segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Nuvens cinzentas e o Sol que as tinge de rosa...

Ensinamentos das nuvens e do Céu, neste fim do dia 2 do 2 de 2015...
Nestes dias chuvosos, nos quais linhas e panos sucessivos de nuvens cinzentas adensam os horizontes físicos e etéricos, e logo influenciando os psíquicos ou estados de alma, convém estarmos atentos às abertas que subitamente se produzem, e em especial no pôr-do-Sol, quando a magnaminidade da Inteligência Divina dispôs o Microcosmos terrestre de tal modo ordenado em Beleza que as cores do ocaso do Sol nas nuvens possam de algum modo intensificar a noss alma, tingindo-a do rosa do Amor, do dourado da glória e adoração Divina, do azul e anil do infinito, ou mesmo agraciando-nos com o subtil e raríssimo raio verde da esperança (já romanceado por Júlio Verne) também sentido como o esmeraldino da Divindade (nomeadamente na tradições Persa e Islâmica) e causador de grande e fulminante alegria e exultação na alma de quem o consegue contemplar...
Mas para além deste banho colorido, que tanto o nascer-do-Sol como o pôr-do-Sol permitem, e que há milénios é praticado por tantos povos e tradições, com efeitos tanto terapêuticos física como energética como psiquica e espiritualmente, nem que seja por nos relembrarem as cores da nossa alma espiritual e dos mundos subtis, que comunga assim, ainda que em geral algo inconscientemente, ou por nos fornecerem alguns raios directos aos nossos chakras ou centros energéticos subtis, há outra realidade bem mais importante a sintonizarmos e invocarmos que é o do Céu ou Espaço que se encontra acima das nuvens, sejam elas mais cinzentas e pesadas da chuva (fecundadora...) seja das nuvens coloridas ou mesmo modeladas em formas e mensagens, pelo acaso ou por nós, pelos espíritos da Natureza, os Kami, os Anjos e Mestres, que nos tocam e que em tantas fotografias e textos tenho partilhado na página grupo do Facebook, "Nuvens e céus de Portugal."
Segue uma pequena recolha de imagens, nada de extarordinário,   para relembrar que no simples e no cinzento, no frio e no Inverno, com aspiração e discernimento, coração e orientação, podemos abrir ou manifestar mais a Luz e o calor do Amor...
Lisboa, neste dia 2 do 2 de 2015, simbolicamente no Tarot, da Natureza Feminina e Pontífice, ou da Dualidade complementar para a Unidade, ou como a Natureza é um livro aberto para quem a contempla amorosamente, ou ainda, e chega, como a Natureza que nos contém e sustenta é ainda o melhor espelho, livro e janela para a Divindade...

Abertas sobre o rio e sobre um dia muito nebuloso, ou como o azul do céu imenso permanece por detrás das sombras e ocultamentos que as vicissitudes do tempo e da fortuna, da saúde e do amor nos causam, temporariamente...
O pôr-do-Sol faz-nos erguer do trabalho ou ocupação para contemplarmos as cores que nos vêm refrescar e entusiasmar, aquecer e alegrar...
As almas ou os elementais da árvores estendem os seus braços nus para o céu e de lá, e do céu em nós, espreitam, ou graças são-nos derramadas...
Planos sucessivos acinzentados e contudo um fogo ardente na nossa alma que aspira sempre ao Sol do Divino e que o comunga de algum modo no espaço puro e na taça universal do coração do coração, (Jam-e-Jam), prtotipo persa do nosso santo Graal...
O Inverno despoja muitas das árvores das suas folhas reverberantes, levando com o frio a seiva a concentrar-se nas raízes e troncos. Assim que tu também te saibas recolher na tua interioridade mais funda e aí ganhares forças, seja por momentos saudosos no meio das tuas ocupações diárias, seja mais demoradamente na noite solitária da oração-meditação e dos sonhos... 
O sopro que leva as nuvens, quando passa diante do Sol poente no Oceano imenso, deixa-as tingirem-se de rosa-avermelhado-dourado, celebrando o Amor Divino que une todos os seres, ondas e partículas do Cosmos e convidando-te a abrires mais o teu coração a tal nível e frequência...
Por detrás das chaminés e picos altaneiros das religiões, das nuvens, cinzentas e para alguns algo tristes, ou coloridas e para muitos despertantes e iluminantes, ergue-se, contempla-se, alcança-se o espaço imenso, o Akasa hindu, o Logos spermatikoi grego, o Tawid islâmico, o Divino  omnipresente, e a nossa alma é convidada a silenciar-se, a libertar-se das limitações e opressões e a expandir-se e a Ser, grata...
O anil violeta, anunciador do começo do fim do período de transição, o sandhya Indiano, tão recomendado para a interiorização harmonizadora, para a meditação, para a adoração ou acção de graças, espelha-se nos céus e convida-nos a elevarmos a nossa alma aos planos ou níveis mais subtis, silenciosos e serenos de nós própios, em ressonância  geomorfopsíquica com o Universo, o Espírito e a Divindade...

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