segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Tarot (III- A Imperatriz), imagens arquétipas, símbolos energéticos, iniciações conscienciais

                                                 
No dia 3 de cada mês podemos sintonizar mais com o arquétipo da mulher coroada ou iluminada, com o escudo da subtilização da águia invencível no peito e o ceptro do poder da religação vertical,  denominada nas cartas ou arcanos do Tarot,  gerados no começo do Renascimento na Europa, a Imperatriz, acima da múltiplas rainhas e princesas


A Imperatriz, nesta imagem do Tarot do começo do séc. XX de Arthur E. Waite, representa tanto a fertilidade, a abundância, a riqueza da Natureza, cósmica, terrena e humana como sa alma humana exercendo a mediação fecundante e mágica, política e benigna. 
   O diadema de estrelas que a coroa irradia representa a sua ligação com as frequências vibratórias dos raios celestiais, dos mundos espirituais, e recebe-os e partilha-os por um pequeno ceptro culminado por um globo, na forma perfeita do círculo ou duplo vaso e que, de cor verde, a da esmeralda, simboliza e irradia as bênçãos divinas do raio verde, que é tanto o da fertilidade, como o da Esperança e do Amor que se podem derramar através de nós, quando sintonizamos e vivemos mais este arquétipo feminino em nós e que bem necessário é nos nossos dias em que a secura masculina destrói tanto e tão violentamente a Natureza.
     Nesse sentido surge também o signo de Vénus sob o seu dossel e em forma de coração, a sede principal ou original do sentimento, do afecto e do fogo do amor. Como está o seu coração, o seu Graal neste momento? As asas da águia do espírito, da alma gémea, do Mestre, do Anjo da Guarda e da Divindade dinamizam-no?


Nesta imagem de um raro Tarot Português, a Imperatriz é representada com asas, atribuindo-se-lhe a correspondência com o Mercúrio, alquímico, o poder mutável da ideia, da energia e da comunicação que liga os mundos e as almas e gera amorosamente as múltiplas frequências vibratórias, ressoantes em formas, harmonias e sincronias....


No dia da Imperatriz devemos estar abertos às ideias fertilizantes e benéficas (mercurianas), aprofundar a fluidez energética e partilhar a natureza venusiana ou o Amor, e preservar num movimento ascensional ou de águia que olha para o sol, ligando-se assim a Terra e o Céu com as cores e frequências vibratórias verdes e douradas, tanto balsâmicas e fertilizantes como iluminantes e abençoantes. 


E se podermos ser mais ecológicos e embelezadores e comungar melhor com a  Natureza e os seus campos, jardins e árvores, regatos e flores, vasos e plantas, sentindo tudo e todos como emanado, em plurimilénios de gestação, pelas energias e seres da Divindade, Shakti, Maya ou Urânia, nossa Dona e Amada sempre poderosa, curativa e despertante, a Terra, o Cosmos e os seus ecosistemas e seres agradecem-lhe...


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