domingo, 4 de dezembro de 2016

do Sol e de Lisboa do alto de Monsanto. 4-XII

Querermos abrir-nos à Luz, faz-nos vê-la e acolhê-la mais...

Clarão muito ao longe que se torna tão próximo e dentro de nós...

Aparições ou teofanias, a magia do nosso ser-ver...

Globo ardente de Amor que nos iluminas, adorações a Ti...

Como a  luz do Espírito ou aquela que  uma "meiga" galega filtra no bosquecito...

Mountains cry for God...
O cair da noite banha os céus da suavidade divina

Azulejos belos no meio das ruínas no mais alto de Monsanto: uma lástima e só com uma burka grande se pode tapar a degradação à volta...

Vastas planuras, o horizonte da nossa alma que se expande...
Aquedutos terrenos e salvo-condutos celestiais 
                             
Sobre os tectos esburacados peregrinos comungam com e sob a abóbada celeste: o Jorge e a filha Mariana...

O aurifero leito das Tágides conclama as tonalidades rosadas

Eixos dos mundos: como está o nosso?

Observatórios, submarinos, amarelos, sol e nuvens...

a ponte que liga as duas margens, ou as barcas das almas em travessia...

O pulmão verde de Monsanto protege teluricamente a cidade enquando os zéfiros azulados a renovam nocturnamente
                           
Jaanelas grafitadas e desenvidraçadas sobre o mar da palha lisboeta

Ó casario e grande alma olisiponense....

Sonhar, aspirar, voar é próprio do melhor do ser humano, e quando o Amor divino une mesmo os dois no um tudo é possível...

Do alto de Monsanto, Lisboa, rodeada das águas mais limpas do Tejo e dos pinheiros esverdeados e céus anilados,  ainda é bem bela.... 


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