sábado, 22 de outubro de 2016

Tarot, o Louco, o Joker (0 ou XXII). Arcano inumerado; imagens e ensinamentos.

A carta ou arcano do Louco, do Vagabundo, do Simples, do Tolo, do Joker é provavelmente a mais misteriosa de todas   porque, ao ser inumerada, é possível de ser lida ou inserida tanto no fim como no princípio, como 0 ou como 22, prestando-se portanto a diferentes papéis, quais sejam o de abrir a história e peregrinação, mensagem e iniciação  das cartas ou fechá-la e, em segundo, porque a personagem pode ser interpretada em sentidos vários, ora negativos ora positivos, bem distintos.
A sua não sujeição a um número tem ainda um outro objectivo, que é o de nos fazer sair da ordenação racional, numérica, quantitativa tão predominante na humanidade e sobretudo nas sociedades que mais se vão desenvolvendo e auto-regulando de modos por vezes tão massificantes e alienantes e que restringem tanto a simplicidade e liberdade.
Ela teve, tal como verificamos nos outros arcanos, uma primeira época de representação pictórica bastante aberta e artística, a dos Tarots italianos primordiais. E vemos então num dos primeiros, o de Visconti-Sforza, um louco com sete penas ou cornos na cabeça e um grande varapau, que tanto faz lembrar o homem verde e shamânico da religião europeia pré-cristã, o simples, idiota, preguiçoso ou vagabundo da tradição oral russa, como o próprio ser humano na sua tragédia da inadaptação social, ou ainda da  sua solidão ou ignorância,  ou ainda da incompreensão da sua genialidade ou anormalidade.

                                        
Assim, pelo sofrimento e incompreensão, impassibilidade e exorcização, ou pela sua não pertença a este mundo, o Louco surge neste arcano quase como o mestre Jesus a ser escarnecido e chicoteado e, lendariamente ou não, com uma vara ou cana na mão e uma coroa de espinhos, ser proclamado INRI, Iesus Nazarenus Rex Ieudorum, divisa esta que curiosamente teve fortuna nas tradições alquímicas e esotéricas, sendo entre nós bastante trabalhada por Fernando Pessoa, transcrevendo e dando até sentidos bem luminosos, embora  certamente não tendo conhecido esta versão italiana do Tarot, na qual o Idiota ou Louco é um sacrificado, quase que poderíamos dizer um Cristo, Christos, tradução grega da palavra Messiah, hebraica, que significa ungido, título  atribuído nas escrituras hebraicas a alguns seres considerados como ungidos por "Deus", como teria sido o rei Persa Ciro, destacando-se  as profecias da vinda de um Cristo  na forma sofredora em Isaías e vencedora em Zacarias.
Erasmo de Roterdão será um dos escritores que com mais sucesso tratou da tolice ou estultícia dos seus contemporâneos e sobretudo de certas práticas e crenças da religião Católica mas apresentará simultaneamente seja a loucura de Jesus, seja a dos que amam perdidamente a Jesus ou a Deus, ou dos que se amam mais intensamente entre si, indiferentes ao que os outros pensam, como evidentes sinais do valor psicomórfico dela, qual sal supra-racional amoroso da Terra, na sua memorável obra, entre nós ainda não traduzida do original e na sua versão última e mais completa, o Elogio da Loucura, ou, se quisermos, Elogio da Estultícia.
    Já na representação no Tarot d'Este encontramos uma espécie de sátiro, diabo, shaman, jogral, bufão ou bufarinheiro com três crianças brincando ou tendo curiosidade no sexo, sendo quase uma espécie da sombra ou do lado instintivo do Mago, ou donde este desabrochará, tendo a mão esquerda para o alto e a direita segurando uma vara ou um tirso, com um pano ou saco pendurado, parecendo até um estandarte, algo que se metamorfoseará nas representações posteriores. São as forças da Natureza, seja instintivas seja báquicas e iniciáticas, para além do bem e do mal convencional e social,  no fundo presentes em todos os seres, provavelmente o que se quis realçar.
                         
Já no Tarot também do séc. XV de Gringonneur, o Louco, em italiano Matto, donde derivará a designação francesa de Mat, e donde virá talvez o cheque-mate (em árabe, sheik, mestre, rei, e mat morto), o golpe súbito e que derrota o adversário,  é representado a fazer habilidades, qual jogral ou bobo, algo que existia em geral em toda a Europa antiga e que era até recebido e bem renumerado nas cortes europeias, vendo-se algumas crianças a atirarem-lhe pedras.
                              
Há que realçar este contraste entre os jovens sem noção de pudor ou vergonha quanto à sexualidade, ou ainda de respeito pela figura mais velha e forte, que surge impassível e acima das crianças, bem como o fio de guisos ou chocalhos que segura, fazendo lembrar o entrançado de vidas que o sutrama ou fio da vida-memória supra-terrena indiano liga. Algo que poderemos relacionar com outro identificador a surgir nos Tarots de Marselha e posteriores: a trouxa e o bordão ou vara que leva às costas e pelas quais manifesta tanto a paciência, humildade e determinação como um quinhão de experiência, memória e sabedoria, como ainda a sua não identificação e subjugação à sociedade dos teres e haveres, não tendo casa, sendo um peregrino, denominado na Rússia antiga os "homens nus", ou ainda os renunciantes semi-religiosos dos vários povos. 
Talvez sob a inspiração deste arquétipo Lev Tolstoi terá deixado por fim a família e se dirigido para a liberdade pura e a morte, porta do mundo subtil-espiritual...
Neste sentido é curial numerar-se o Joker ou Vagabundo como 0 e antecedendo o jovem Mago; e de facto, ao compararmos os dois arcanos, vemos as semelhanças e até uma possível menção à ideia de que o ser humano é um espírito imortal e que, quando nasce e vai entrar no caminho da vida e do conhecimento, o I do Mago, ele tem atrás ou por dentro de si um ser anterior que já vem com a sua mochila, isto é, as suas características próprias, o seu karma e dharma na linguagem indiana. 
Será então nos Tarots de Marselha e de França, nos começos do séc. XVII que se fixa  representação mais tradicional e seguida do Louco até ao séc. XXI. E o que vemos neles?
        
Nestas quatro versões o que vai triunfar como iconografia é bem mais simples: uma espécie de peregrino, bufarinhão, mendigo, um sannyasin dir-se-ia,  o renunciante itinerante da tradição indiana, é apresentado, a caminhar com um bordão e a olhar para cima, para o céu, levando ainda noutro bordão, vara ou colher um saco pequeno com os seus magros haveres e saberes, tendo a sua cabeça coberta por uma espécie de chapéu com certa forma de espiral ou lemniscata e com um berloque vermelho na ponta posterior dele, como que assinalando um eixo de gravidade, um concentrado energético na sua memória, uma religação que a nós contempladores dos arcanos ou mistérios do Tarot compete sondar, trabalhar, na linha até da reminiscência pitagórica e platónica.
                                               
O semblante é de sábio, sereno, inteligente e parece determinado no seu avanço numa paisagem amarela ou torrada pela sol e donde vicejam tufos verdes e brancos, junto aos seus sapatos vermelhos que, tal como o berloque e a veste vermelha, parecem indicar forças ígneas, activas, que entram ou emergem pelo cimo da cabeça e pelos pés, e pelo peito ou coração, e que ele infunde no seu caminhar confiante nas passagens e ligações adaptantes que tiver de fazer.
O que leva ele na trouxa e o que significam tais pertences ou haveres, memórias ou conhecimentos, sabedoria ou poção mágica, e qual é o simbolismo do cão que lhe parece rasgar as calças, são questões valiosas de serem  meditadas, tanto mais que, como sabemos, os arcanos são polisémicos, multivalentes e aptos por isso a sugerir ou aconselhar, conforme a nossa capacidade e  necessidade...
Está o fiel amigo a avisá-lo dos perigos que o ameaçam e procura alertá-lo e pará-lo?
Representa o animal ou cão os instintos que de certo modo o podem enfraquecer, desfigurar ou ferir, ou seja a sua componente animal e sexual, sempre pronta a manifestar-se sob e contra a roupagem social e moral?
Ou o animal mais do que um cão representa uma espécie de animal negativo, do ambiente que o rodeia e que ataca e procura atrasar, deter e fazer mal, obrigando-o por isso a avançar?
Mas o que leva ele na na extremidade do bordão, na sua bolsa ou trouxa, que faz lembrar a que o Mago na carta I tem sobre a mesa diante de si e mais pequena?
Serão as  experiências da vida que ele leva no seu interior, estando seja a avançar na vida seja já a partir para o outro mundo, ora sem o saber ora despreocupado e desprendido?
Será o seu ouro alquímico, destilado na progressão pelos diferentes arcanos durante a vida terrena, se o colocarmos no fim das cartas , ou será o mistério ou arcano secreto do seu espírito, se o virmos e lermos no princípio, como a posição do ser que incarna sem saber bem como, onde e porquê, todavia trazendo o saco da sua causalidade ou karma e da individualidade formada primordialmente e divinamente, a qual de certo modo lhe é imposta, já que a vara que segura a trouxa está como que presa por dois fixadores à sua roupagem, no que nos relembra o arcano XII do Pendurado ou Enforcado, no seu aspecto sacrificial e de aceitação serena? 
                                                    
Haverá relação entre o cão e a bolsa, já que estão na mesma linha axial, tanto num sentido de componente animal e destilação espiritual, ou ainda de sublimação e controle da instintividade, animalidade e sexualidade, em racionalidade, sabedoria e amor?
Este arcano convida-nos a meditarmos a unificação das nossas forças instintivas e anímicas, tanto mais que os guisos que leva no peito e na cintura denunciam musicalmente a nossa presença, ou como está essa harmonia, e se estamos a caminhar desimpedidos de estorvos ou laços, fazendo harmonias inferiores e superiores na escala sem fim nem horizonte que o fundo totalmente branco da carta também sugere ou aponta.
No início do séc. XX, com o Tarot de Arthur Edward Waite introduzem-se alguns factores novos prestando-se a novas interpretações e, sendo ele um ocultista americano  e a viver na Inglaterra, será bastante grande a sua fortuna no mundo anglo-saxónico, pelo que muita gente passará a ver e a interpretar o arcano do Louco pela imagem que A. E. Waite e a sua desenhadora Pamela Colman Smith geraram. 
                                 
O que ele fez realçar é a descontracção, a felicidade, a ligação à luz do Sol (no de Marselha vista apenas indirectamente no chão amarelado), e o já não estar apenas com um varapau e trouxa vestido de modo burlesco e rasgado, pois é "melhorado" bastante no seu aspecto e riqueza. Alguma influência da burguesia victoriana e mesmo dos pintores pre-Rafaelitas perpassa por este Tarot, muito delicado, colorido e esotérico, sem dúvida, mas com aspectos novos que embora significativos podem prestar-se depois a interpretações ou mesmo doutrinações em consultas semi-erradas ou perigosas, tal como se pode ouvir no Youtube em algumas cartomantes inglesas...
Em vez de caminhar normalmente realça-se a sua desatenção e inconsciência de caminhar junto ao abismo e de poder até cair, porque estará protegido. O cão que o mordia passou a estar ao seu lado a saltitar contente. O ar medieval e adulto perdeu-se e encontramos um jovem livre, desprendido, confiante, belo..
A descrição do próprio A. E. Waite, no seu The Pictorial Key to the Tarot, de 1901, é a seguinte: «um jovem com vestidos magníficos (gorgeous) (...) o precipício não lhe causa terror: como se os anjos o amparassem se ele caísse (...) a sua face é plena de inteligência e de expectativa nos sonhos (...) leva um bordão caro e uma bolsa curiosamente tecida (...) É um príncipe do outro mundo e vai neste na glória matinal. O sol que está por detrás dele, sabe de onde ele vem, para onde ele vai, e como ele retornará por outro caminho depois de muitos dias. Ele é o espírito na procura de experiência. Muitos símbolos dos Mistérios Instituídos estão sumariados nesta carta que deitam abaixo, sob elevadas garantias, todas as confusões que a tinham precedido». 
                                                           
Vemos assim Arthur E. Waite a lançar, com as "bênçãos" das suas ordens secretas ("under higher warrants"), uma nova iconografia  (com o sol, rosa branca, abismo, jovem belo e rico) e interpretação da carta, como aliás é expressamente dito no prefácio: vai tratar de elevados aspectos do simbolismo do "completo e rectificado Tarot", de Pamela C. Smith.
O aspecto mais positivo ou acertado é Waite  acentuar tratar-se da representação da peregrinação da alma humana vinda dos mundos espirituais e que desce confiante à Terra, na qual avançará, protegida seja pelos Anjos seja pelo Sol, o qual sabe quem é ele, embora Waite não esclareça quem é o Sol que sabe que a alma retornará a Ele, mas deduz-se que é a Divindade. Arthur E. Waite poderia ter mais bem clarificado o que entendia ser as relações  entre corpo-alma-espírito-seres espirituais-Divindade, embora saibamos que na verdade cada um tem de a descobrir por si mesmo, iniciaticamente, perseverantemente, num ora et labora diários e que não está dependente de números, horários, esquemas ritualistas, graus de ordens  iniciáticas...
O realismo da sociedade medieval e renascentista, os aspectos pagões e shamânicos deram lugar a uma visão mais simples e alegre, confiante e delicada. Deixou de se realçar a simplicidade e pobreza voluntária e de essência, ou o inconformismo social do louco,  idiota, simples, nómada, bom selvagem, homem verde heterodoxo e contestatário até involuntariamente, que as versões anteriores continham e que todos nós devemos manter vivo na consciência peregrinante e no potencial que volta e meia se actualiza, nomeadamente quando peregrinamos, ou lutamos contra tantas manipulações, e nos manifestamos contra a agro-química Monsanto em defesa da Terra ou Gaia ou noutro tipo de acções de resistência à exploração e normalização massificante do Sistema, destruidora dos eco-sistemas.
Talvez pudéssemos mesmo acrescentar que alguns Tarots ou seus intérpretes mais moralistas e castigadores viram este arcano como muito maléfico e correspondente ao funesto destino que aguarda os que se portarem mal, sendo pois uma carta de aviso dos perigos da inconsciência, da irresponsabilidade, das falhas no percurso da alma na Terra, algo que faz pouco sentido se o virmos até como uma lembrança da nossa condição de peregrinos e filhos do Sol, talvez discretamente simbolizado ou aludido no berloque vermelho que o coroa...
Podemos contemplar ainda  o Tarot concebido e desenhado segundo as indicações do mago inglês Alesteir Crowley, que Fernando Pessoa bem conheceu quando aquele o veio visitar a Lisboa em 1930, fazer magia com a sua companheira Hanni Larissa Jaeger, desaparecer das vistas que o espiavam e iniciar Raul Leal e de certo modo, o próprio Fernando Pessoa, como este escreverá ou confessará mais tarde.
                                                 

Crowley era um ocultista muito culto mas bem mais desequilibrado que o racional A. E. Waite, com quem aliás polemizou e discutiu quanto a quem mandava na ordem da Golden Dawn, considerando-o um chato,  algo até compreensivo não só pela sua força e muitas viagens realizadas mas porque era também algo megalómano pelo seu poderoso ego e abuso de sexo e drogas. 
Nas suas explicações do Tarot vemos então que explica bem as raízes arcaicas, matriarcais, egípcias, celtas (Dalua) e pagãs deste arcano numerado como 0, visto então como símbolo da Luz Criativa, do Homem Verde, do Baphomet, do Príncipe encantado e errante, do Trovador e jogral, forte e inocente, de impulsos súbitos, de loucura criativa e unido à fecunda Natureza, com as uvas do vinho extático de Dionísiso, a pomba feminina de Ísis, Afrodite e Maria, o crocodilo do Nilo, Sebek a congregarem-se no forte desenho deste arcano 0 do Tarot. Acerquemo-nos agora de outras versões...
Na profusão dos milhares de Tarots que se criaram nas últimas décadas, na abertura crescente da Europa ao esoterismo, e quando Portugal, o Ocidente e a Humanidade pareciam poder entrar mais numa nova era de conhecimento e fraternidade, utopia rapidamente oprimida e destroçada pela inépcia e ganância insensível do capitalismo e imperialismo liderado pela USA mas com os seus agentes ou mentalidade em quase todos os governos e instituições financeiras, como em Portugal se viu tragicamente, com as sucessivas crises e escandalosas sonegações dos dinheiros públicos e do povo, podemos perguntar quais serão os melhores Tarots criados nestes tempos, os que melhor transmitirão conhecimentos e impulsos evolutivos e libertadores ao mesmo tempo tradicionais e actuais?
                                                    
Quais, após os clássicos já vistos e algo trabalhados, deveríamos nós pela sua qualidade contemplar e receber mensagens, impulsos?

Pouco os conhecendo, da profusão imensa que a Internet permite ver, eis uma breve selecção de versões  com alguma qualidade, as primeiras mostrando aspectos do arcano da dita Simplicidade e Loucura no Feminino:
Ousar amar o mar, a Natureza, a Humanidade, destemidamente, e saltar, dançar, voar, amar, deixando o Princípio Divino Feminino em nós brilhar, irradiar..
"Saber ler e imaginar, meditar e amar", mostra-nos a criança encantada, exterior e interior, algo bem necessário neste momento histórico em que cada vez mais as pessoas começam a ficar presas nas malhas não só da superficialidade e manipulação dos media, como também nos telemóveis e internet e suas redes sociais, frequentemente tão alienadoras e mesmo desinformativas. Esta versão do arcano  é um apelo verde, simples, feminino à leitura de bons livros e mesmo do Tarot, como meios de resistência, activismo, sonho, expansão, elevação... 
E aproximando-nos do fim destas reflexões e meditações sobre  o arcano do Vagabundo, do Simples ou Louco, apresentemos mais duas versões, numa unidade com a Tradição Perene no Oriente:
                Sannyasin,  o renunciante itinerante da tradição indiana, sob o Sol irradiante do Aum, ou a Divindade no Seu nome transmitindo a energia divina, em som e significado que une os três mundos físico, psíquico e espiritual...
             O persa Mevlana Rumi, mestre  no Amor Divino, místico, músico, louco, dançarino, desprendido do mundo para o coração estar em alegria, amor, dança, unificação, adoração..
       Terminemos esta aproximação ao Peregrino, ao Joker, ao Simples, ao Idiota, ao Louco, como fim (e princípio) dos dos 22 arcanos do Tarot, com duas representações e legendas...   Que ela nos inspirem e guiem:     
          
Ousa, salta, luta, vence, sê, avança, ama...
        E, finalizando mesmo, com a versão tradicional de Marselha e sob a inspiração e orientação da estrela nossa do Espírito divino, com a seguinte legenda como proposta de trabalho consciencializador ou despertante: "Eu busco o auto-conhecimento, e vivo cada momento do Caminho diário  livremente, criativamente na Luz e no Amor, na Justiça e na Verdade, ou na sua demanda, aspiração e meditação..."
                                                   

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