sábado, 22 de março de 2014

A morte e a luz de Antero de Quental (1842-1891).

Da morte e ser de Antero de Quental (1842-1891).
Da Vida e Morte, e da peregrinação do Ser no Espaço e Tempo. 

Há o tempo da vida natural, há o tempo circunstancial e há o tempo ideal de vida, ou mesmo o que desejaríamos de perfeição, de Amor, de plenitude...
Uns seres morrem mais cedo, por circunstâncias várias, e outros mais tarde, maturamente, e o porquê é sempre tão complexo de se deslindar que apenas podemos perseverantemente sondar, fragilmente deduzir, subtilmente sentir e intuir, tentando nas nossas vidas merecermos viver com mais consciência e qualidade, aproximando-nos da nossa realização mais elevada e qual se entretece na dos outros, tal como Antero de Quental viveu a sua vida atribulada de cavaleiro na demanda do Santo Graal e de apóstolo da Justiça, da Liberdade e do Bem, solitário mas tocando tantos e que pereceu talvez algo precocemente, embora a intensidade da vida inicial tenha sido bem fulgurante...
Ora com Antero de Quental (18-IV-1842/11-IX-1891), o seu suicídio, a forma mais radical de se equacionar e solucionar o dilema da durabilidade e da esperança neste tempo e espaço terreno, ou de se concluir a peregrinação terrena, com todas as consequências que pode acarretar em relação às energias que o envolviam e que deixou, a que circunstâncias se deveu?
Muitas foram e têm sido as hipóteses ou causalidades admitidas e, depois de ter lido, reflectido e meditado algumas, penso que no seu fundo ardente e idealista mais do que instável, no seu terreno físico com dificuldades grandes de digestão (um provável estrangulamento do piloro) e de dormir, intimamente relacionadas com sistema nervoso muito sensível e que, por uma série de circunstâncias exteriores e interiores, foi ficando hipersensivel em certos aspectos e afectado em relação às suas capacidades de responder às expectativas de vida e que com o decorrer dela se foi exauriu algo rapidamente.
É possível que Antero se tenha  tornado  ora inquieto e excitado, ora abatido e deprimido, ou mesmo apreensivo com as ideias que lhe passavam pela cabeça ou as situações e empresas que tinha pela frente, nomeadamente, nos últimos dias da sua vida, quando no regresso aos Açores com as suas pupilas esse projecto  inesperadamente foi por água a baixo.
É natural, igualmente, que a sua visão da Vida-Morte, algo influenciada pelo o niilismo e de algum modo pelo Budismo, com a cruz cada vez mais pesada da sua existência e com a esperança do futuro sossegado desaparecendo do horizonte carregado de nuvens acorianas, tenham contribuído para a partida voluntária e para nós precoce...
Penso que o facto de não ter conhecido melhor a Tradição Perene, seja a Indiana Yoguica mais do que a Budista, ou mesmo a Tradição Espiritual ocidental, embora tivesse lido e relido a mais católica e humilde Imitação de Cristo e alguns místicos profundos alemães, não lhe terá permitido receber as melhores bênçãos das suas meditações, que também não terão sido as mais adequadas em termos de harmonização psico-física e de realização espiritual.
Penso no facto de não ter encontrado e se unido à sua Beatriz, entre as que vira, conhecera e amara, algumas das quais o fizeram apaixonar e chorar, contribuiu também para que a sua dor e desilusão da existência terrena que iria levar de novo em Lisboa com a sua irmã, com quem não se dava muito bem, se tornasse insuportável...
Penso ainda que ao não ter equilibrado bem a razão-pensamento com a imaginação-sentimento, nem ter encontrado a profissão e os meios ambientes receptivos ao seus ideais morais e políticos, potenciou os problemas psico-somáticos e as insónias, acabando por ainda relativamente cedo, aos 49 anos, estar algo envelhecido e com poucas forças para continuar a lutar e a criar, sobretudo quando foi confrontado com o ruir das ilusões que projectara no retorno calmo à sua matriz açoriana.
O suicidar-se poderá ser visto então tanto como uma decisão corajosa e madura como uma retirada para o além perante as fragilidades psicofísicas e as contrariedades ou desilusões que foram tombando sobre si e mais fortemente no último mês de vida
Destas contrariedades, três das últimas foram talvez determinantes, provavelmente, além das desilusões anteriores amorosas: no Porto, fora em 1891 o presidente da Liga Patriótica do Norte, uma tentativa de estudantes, intelectuais e gente mais patriota e revolucionária de reagir ao Ultimatum do imperialismo inglês, mas que não conseguiu durar muito, nem ter o dinamismo como ele desejara, pois as divisões entre os dois partidos, monárquicos e republicanos, e entre as personalidades, acabaram por a fragmentar e fazer com que Antero perdesse a sua última cruzada pela Liberdade, com dignidade e justiça, e da qual sobreviveu um notável discurso, ainda hoje valioso...
Regressado aos Açores, sob esse peso, mas levando consigo o seu tesouro do coração (as duas pupilas) e com a esperança que conseguisse assentar, Antero vê que tem de separar-se das órfãs do seu grande amigo Germano Meireles e que estavam ao seu cuidado há vários anos, pois a sua irmã Ana Guilhermina, que pensava que poderia com ele educar as crianças, não se deu nem com o clima açoriano nem com elas, decidindo voltar para Lisboa, o que terá sido talvez a causa determinante...
Finalmente, a terceira causa ou circunstância foi o clima húmido e enublado, algo depressivo para certas pessoas, a exasperar e a abater demasiado os seus nervos, digestões e insónias forçando-o a reconhecer que não conseguia ficar na ilha no meio do Oceano, ainda que fosse essa a sua intenção. Instaladas as filhas adoptivas, dilacerado por tal separação, compra o bilhete de barco para Lisboa, mas nos últimos dias entra no fatal desassossego...
Vemos então avolumarem-se vários factores que contribuiriam para lançar Antero na decisão de se encaminhar, destemido ou perdido, para a passagem sempre difícil da morte para os outros mundos. Deveremos pensar que a responsabilidade principal foi dele, com plena consciência e livre-arbítrio, pela sua desilusão filosófica e social, opção niilista ou dor religiosa, e pelo desespero em que se encontrava de não conseguir digerir (pelo que tomava uma só refeição por dia) nem dormir?
A penúltima pintura que dele temos, realizada por Columbano (se está próxima do retrato real, ou se foi mais a imaginação do pintor a retratá-la assim, é uma dúvida) parece mostrá-lo já algo entre este mundo e o outro, pelo olhar dualizado (no lado esquerdo forte e no direito morto), pelo alongamento à El Greco que foi emprestado à face de Antero (também bastante desequilibrada na simetria), magra e com as entradas na testa já tomando conta do cimo da cabeça. Da escuridão da roupa e do fundo resulta uma evocação da morte e Antero surge como que tendo-já dentro de si ou mesmo perspectivando-a ou fitando-a, calma e destemidamente, e não olhando para nós...

Antero pensador trágico, no final da vida, carregado por Columbano Bordalo Pinheiro...
Como Antero é dos nossos pensadores talvez o que mais dialogou com a morte e a aceitou ou amou desde cedo e ao longo de toda a vida, não terá sido tal familiaridade decisiva para a facilidade de se lançar tão decidido em tal acto extremo?
Oiçamo-lo, num dos muitos exemplos possíveis dessa sua paixão funesta poética, nos dois últimos tercetos, do soneto VI, no Elogio da Morte, a dizer que ainda que possa ser pecado o suicídio, não é o sonhar e adorar a Morte, como libertadora, como a paz inefável, identificando-a com o não-Ser absoluto:
"Em mim seduz-me a paz santa e inefável,
E o silêncio sem par do inalterável,
Que envolve o eterno amor no eterno luto.

Talvez seja pecado procurar-te,
Mas não sonhar contigo e adorar-te,
Não ser, que é o Ser único absoluto"

Entre o morrer naturalmente de, ou no, envelhecimento, entre o sofrimento e as desilusões dolorosas que sentia se continuasse vivo no corpo físico, entre o mistério do que o aguardava e a serenidade silenciosa a que aspirava ou em que acreditava vir a encontrar ao libertar-se do corpo, Antero optou por partir, com mais ou menos lucidez e desprendimento, com mais ou menos dor e desespero... 
O pensamento, que certamente teve, de que, ao deixar assim as duas crianças, iria infligir-lhes um grande sofrimento, não o poderia ter detido de tal acto? 
Ou na despedida que fez a elas e em que estiveram abraçados vários minutos a chorar, quando foi decido o regresso, teria ele já feito o anúncio e o corte da despedida total, ao estar supra-consciente que o afastamento do seu convívio e missão pedagógica que tanto o alegrara, seria definitivo, e que a partida para Lisboa, não teria regresso e poderia ser um símbolo da partida plena para a morte e portanto substituível por ela nos Açores?
Deveremos então pensar que, nas determinantes do acto, o perder a companhia das crianças terá sido o contributo mais forte na causalidade de se desiludir da vida e apressar o encontro com a morte e o além? 
Ou terá sido antes o seu enfraquecimento psicossomático, com toda a quota parte de desilusões, desagradáveis para quem fora um forte, génio e santo e se via agora algo fraco, isolado e frustrado, tendo ainda a puxá-lo, senão a sedução (ou o calmo amor), pelo menos uma certa visão da morte como paz, liberdade e acesso ao Nirvana da extinção dos desejos e da ignorância e da entrada na impessoalidade, contribuindo ainda para tal os suicídios recentes de Júlio César Machado e de Camilo Castelo Branco, este privado de ver? 
Em verdade, terá ele pensado que chegara mesmo a hora de partir, que o principal já estava feito, desde a educação das crianças às suas poesias e textos filosóficos, considerando que com pouco mais poderia contribuir para mudar o curso dos acontecimentos ou as características do espaço cultural nacional, tanto pela sua incapacidade em completar o livro final da sua Filosofia, no qual tanto trabalhara (e do qual as Tendências gerais da Filosofia Portuguesa na segunda metade do séc.XIX, publicado em 1890, foram e são um notável sinal e resumo) como pelo próprio meio, pouco receptivo ao alto idealismo das suas aspirações e do seu Programa de Trabalhos para as Gerações Novas, título até de um trabalho, que destruíra?
Sabermos exactamente que estados anímicos e ideias mais passavam ou estavam no seu foco de identidade consciencial, e qual deles o guiou ou empurrou nesse acto, escapar-nos-á sempre e provavelmente só ele nos poderá um dia explicar as proporcionalidades causais que dedilhámos...
De qualquer modo, no muro ou cerca do Convento da Esperança, no banco do jardim, sob a palavra Esperança e a âncora que estavam atrás da sua cabeça,  e depois no Hospital de Ponta Delgada, teve o seu purgatório forte, passando ainda uma hora de sofrimento grande, angustiante e purificador, pelo menos pela consciência da dor, conforme assinalou com os olhos quando lhe perguntaram como se sentia...
                                    
Um pouco da aura do poeta ainda paira sobre o banco, encostado à cerca do convento da Esperança, debaixo da âncora em relevo e a palavra Esperança, impulsionando-nos a pormos em acção criativa, livre e luminosa tal virtude, tendência e aspiração de Amor e de Sabedoria, de Justiça e de Verdade, que nele e em nós habita como essência e virtualidade íntima mas infinita e perene 
O que se passaria no seu espírito e mente?
Como viu e sentiu esses momentos?
Estava lúcido a pulsar no corpo já quase exangue?
Sim, pois os testemunhos dos médicos que acorreram imediatamente ao local mostram-no a ouvir  e a responder com os dedos e com os olhos às perguntas sobre se tinham sido um ou dois tiros, qual fora o primeiro e se tinha muitas dores?
Mas estaria a sua alma erguida, como guerreira, pronta a partir do despojo mortal, auto-ferido na batalha final, ou antes a sua mente estava fragilizada, quem sabe até envolta numa momentânea egrégora de desespero e perdição?
Quem o acompanharia ou mesmo recebeu no além, nesse momento, tanto mais que o seu último soneto, escrito em Agosto de 1885, seis anos antes de morrer, intitulava-se já algo profeticamente Com os Mortos e é certamente dos mais felizes e luminosos, pois após duvidar da perenidade do ser, conclui: «Mas se paro um momento, se consigo//fechar os olhos, sinto-os a meu lado// de novo, esses que amei, vivem comigo,//  Vejo-os, ouço-os e ouvem-me também, // juntos no antigo amor, no amor sagrado,// na comunhão ideal do eterno bem»
Qual a lucidez presente, e seria o despertar anímico supra-corporal suficiente para ver com a visão espiritual?
O velho lema grego Morrer é ser iniciado (invocado, glosado e questionado uns dias depois pelo seu devoto amigo Joaquim de Araújo, no poema Na Morte de Antero, e que anos mais tarde Fernando Pessoa também glosaria no poema Iniciação), esteve ainda naquelas trágicas condições vivo, e de um modo luminoso e iluminante para ele e para a travessia que empreendia?
Pelo que sabemos dos relatos dos acompanhantes dos últimos momentos, Antero manteve-se lúcido, quem sabe se até mais lúcido que antes, agora que se esvaziava o balão corporal pressionante sobre a sua alma e que esta se soltava dele...
Qual seria verdadeiramente a sua expectativa-crença do que iria acontecer? 
Adormecer, dissolver a personalidade, libertar-se da ignorância, mergulhar corajosamente no abismo, que certamente mais de uma vez sentiu entre si e o mistério do Cosmos e do Ser dos Seres, ou antes admitiria e desejaria avançar como espírito em corpo subtil, qual Cavaleiro ou Fiel do Amor invencível?
Para que nível partiu Antero, quanto quanta de consciência espiritual já desperta tinha ele unificado em si, para avançar auto-consciente?
O Santo Antero, como lhe começou a chamar a mulher de Lobo de Moura, Maria Ermelinda, e que Eça lapidará como: “O génio que era um santo”, próximo do “pensador duplicado por um santo”, de Anselmo de Andrade, era mesmo um viajante desperto no mundo espiritual, ou a aura do líder de uma geração, do animador de Cenáculos sucessivos, da Sociedade do Raio e do sonhador da utópica Ordem dos Mateiros não correspondia já à realidade pois as circunstâncias da vida tinham enfraquecido muito o seu sistema nervoso e logo de certo modo, pelo menos transitoriamente, a assunção e a manifestação do seu luminoso espírito?
Alguns dos testemunhos dos últimos meses de Antero (tais os do seu primo e grande amigo Sebastião d'Arruda, ou o de Manuel da Câmara) mostram-no ainda a filosofar com grande qualidade e apontam para uma queda abrupta nos últimos dias, face ao fracasso do regresso aos Açores e sob o sofrimento das insónias e da dispepsia.
Contudo as descrições dos momentos finais mostram um estoicismo grande e certamente uma lucidez apurada até pela dor...
                              
A última representação iconográfica de Antero, uma pintura feita pelo seu primo e querido amigo S. A. "Sebastião d'Arruda nos lençóis, Antero deitado ao lado, por cima da roupa, envolto no chaile-manta, ambos, olhos fitos no tecto, deleitados em íntima palestra". "Queriam-se como irmãos aqueles primos." 
Face à riqueza da sua vida e personalidade, face aos contrastes psíquicos que manifestou, face ao nível elevado da sua demanda da Verdade, haverá então sempre perguntas que manterão Antero de Quental vivo, na aura e no mistério, na poesia e no testamento filosófico (título este de um ensaio que Sant'Anna Dionísio lhe consagrou), tornando-o frequentemente revisitado e aprofundado em ensaios e colóquios, assim se iluminando não só o pensador como os ensinamentos que realizou e as ideias-forças desafiantes e impulsões anímicas que nos deixou: "Quisera desenvolver a teoria do supremo Bem, roteiro do espírito para a felicidade eterna", diz-nos o seu amigo Manuel da Câmara...
Poderíamos ainda interrogar como estava no fim a sua relação com o Ser Divino, ou que seja, o Absoluto, a Verdade?
Foi descansar "Na Mão de Deus", tal como imaginou num soneto muito apreciado pelos pensadores mais católicos, ou morreu pela dor da ausência de Deus, como queria Rebelo de Bettencourt, ou antes a Divindade, seja como Bem supremo ou como Razão Pura, surgiu-lhe mais ou menos lentamente por subtis modos no interior da sua alma, possivelmente depois da revisão da vida e alguma fase purgatorial?
E hoje quem é ele?
Um ser que entrou no Nirvana do Não-Ser ou, bem pelo contrário, um peregrino dos mundos da Manifestação ou mesmo, quem sabe, um dos discípulos ou mestres da Ordem Espiritual de Portugal, que tenta inspirar os Portugueses?
Mistérios da vida e da morte, enigmas luminosos mas dialogantes e clarificantes que nos interpelam a meditar e a ver, a viver e a ser mais verdadeiros e livres, profundos e plenos...
                                    
                                   Um Anjo interpelante 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Comemoração dos 45 anos do IADE. Homenagem a Lima de Freitas e a alguns professores, tal como o Arq. João Rebolo.

Comemoraram-se hoje os 45 anos do IADE, no Palácio Quintela, à rua do Alecrim em Lisboa, com uma palestra de José Carvalho Rodrigues, intitulada  "O Magnetismo da Busca do Misterioso" e centrada nas proporções geométricas e em Lima de Freitas, que foi com António Quadros fundador desta prestigiada instituição, IADE - Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing, dinamizadora de muitos cursos, projectos e actividades.
Foram ainda homenageados alguns professores e funcionários da casa, entre os quais o nosso amigo João Rebolo, arquitecto, já com 25 anos de magistério.
Uma exposição de obras de Lima de Freitas, um amigo sábio, sobretudo com capas de livros, páginas abertas e ilustrações, encontra-se patente no andar-térreo do palácio.
Partilhamos algumas fotografias do palácio e das suas pinturas, do evento e por fim da obra de Lima de Freitas, mestre da geometria sagrada...
Escadaria ad astra


Dos 12 trabalhos de Hércules

O Arquitecto João Rebolo recebe um distinta caneta como prémio pela sua dedicação de 25 anos

Do alto descem as inspirações dos Deuses Olimpicos 


Do beijo da verdade

Arte viva e ao vivo

Da vera efígie de Mariana nossa Soror

O alto cume que o Amor procura e é



Da busca serpentina ascensional nos rosacruzes, em Fernando Pessoa e em Lima de Freitas 

Um belo pentagrama flamejante
Da busca pela geometria sagrada da visão e assunção do Espírito

domingo, 16 de março de 2014

Geo Sons do Mundo. Palácio da Ajuda, 15/3. Com 4 vídeos de músicas

À abobada chegam os sons e aspirações, e a corrente desce iluminando maravilhosamente os corações
José Manuel Ribeiro, o dinâmico director do Palácio Nacional da Ajuda, congratula-se pelo evento e dá as boas vindas 
A Marta, o Carlos e a Inês, e a  fotógrafa Susana.