quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Leituras das nuvens lisboetas de 15-XII-2016

     As nuvens da aurora dão-nos os bons dias e as do pôr-do-Sol as  boas noites. Sabermos acolher e assimilar tais energias e cores em estados de consciência luminosos e frutíferos, eis uma  prática espiritual valiosa...

Tornar mais o cimo da aura uma clarabóia: bóia de vidro claro que discerne e atrai as bênçãos do Oceano Celestial

Tal como as árvores, as nuvens estabelecem a ligação entre a terra e o céu, o solo e o Sol, e tocam-se e amam-se por vezes

O Tejo e as Tágides nossas, de Camões e Bocage até aos nossos dias, amam imitar as reverberações solares que os Zéfiros e Anjos desenham e afeiçoam nas ondulações nebulosas...

Stupas e espirais subtis e ascensionais

Voo rápido na aurora que tinge as nossas almas...

Sobre as altas pirâmides e torres as nuvens desafiam-nos esfingicamente ao auto-conhecimento 

Focar o fugaz voo introduz-nos na transitoriedade e na aspiração do mais perene....

Voos ascensionais na aspiração da Luz do Sol Divino, peito e asas bem abertos... 

Danças e grinaldas, sereias e mensageiros rodeiam a cabine do navio

Terra, água, ar, fogo, éter, mente, espírito

A Grande Deusa, em serpentina espiral

Deusas, génios, dragões...

Simorg, a ave mística dos Persas e de Attar, sobrevoa Lisboa


Birds of Fire, Agni...


Encontros de Hermes 

Segunda série: Riscos e frontes alongadas...






Última série: Os grandes Deuses gregos e romanos ainda se vêm nas nuvens 



Aprofundar a entrada na alma espiritual 

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