segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Da morte e do além, e dos modos de orar por quem partiu...


Que a tua alma no além seja rapidamente harmonizada pelos bálsamos e arco-íris dos Anjos e da Divindade

A meditação da morte sempre foi recomendada pelos espirituais em todas as tradições, pois com ela aprendemos o despreendimento e identificamo-nos mais com o nosso ser espiritual e o seu corpo próprio que vamos talhando ao longo da vida.
De igual modo as orações pelos mortos surgem quase todas as tradições e assim quando alguma pessoa amiga parte devemos renovar essa meditação e oração para aprofundarmos tal mistério, germinarmos suas sementes e flores odoríferas e irradiarmos assim centelhas de luz e de amor que iluminem e aqueçam quem partiu e nós próprios, evocando-se ainda as bençãos espirituais e divinas sobre todos, pois cada meditação é sempre reflexiva, espelhante, interconectante entre o que está em baixo e o que está em cima, entre o nós e os outros...
Neste sentido no fim deste texto vão algumas orações e indicações, num video gravado hoje de manhã, pouco depois de ter sabido que uma amiga (Maria João), após doença ou diminuição já suficiente, partira...
Na verdade, todos  devemos tentar viver o melhor possível para que a morte venha na altura certa e conseguirmos dizer: “eu sei aceitar a morte, mesmo se tiver que ser voluntária por alguma causa ou por coerência. Pois a morte é uma libertação, em que deixamos o corpo e as limitações terrenas e passamos a respirar e a evoluir num mundo mais luminoso e espiritual…”
Saberei ou sei atravessar os purgatórios e purificações e entrar nas ondas dos mundos subtis e espirituais, quando vier a morte e seja despenhando-me de uma altura considerável, seja voando para a Divindade, estarei em calma ou em máxima intensificação  energética, arrancando o corpo espiritual do físico, quem sabe numa sensação talvez conhecida daqueles que já se lançaram em pára-quedas e de repente sentem o esticão e aí estão eles a flutuar num novo corpo semi-alado, uma  oval transparente de miríades de ondas e partículas de luz e e de cor..."


Assim é o nosso corpo psico-espiritual, com o qual viajaremos pelos mundos subtis após a separação do corpo físico. E se não nos acontece mais em vida terrena a consciência da experiência de sairmos do corpo terreno (ainda que algo fique nos sonhos, como a descida a pique, de elevador, ou em saltos e voos) isso deve-se à agitação da sobrevivência, à dispersão informativa e manipulada e à excessiva identificação corporal que nos impedem de estarmos mais firmes e fortes conscientemente como Eu no corpo espiritual, seja nos gestos e actos do quotidiano, seja nos diálogos e meditação, seja já nos sonhos e, por fim, quando morrermos fisicamente e partirmos renascendo espiritualmente...
Por isso, por vezes, a morte é antecida de sofrimento despojador e libertador mais ou menos prolongado, para que a alma se despreenda dos seus apêgos e saiba estar mais nua e em maior aspiração à Paz, ao Amor, à Unidade (até com os que já partiram...), à presença pura Divina, à identificação com o seu próprio Espírito...
A morte libertadora e para o Alto apontada é  o desenlace natural de uma vida mais ou menos harmoniosamente trilhada, e devemos então estar sempre preparados
para a enfrentarmos corajosa e luminosamente, não nos deixando abraçar por medos ou míticas figuras mas antes nos elevando qual chama alada, ave misteriosa ou companheiro dos Anjos...


Claro que as nossas orações, meditações e ligações verticais ao longo da vida são sempre influenciadoras dos seres que poderão aproximar-se mais de nós quando partirmos da terra física e passarmos por um entorpecimento e neblina intermediária e pelos reajustamentos das conciências e memórias ou impregnações cerebrais, oníricas e espirituais,  até estarmos e entrarmos mais consciente e clarividentemente nos mundos psico-espirituais, na chamada Terra Lúcida pelos Persas antigos...
Mas, certamente, sabemos ainda muito pouco da vida já fora da incarnação terrena, por isso o que podemos mais fazer é viver harmoniosamente, meditar bem, cuidar e meditar dos que vão morrendo e invocar e evocar os que imortais nos amam e nos podem inspirar, de amigos e antepassados aos mestres e Anjos, ou mesmo às faces e Sol do Amor da Divindade...
                                                                   

Desafios para que o nosso coração arda mais luminosamente e vença a ignorância e os apêgos e a nossa consciência se polarize mais no seu centro espiritual...

E a gravação, com algumas orações e mantras...

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