLBUS. LES CARTES ET LES TAROTS. Methodes des Maitres de la Cartomancie, Préface de Paul-C. Jagot. Paris, 1952. In-8º 222 pp. 
In the preface, Jagot, a very known psychologist and occultist says: "Intuition, clairvoyance, lucidity, are mysterious faculties just touched by the modern psychology, where much used in Antiquity to provoke the manifestations, of different practices, called divinatory. Cartomancy is the simplest and most effective of this methods. It allows to everyone to obtain according to the receptivity, the perception of facts out of sensorial reach in time and space». But the book doesn't speak at all on the 22 Arcanes, although Jagot concludes in the preface that is «the most clear and complete treatise, according to the tradition of the Masters de l'Art».




39 - MOORNE, Dr. EL SUPREMO ARTE DE ECHAR LAS CARTAS. mexico, Editora e Distribuidora Mexicana, 1973. In-4º de 248 pp. 
Weak, with many wrong significations, and flowing a different type of cards.
 Fraco, cheio de erradas significações, seguindo um tarot diferente.

40 - SAUER, Erika. O LIVRO DO TAROT. Lisboa, Editorial Presença, 1998. In-4º de 179 pp. *

Embora com algumas linhas dedicadas a cada um dos arcanos vistos mais de um ponto de vista psicológico a obra está mais direccionada para dar exemplos de tiragens (demasiado complicadas) de cartas e como devem ser interpretadas.




41 - ARMADA, Silvia. O TAROT. Cartomância especial. O significado das lâminas maiores e arcanos menores. Tiragem de resposta imediata. Corroios, edição de autora, 2004. In-8º 50 pp. *
Bastante simples, dá explicações dos arcanos muito sumárias e destinadas a apenas a respostas aos problemas do quotidiano.




42 - DANYLIUK, Rita. TAROT. O que dizem as cartas. Lisboa, Editorial Presença, 1992. In-4º de 134 págs. *
A work with some originality in the explanations of the symbols contained in the 22 arcanes, although mostly very imaginative and not truthful, stressing to much the idea of reincarnation in many of them. Too much complicated the readings.



43 - PAPUS. LE LIVRE DE LA CHANCE, Horoscope individuel de la Chance. les secretes des Talismans. Comment faire revivre la Chance. Signes secrets de Chance. Paris, Diffusion Scientifique, 1987. In-8º de 120 pp. *
A bit melodramatic and superficial simplification of astrology, and Tarot. Obra superficial de divulgação dos ditos segredos da astrologia, da adivinhação, da magia e da sorte, dando do Tarot apenas 22 desenhos pequenos e a sua classificação em signos de sorte maior, sorte menor e azar.

44 - BARTLETT, Sarah. THE TAROT BIBLE. The definitive guide to the cards and spreads. London, Bounty Books, 2009. In-8º de 400 pp. *
Mostly a interpretative book for counseling it is a bit superficial, not at all erudite, still at the psychological level has some practical and down to down interpretations of the arcane, at the level of the normal reality or psychological level. And it is a beutiful book in colors, desisgns and images. 

45 - GODO, Carlos. O TAROT DE MARSELHA. S. Paulo. Editora do Pensamento, 1997. In-8º 124 pp. *
Very simple interpretations taking mostly the colors and designs as meaningfull symbols.

46 - BENAVIDES, Rudolph. THE PROPHETIC TAROT AND THE GREAT PYRAMID. Mexico, Editores Mexicanos Unidos, 1969. In-8º 378 pp. *
A very difficult task: to reconcile Pyramids of Egipto, Bible Mexican traditions and Apocalipsis with a bit of Tarot, and as numbers and nouns coming from Egypt. So we got many hazardous afirmations and prophecies and taking to much litteraly the Bible. The most interesting parts are some stories about dreams in Antiquity and in Mexico.



47 - PETIBON, Andrée. LE TAROT. Volume I. Origine mystique des arcanes et primauté des nombres. Vol. II La Cabbale fille ainée de la science des nombres. Vol. III L'Alchimie Mystique. la Tradition Solaire. Paris, Omnium Littéraire, 1968-1972. In-8º 3 vols. 114, 158, 94 pp. **
Defense of kabalistic and christian origin of the Tarot. In the chapter Clef des auteurs are mentioned as the best ones: Marteau, Rijnberk, Valentin Bresle, Wirth, Haven and Allendy. 



48 - CROWLEY, Alesteir. THE BOOK OF THOTH A short  essay on the Tarot of the Egyptians. New York, samuel Weiser, 1977. In-4º 287 pp. **
Although a bit unortodhox, or left handed teaching, without rules and obedience to the Divine, still is a good book as A. Crowley was inteligent and erudit and skilled in magician arts. But a bit mad in some of his extravagancies and use of drugs and sex, or in the prophecies he made. So it is a book to be read with attention and best if you are mature or you can dialogue with other people about the teachings and pratices given there.

49 - SHARMAN-BURKE, Juliet. OS SEGREDOS DO TAROT. O seu destino na leitura das Cartas. Lisboa, Editorial Estampa, 1998.
In-folio small, 128 pp. **
It is a rich work, althought with many inacurate informations, as the author compares diferent tarots (may be not in the best way as considers them all at the same level), myths and religions, without a deep knowdlege of them being. At same time she is a psychoterapist uniting her professional work with tarot counseling, using the 78 cards.  Still her spiritual vision adn experience is not so much present, but more a capacity to read and to listen and then just give a sound and prudent advice, as we can see from some examples of readings...