segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Das Árvores no mundos físicos e subtis e da Árvore Cósmica, e das populares tradições e clarividentes visões

                Das Árvores no mundos físicos e subtis e da Árvore Cósmica, e das populares tradições e  clarividentes visões....



Paisagem subtil com cedros e árvores, pintada por Bô Yin Râ, notável pintor e escritor alemão, em homenagem a quem criei uma página no facebook, Bo Yin Râ

 

Um dos aspecto da nossas amigas árvores pouco conhecido e menos ainda documentado é a presença dela nos sonhos, nas visões e no mundos do além, subtis e espirituais. Há contudo inúmeras lendas e contos que nos mostram as árvores a moverem-se ou a falarem, e há muita gente a vê-las nos sonhos, e muitos de nós já tivémos a visão da Árvore cósmica que liga a Terra e o Céu, os seres humanos e animais e a Divindade, tão representada na Arte Antiga...
 
 
 
Sri Tathata, um sábio yogi da Índia, que estará de 4 a 6 de Novembro entre nós (evento no Face), testemunha aqui a meditação iluminativa sob a figueira sagrada, tal como Sidharta Gautama, o Buda, e tantos outros mestres ao longo dos tempos..
 
 
 
 

Do Extremo Oriente....
Quanto a tradições populares há uma curiosa, que até pode ter acontecido algumas vez em Portugal, pois está associada às festas dos mortos, ou seja, quando cultivamos mais a ligação com os mundos subtis e  que ocorrem no início de Novembro:
Joaquim Alberto Pires de Lima, na sua bem interessante obra “No Crepúsculo”, 1951, cita Olavarria y Huarte, no seu “Folklore de Proaza” e conta-nos que “no dia dos Fiéis defuntos, vêm à terra os mortos, depois das doze badaladas da meia noite, e que os que roubaram alguma coisa na vida, a trazem às costas: assim por exemplo, os que roubaram uma árvore, trazem-na ao ombro, estendida e com a copa para a frente, de maneira que a primeira coisa que se vê são os ramos. Se isto fosse possível, em Portugal, poderia assistir-se, no baixo Minho, à meia noite do dia 2 de Novembro, a uma grande parada de milhares e milhares de almas do outro mundo com os pinheiros às costas, pois que os ladrões de árvores são vulgaríssimos nessa terras. Seria um espectáculo fantasmagórico e de um realismo surpreendente...”
 
 
(Fotografia da net). Já sem a copa, pois arde num instante. Contudo na tradição do mundo subtil ou da vida depois da morte fisíca, a árvore virá com a folhagem verde à frente, talvez para lembrar as esperanças que cortamos com os nossos actos egoístas, irreflectidos ou insensíveis....
 

Despertarmos mais a nossa ligação com a Árvore Cósmica ou Primordial e com as árvores, bosques e jardins do Cosmos visível e invisível é uma demanda a tempo inteiro e que passa pela verticalização da nossa coluna vertebral e a sua sub-coincidência com a Cósmica, pela consciência do que se alimentam as raizes da nossa árvore interior e pela preservação de uma boa qualidade de relacionamento com as árvores no fio do tempo, mesmo que seja no leve tocar numa delas, num passeio de uma rua qualquer de Lisboa ou do Além...
 
Caminhos por entre carvalhos alvarinhos transmontanos no Gerez
Sim, há que merecer e reclamar, admitir e receber mais, nas paisagens ou cenários dos sonhos, a presença das árvores e dos seus ensinamentos e benefícios medicinais, não tanto por roubos delas mas porque as amamos, as estudamos e as cultivamos...
E, claro, comungar mais amiúde com elas, nos jardins citadinos ou na Natureza e seus vales, montanhas e aldeias...

Erguendo-se ao céu e elevando-nos também....


Texto para a página do Facebook criada por mim:  Culto das Pedras, das Árvores e das Águas....

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